Edição 297 | Agosto/16

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23/08/2016 11:42 - Atualizado em 23/08/2016 12:08

Reluzente e iluminada

Conheça os métodos de beleza e estética permitidos durante a gravidez e veja o que você não pode fazer de jeito algum

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A gestação é um período de ebulição de hormônios que transforma completamente o comportamento do organismo e altera principalmente a pele, por conta da fragilidade das células e da retenção de líquido, comuns neste período. Além da alimentação diferenciada, da hidratação da pele e das drenagens linfáticas que diminuem e até previnem estes sintomas, os tratamentos estéticos são uma alternativa para as mulheres que querem manter a boa forma.
Porém, segundo a fisioterapeuta e dermatofuncional da Ibramed, Aline Stringhetta, antes de fazer tratamentos é preciso cautela. “É sempre indicado conversar com o médico antes de iniciar qualquer procedimento. Assim como existem tratamentos contraindicados, há aqueles que não prejudicam a gestação e favorecem o bem-estar da mãe, auxiliando na diminuição do inchaço e manchas”, explica.
De acordo com o ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, Renato de Oliveira, o primeiro trimestre da gravidez é o mais delicado. Nesta fase, os cuidados com o uso de produtos e medicamentos devem ser redobrados para que não ocorram problemas com a formação do feto. “Neste período, as mudanças estruturais ainda são discretas. Com o acúmulo de líquidos e uma leve distensão abdominal, as gestantes podem iniciar sessões de drenagem linfática, mas não é recomendado drenar esta região. Sessões mensais de limpeza de pele e hidratação da pele também estão liberadas em qualquer período. No entanto, a escolha dos produtos precisa ser cuidadosa e a preferência deve ser por cosméticos naturais ou orgânicos”, recomenda.

Depilação
Seja por um motivo puramente estético, higiênico, ou mesmo uma preferência, muitas mulheres se depilam. Na gravidez isso não muda, porém há certos cuidados que devem ser observados. Para começar, os médicos não recomendam a utilização de nenhum método depilatório nos três primeiros e nos três últimos meses, pois qualquer método que faça a gestante forçar uma contração pode ser prejudicial durante esses períodos.
“É importante ressaltar que as mulheres podem continuar a se depilar durante o período de gestação, mas há de se considerar certas recomendações. Alguns cuidados são médicos, inclusive proibições, e outros são indicações para evitar o desconforto e a dor na gestante”, orienta a depiladora profissional da Depilrica, Cristiane dos Santos Pereira.
A especialista explica que as mulheres costumam ter um aumento significativo da sensibilidade, durante a gravidez e que, nesse período, a pele está mais propensa a dor e irritação, quadro que não necessariamente dura toda a gravidez. A região pélvica, por exemplo, é a que mais sente essa sensibilidade exacerbada.

O afastamento dos ossos na bacia e o aumento do fluxo sanguíneo, especialmente na área vaginal, deixam a região sensível à dor. Isso ocorre no início da gravidez, e pode demorar até esse quadro se estabilizar. Os métodos de depilação fazem a diferença nesse momento, podendo representar maior ou menor desconforto, ou mesmo riscos médicos aos quais a gestante deve ficar atenta.
A depilação com lâmina tem passe livre de um modo geral, porém, além da maior constância em realizar o procedimento, o aumento da sensibilidade da pele pode representar um aumento de pelos encravados, gerando dor e possíveis abscessos.
“A cera é uma das melhores opções, seja ela quente, fria ou morna, pois não apresenta riscos à saúde da gestante e do bebê, assim como dá à mãe um tempo extra entre uma sessão de depilação e outra, diferentemente da depilação com lâmina. O que pode incomodar é que o aumento do fluxo sanguíneo em algumas mulheres pode trazer uma dor extra, principalmente nas primeiras semanas”, enfatiza a depiladora.
Uma cera de qualidade, preparada com foco nas gestantes, pode ser a solução. Feita com produtos naturais e com uma preocupação extra para esse público em específico, há materiais que focam em diminuir esse desconforto.
Algo a ser evitado é o uso de cremes depilatórios. Não há estudos que comprovem sua segurança para a saúde do bebê, tendo inclusive médicos e fabricantes que não os recomendam a gestantes por conterem amônia. A substância poder chegar à corrente sanguínea do bebê, através da pele e sangue da mãe. Outro produto que não tem uma definição é o usado para clareamento dos pelos. Não existem estudos que comprovem sua segurança.

Cristiane explica ainda que, de todos os procedimentos, aquele que está terminantemente proibido é o de depilação a laser ou definitiva. O uso de laser, ou eletrólise, é em princípio seguro para a mulher, mas não se sabe a extensão disso para a criança em formação. “Há relatos sobre o escurecimento da pele em locais onde há maior concentração hormonal típica da gravidez, porém testes clínicos definitivos dos efeitos em gestantes não foram realizados por médicos, por motivos óbvios”, ressalta.
O local depilado, juntamente com os aparatos utilizados, sejam eles lâminas ou a própria cera, devem ser sempre higienizados. Em hipótese alguma esses utensílios devem ser reutilizados por outras pessoas, podendo representar sérios riscos à saúde da mulher e do bebê. “Ser mãe é, em primeiro lugar, ser mulher, e estar bonita e confortável é algo que todas nós queremos e precisamos. Desde que os devidos cuidados sejam tomados, a depilação para gestantes está liberada, e a cera é a melhor pedida. Vale a pena consultar um médico em caso de dúvidas, e ficar sempre atenta”, finaliza Cristiane.

NÃO PODE

PROCEDIMENTOS NO ABDÔMEN
Nenhum equipamento deve ser utilizado nesta área pois são prejudiciais ao bebê. Um tratamento indicado para a área é a utilização de cremes hidratantes desde que prescritos pelo médico.  

RADIOFREQUÊNCIA E ULTRASSOM
É prejudicial expor a gestante à radiofrequência e tratamentos estéticos de ultrassom.

TINGIR OS CABELOS
Principalmente nas primeiras 16 semanas de gravidez, não é aconselhável, pois o couro cabeludo é uma região bastante vascularizada, o que facilita a entrada da química da tintura na corrente sanguínea. Após este período, não temos evidências da segurança deste procedimento. Shampoos tonalizantes após as primeiras 16 semanas são uma opção mais segura.

MAQUIAGEM DEFINITIVA
Há o risco de os pigmentos introduzidos na pele acarretarem reações alérgicas ou anafiláticas. Além disso, o procedimento também é doloroso e provoca estresse, o qual aumenta o risco de trabalho de parto prematuro.

ALISAMENTO CAPILAR
Eles devem ser evitados bem como produtos à base de formol, chumbo, amônia, ureia, aromas intensos e componentes alergênicos. Porém, as hidratações podem ser feitas, desde que a composição de cada produto seja verificada.


VÁ EM FRENTE

ENDERMOTERAPIA
Nas pernas e braços. É uma massagem mecânica na pele através de roletes, feita com movimentos lentos e que promovem a mobilização dos líquidos parados, descongestionando, desintoxicando e drenando o tecido.

DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
O procedimento é ótimo para aliviar as dores nas pernas causadas pela retenção de líquidos na gravidez. Alguns cuidados devem ser tomados como evitar a drenagem do abdômen e não usar cremes corporais com Nicotilato de Metila e/ou Cafeína.

MANICURE E PEDICURE
O grande cuidado a ser tomado é evitar infecções por bactérias, fungos e vírus. Como prevenção, deve-se optar por profissionais que utilizem materiais descartáveis e auto clavados (mesmo processo de esterilização realizado nos hospitais). Esses cuidados valem independentemente de estar ou não grávida.

PEELING (ALGUNS TIPOS)
Na gestação aparecem inúmeras manchas, principalmente após a exposição ao sol. Existem peelings que não são agressivos à pele, que não descamam ou causam inflamações, apenas fornecendo uma limpeza profunda das células mortas que causam inchaço, manchas e acne, como é o caso do peeling ultrassônico. A tecnologia consiste em uma espátula que, ao entrar em contato com a pele, emite uma vibração, que é bem confortável para a paciente e indicado para a pele sensível das gestantes.
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