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Jovens querem outro tipo de hotel

Publicada em : 25/02/2013

Cerca de mil jovens revelaram os desejos que procuram ao se hospedar em um hotel


A localização, o preço, a qualidade da cama, do chuveiro e da conexão de Internet estão entre os cinco itens mais importantes para os jovens quando têm que escolher um hotel atualmente. Entre os itens menos relevantes para eles estão a existência de spas, business center, área de fitness, mesa de trabalho no quarto e piscina.
No modelo desejado de hotelaria, os jovens declararam querer um hotel com design moderno e atraente, ampla disponibilidade de tomadas e de wifi, amenities de qualidade nos quartos e opções de refeições saudáveis. Ainda de acordo com o estudo, esse hóspede também quer um lobby integrado ao restaurante, um bar de renome, aplicativos (Apps) online disponíveis para reservas e check-in, itens automáticos nos apartamentos, atendimento informal e um espaço com videogames de última geração. O estudo também aponta a utilização do site do hotel como a forma preferida dos jovens na hora de fazer uma reserva, seguida pelo telefone e a agência online. A agência tradicional (física), seguida pelo Facebook e o App do hotel, aparecem depois.
Os cinco processos considerados mais chatos para este público, segundo a pesquisa, são o check-in, a reserva no hotel, o check out, falta de limpeza e problemas de conexão com a Internet. E o que os jovens declararam ser mais irritante em um hotel são a sujeira, a demora no atendimento, atendimento ineficaz, mau atendimento e filas.
As afirmações integram o estudo “Millenials e a Hotelaria”, preparado pela consultoria Mapie, especializada em hospitalidade, e retrata o comportamento e preferências deste público para a hotelaria atual e futura. A amostragem foi feita com mil jovens brasileiros, nascidos entre os anos 1980 e 2002, das classes A, B e C, em todas as regiões do país, em 2012. Também conhecidos como “Geração Y”, este público desconhece o mundo sem redes sociais, jogos eletrônicos e Internet.
Para as sócias diretoras da Mapie, Tricia Neves e Carolina Haro, “as formatações atuais dos empreendimentos hoteleiros no Brasil ainda são compostas por modelos ultrapassados. Para os jovens, a presença de business center, banheira e uma infinidade de canais de tevê a cabo não são itens importantes”, afirmam. A pesquisa visa compreender essas necessidades, expectativas e desejos dos Millennials nos hotéis, identificando como isto interfere nos produtos, serviços, processos e resultados do negócio.
De acordo com o CIA World Factbook, mais de 1,7 bilhão de pessoas no mundo ocupam a faixa etária que vai dos 15 aos 30 anos, dentro de uma média de 28 anos. O seu poder de compra é maior do que qualquer outra geração que os precedeu, com gastos anuais que somam R$ 32 milhões*. Para Carolina Haro e Tricia Neves, “os meios de hospedagem que quiserem receber este público deverão adequar-se aos itens que auxiliarão na definição de suas escolhas, adaptando-se às suas preferências”, afirmam.

Perfil
A Internet aparece como principal canal de acesso a este público, com 38% deles conectados de seis a dez horas por dia. Em contrapartida, a televisão, que ainda é o veículo de comunicação que tem mais presença nas casas brasileiras, tem a audiência de 44% dos jovens por menos de uma hora por dia.
Os dados acima se refletem nas áreas de consumo e marketing também, com as cinco marcas favoritas dos jovens advindas da tecnologia. Entre elas, Apple, Google, Facebook, Microsoft e a Samsumg, em ordem de importância, respectivamente, sendo que o Facebook é a rede social mais relevante para 90% dos entrevistados.
64% dos entrevistados também já utilizaram as redes para divulgar maus serviços e 57% disseram que o feedback não foi satisfatório quando receberam esse retorno; 35% ainda fazem de duas a três viagens nacionais por ano, sendo que 36% dessas viagens são a lazer. Em viagens internacionais, 69% dos jovens farão ao menos uma viagem por ano, de férias ou a lazer, e conhecer ao menos um país.

Fonte:B4T Assessoria + Comunicação