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Rota Moche: a nova Machu Picchu

Publicada em : 09/02/2012

Norte do Peru guarda sítios arqueológicos pré-incaicos

Importantes sítios arqueológicos ficaram escondidos por séculos nas cidades peruanas de Trujillo e Chiclayo, ao norte do país. Desde o início dos anos 90, porém, tesouros como a Huaca de la Luna, Cidadela de Chan Chan e Tucume foram identificados, restaurados e abertos à visitação, atraindo turistas do mundo todo.

Denominada de Rota Moche, a região é considerada a nova Machu Picchu, por sua riqueza cultural, e mostra a história da civilização mochica, que durou aproximadamente 700 anos, até a chegada dos incas. É claro que a beleza do principal destino turístico do Peru continua sendo única e insuperável, mas também há muitas atrações nesta parte do território.

“Os mochicas marcaram muito mais profundamente a história do Peru. Os incas existiram por cerca de 200 anos, no período mais recente de nosso passado, mas antes deles existiram outros povos igualmente interessantes”, explica Renzo Ugarte, coordenador do Mercado Latinoamericano da Promperú, entidade responsável pela promoção turística do país.

Roteiro

O tour à Rota Moche geralmente começa em Trujillo, que fica a menos de uma hora de voo da capital Lima. De lá parte-se para a Huaca de la Luna, um templo para rituais sagrados repleto de imagens e inscrições em adobe. Próximo ao local há um museu de primeiro nível, onde pode-se ver fotos das tumbas encontradas por arqueólogos, artefatos, materiais têxteis e muitas cerâmicas, certamente a principal arte deste povo. Vasos e estátuas em diferentes formatos e tons contam como era o cotidiano, além de descrever com detalhes rituais sagrados e de sacrifícios – humanos ou animais.

Em seguida é possível conhecer a Cidadela de Chan Chan, o menor de 10 palácios que foram habitados pelos chimus (posteriores aos mochicas) e o único aberto à visitação. É impressionante percorrer seus labirintos de adobe e compreender a engenhosidade da obra. Tudo ali foi pensado, planejado, tem uma justificativa.

A viagem continua para a cidade de Chiclayo, a 250 quilômetros de Trujillo, onde fica Tucume, um grandioso complexo com 26 pirâmides de terra habitadas por famílias lambayeque (que existiram entre mochicas e chimus) entre os anos de 800 e 1000 D.C., e o Museu das Tumbas Sagradas do Senhor de Sipán, que narra a descoberta dos restos mortais do talvez mais importante governante da civilização mochica.

No meio do caminho entre as duas cidades ainda há o complexo El Brujo, onde foi encontrado o túmulo da Dama de Cao, uma jovem de 20 a 25 anos cujos vestígios indicam o único matriarcado da América do Sul. Neste local também há um museu que merece ser visitado.

De Chiclayo pode-se voltar a Lima, em um voo de uma hora de duração, ou continuar brincando de Indiana Jones. Outras cidades da região possuem sítios arqueológicos.

Mais informações sobre a Rota Moche podem ser vistas no site www.promperu.gob.pe

Fonte:AD Comunicacão & Marketing