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Prevenção de Quedas em Idosos

Publicada em : 05/07/2016

Alerta do Hospital Paulista

Divulgação
Estudos mostram que no Brasil, cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez ao ano aumentando para 50% após os 85 anos de idade, fato preocupante, uma vez que a expectativa de vida da população vem aumentando. Por isso, foi instituído que no dia 24 de junho o dia Mundial de Prevenção de Quedas em Idosos como um alerta para este tipo de acidente bastante comum e de consequências, muitas vezes, graves para o idoso.
As quedas estão relacionadas ao declínio da função física que acompanha o processo de envelhecimento natural do indivíduo, com a diminuição das habilidades para desempenhar suas tarefas diárias. Segundo Silvia Roberta Gesteira Monteiro, fonoaudióloga do Hospital Paulista, “ao contrário do que se pensa, os acidentes acontecem mais em casa, normalmente, durante alguma atividade e facilitado por um ambiente inseguro, tais como locais com tapetes, escadas, mal iluminados e pisos escorregadios, aumentando a probabilidade de escorregar ou tropeçar”, destaca.
As consequências das quedas são várias, as mais graves são as fraturas, que aparecem como a sexta causa de mortalidade entre idosos, e podem levar a hospitalizações prolongadas, declínio da função física, novas quedas e depressão.
Para a especialista, os idosos que apresentam episódios de quedas recorrentes associado à tontura precisam de acompanhamento especializado, pois quando o sistema do equilíbrio (formado pelo labirinto, ouvidos, olhos, músculos e tendões) não funciona em harmonia, as informações não são enviadas ou recebidas corretamente pelo cérebro gerando uma falsa impressão de movimento e favorecendo as quedas. “Tontura pode ocorrer em qualquer idade, mas no idoso é mais frequente e preocupante pelo risco de queda”, ressalta Silvia Roberta.
Vale lembrar que a tontura apresenta sinais que vão desde uma simples sensação de instabilidade, flutuação, desvio de marcha, impressão de queda e até mesmo uma vertigem (quando os objetos ou a pessoa gira). As doenças do labirinto e de diversos outros sistemas, excesso de medicação que os idosos e a vida sedentária afetam a função do equilíbrio, facilitando as quedas.
Como a prevenção é fundamental para evitar as quedas, a fonoaudióloga recomenda que os cuidadores e familiares estejam atentos em melhorar e tornar mais seguro o ambiente onde vive o idoso, deixando os espaços sem móveis com cantos e sem tapetes e bem iluminados. Além disso, é importante seguir uma dieta saudável rica em cálcio, vitamina D, ministrar os medicamentos prescritos sempre na hora certa, e incluir um programa de atividades físicas que visem o equilíbrio, coordenação e força muscular.
Para finalizar, Silvia Roberta alerta que os profissionais de saúde-médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas-, devem estar sempre atentos às queixas de tontura e desequilíbrio do paciente, intervindo o mais breve possível para favorecer a manutenção da autonomia e independência funcional do idoso.

Fonte:ACP Comunicação