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Má alimentação é responsável por 75% dos problemas que colocam vidas em risco

Publicada em : 13/02/2014

Com o tema O PAA e a agricultura familiar na promoção da alimentação saudável e da segurança alimentar, o painel enalteceu a produção de alimentos benéficos à saúde


A importância da alimentação saudável para o ser humano e a participação da agricultura familiar na produção destes alimentos foi assunto de painel de debate do Seminário Internacional PAA + Aquisição de Alimentos, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para celebrar os 10 anos do Programa de Aquisição de Alimentos. O evento foi realizado nesta terça-feira (04/02), em Brasília.

Com o tema O PAA e a agricultura familiar na promoção da alimentação saudável e da segurança alimentar, o painel enalteceu a produção de alimentos benéficos à saúde e colocou em xeque a má alimentação, que começa a dominar os hábitos alimentares ao redor do mundo.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, assegurou que a agricultura familiar é o principal produtor de alimentos saudáveis e lembrou que ainda há o desafio da segurança alimentar. “Não seremos o país que queremos ser se não valorizarmos a agricultura familiar. A maior parte daquilo que está na mesa do brasileiro é proveniente da agricultura familiar”, afirmou.

Representante da Organização Panamericana de Saúde (Opas), Enrique Jacoby apresentou os 20 maiores fatores que colocam em risco a vida do ser humano. Destes, 15 tem ligação direta com a má alimentação. “Basicamente, o que coloca a vida em risco é a alimentação de baixa qualidade. Temos que promover os alimentos naturais e consumir cada vez menos alimentos processados”, salientou o peruano.

Enrique endossou o discurso de Laudemir e ressaltou a importância da produção familiar de alimentos. “Aprendi e creio que é muito importante observar que falar de agricultura familiar é falar de desenvolvimento, saúde e biodiversidade. Este segmento é protagonista na produção de alimentos saudáveis”, observou.

Referência mundial

Em outro painel, houve debate sobre a contribuição e a importância do PAA em outros países. Com o tema O Programa de Aquisição de Alimentos como Referência Internacional, os convidados presentes mostraram os resultados do programa em âmbito mundial, mas principalmente na África e na América Latina.

Durante o painel, foi exibido um vídeo enviado pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, parabenizando o programa pelos seus 10 anos. “Essa é uma história de sucesso, que começou em 2003, quando o então presidente Lula colocou como meta principal de seu governo a garantia de todos os brasileiros terem três refeições por dia. Nesse contexto, nasceram o PAA e o Bolsa Família. Com ousadia, a presidenta Dilma deu o passo seguinte dessa história, cujo o nome diz tudo: Brasil sem Miséria. Hoje, o Brasil é referência no combate à fome e não e priva de divulgar suas estratégias para outros países. Diversos países estão mudando suas leis de compras públicas para se enquadrarem na mesma estratégia do PAA”, pontuou Graziano.

Representantes de Moçambique, Reino Unido e Equador, presentes no evento, lembraram a necessidade da política para o combate à fome e à pobreza. “Tivemos os melhores 10 anos da história do planeta, quando o assunto é tirar pessoas da miséria. O nosso objetivo é dar prosseguimento ao trabalho realizado e melhorá-lo” garantiu o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alexander Wykeham Ellis.

Alexander adiantou que Reino Unido e Brasil são parceiros no PAA-África porque o programa funciona e há a possibilidade de adaptá-lo para outros países. “O Brasil é um centro de excelência quando o assunto é aquisição de alimentos e diminuição da pobreza. O mundo precisa aprender com o Brasil”, avaliou o britânico.

Desde 2012, o Brasil apoia os governos africanos a adotarem a estratégia do Programa de Aquisição de Alimentos – unir agricultores familiares aos mercados – para combater a fome, a desnutrição e a pobreza rural de forma sustentável. Com um orçamento total de US$11 milhões (R$ 22,5 milhões), financiados pelos governos brasileiro e britânico, o programa se concentra na implementação de pilotos de compras locais de alimentos em cinco países do continente: Etiópia, Malaui, Moçambique, Níger e Senegal.

Fonte:Ministério do Desenvolvimento Agrário