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Especialista dá dicas sobre como proteger a casa contra a dengue

Publicada em : 23/01/2014

Para quem vai passar as férias em regiões com casos mais graves de dengue, médico do Lavoisier Medicina Diagnóstica explica como evitar a doença



Cerca de 90% dos focos de dengue estão localizados nas residências, e as chuvas típicas desta época do ano ajudam o mosquito Aedes Aegypti a se proliferar. Segundo o Dr. Jaime Rocha, infectologista e especialista em Medicina do Viajante do Lavoisier Medicina Diagnóstica, verificar a casa antes de viajar é um procedimento importante para minimizar a incidência da doença.

“É importante vedar bem todos os recipientes que possam acumular água, principalmente porque a primavera e o verão são caracterizados por grandes temporais”, orienta o médico.. A atenção deve ser redobrada com caixas d’água. “Ela deve estar completamente vedada e as calhas devem ser limpas. Se houver espaço, um pássaro, por exemplo, não consegue passar, mas o mosquito pode deixar larvas”, lembra ele.

Tonéis, baldes, galões, garrafas PET e de cerveja devem ser fechadas ou deixadas de cabeça para baixo. “O mosquito pode deixar larvas até em copos plásticos deixados destampados. Eles são objetos em potencial para o surgimento de criadouros do mosquito”, reforça o infectologista. Rocha lembra que as bandejas de ar-condicionado e de geladeira devem ser deixadas sem água e limpas antes da viagem, assim como o vaso sanitário deve ser deixado fechado.

O especialista alerta que, para quem tem piscina, deve cobri-la com lonas bem esticadas. Vasos de plantas devem ser preenchidos com areia até a borda e deixados sem excesso de água. Pneus também devem ser cobertos. Por fim, Rocha afirma que ralos externos, canaletas para drenagem da água da chuva e fossos de elevador devem ser tampados e, se possível com telas, já que também podem ser potenciais criadouros do mosquito.

Para quem vai passar as férias em regiões com casos mais graves de dengue, o médico dá algumas dicas para evitar a doença. As principais precauções são:

Uso de roupas claras e compridas, cobrindo a maior parte do corpo;

Uso de repelentes sobre a pele, que contenham DEET em concentração adequada para idade;

Identificação precoce dos sinais e sintomas iniciais da doença, como febre alta, dor severa e vermelhidão pelo corpo, vômitos e dor de cabeça.

“O importante ressaltar que apenas uma consulta com um especialista poderá estabelecer com maior precisão todos os cuidados necessários para cada destino e cada viajante”, afirma Rocha.

Exames para detecção da dengue

Rocha descreve que a detecção da dengue é feita por um exame clínico, baseado nos sintomas e no exame físico do paciente, e por testes laboratoriais. Dentre os exames laboratoriais estão: o hemograma, popularmente conhecido como exame de sangue, que fornece informações iniciais importantes como indícios de uma evolução desfavorável; a sorologia para dengue, que permite determinar se a pessoa possui anticorpos contra o vírus; a tipagem do vírus, que permite determinar o sorotipo.

O infectologista indica que os exames laboratoriais sejam realizados a critério do médico. Recomenda-se, entretanto, que se espere pelo menos até o quinto dia do início dos sintomas para realizar a sorologia, já que ela depende da presença de anticorpos contra o vírus. “Isso porque o teste IgM tem a capacidade de detectar anticorpos anti-IgM em praticamente 80% dos pacientes com cinco dias de doença, contados a partir do início dos sintomas, por volta de 93% dos pacientes com seis a dez dias de doença e 99% entre dez e 20 dias”, afirma o especialista.

Outro exame sorológico usado é o IgG. Rocha explica que ele é menos específico para dengue que os anticorpos IgM, o que pode levar a resultados falso-positivos. “Mas é importante a realização dos dois exames, IgM e IgG, principalmente em casos de pacientes reinfectados, pois eles podem eventualmente não sofrer elevação da IgM no teste”, diz Rocha.

Já a tipagem do sorotipo viral, de acordo com o infectologista, deve ser feita de preferência na primeira semana da doença, período no qual a viremia é maior.  Todos estes exames são ofertados no Lavoisier Medicina Diagnóstica.

Fonte:RMA Comunicação