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Hepatites Virais

Publicada em : 17/07/2013

No mundo, a hepatite C é a que acomete mais pacientes


No dia 28 de julho é lembrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. A data traz um alerta sobre as hepatites B e C – doenças infecciosas causadas por vírus que atingem o fígado, órgão que executa várias funções vitais para o nosso corpo. “Em geral, não apresentam sintomas e ao longo dos anos, a doença pode causar dano ao fígado evoluindo para cirrose e até mesmo câncer”, destaca a gastroenterologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Cláudia Ivantes.

A hepatite C pode ser classificada em aguda e crônica e na grande maioria das vezes não apresenta sintomas. Apenas 6% dos portadores da doença apresentam indícios, sendo a fadiga o mais comum. “No entanto, a maioria dos pacientes só percebe que está doente, anos após a infecção, quando a doença já está em fase avançada”, esclarece a Dra. Cláudia.

As hepatites virais podem ser transmitidas através de relação sexual sem o uso de preservativo, o uso compartilhado de agulhas, seringas, navalhas, materiais para manicure e pedicure, aparelho de barbear, por equipamentos não esterilizados em procedimentos médico-odontológicos, tatuagem, colocação de piercing e acupuntura. “A mãe infectada com o vírus da hepatite B também pode transmitir a doença para o bebê”, enfatiza.

Diagnóstico
Para diagnosticar a Hepatite C, o teste é rápido. O exame utiliza uma pequena quantidade de sangue e o resultado fica pronto em dez minutos. “As pessoas que fazem ou já fizeram parte de algum grupo de risco ou mesmo aqueles que desejam saber mais sobre a sua saúde, devem fazer o teste”, explica a Dra. Cláudia.

A doença possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de cerca de 48% dos casos. Os medicamentos são disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que conta com novos remédios para combater a doença. “Com a nova opção terapêutica, as taxas de cura são significativamente melhores”, acredita a médica.

De acordo com a Dra. Cláudia a hepatite C possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de aproximadamente 50%. Já a hepatite B pode ser prevenida com a vacina. “Pessoas com 29 anos de idade que ainda não tomou as três doses da vacina, pode procurar uma Unidade de Saúde”, destaca a médica.

Grupo de risco
São considerados grupos de risco pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 (quando não existiam exames como os de hoje, que oferecem segurança aos doadores de sangue), usuários ou ex-dependentes de drogas e trabalhadores da área de saúde. “Pessoas dos grupos de risco devem realizar o teste de screeening, que diagnostica a doença”, orienta a Dra. Cláudia. A médica ressalta que atualmente, a transfusão de sangue não é mais um fator de risco para transmissão de hepatite C, pois, a pesquisa do vírus já é feita no sangue dos doadores.

Fonte:HNSG