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Peça de teatro aborda o tema câncer de boca

Publicada em : 18/03/2013

Hospital A.C.Camargo realiza monólogo e palestra sobre a prevenção e tratamentos para tumores bucais


Em alusão ao Dia Mundial do Teatro – 21 de março – o Hospital A.C.Camargo recebe na terça, 19, apresentação única do espetáculo O Homem com a Flor na Boca. Com estrada franca, é uma montagem dirigida e interpretada pelo ator Roman Lopes, da Trupe Reticência, grupo criado em 2005 em Guarulhos, na Grande São Paulo. O espetáculo é uma adaptação do texto homônimo do poeta, dramaturgo e romancista italiano da região da Sicília, Luigi Pirandello, que recebeu o Nobel de Literatura em 1934.

Apresentado pela primeira vez em 1922 no Teatro Manzoni de Milão, na Itália, o monólogo conta nesta nova adaptação a história de um homem que passa a dar mais atenção às pequenas coisas ao seu redor quando descobre que tem um câncer (a flor na boca). Este é o climax para o personagem começar a observar a vida sob uma ótica diferente e passar a revisar sua própria visão do mundo ao seu redor.

Abrindo a programação, às 18h30, o cirurgião oncologista e diretor do Núcleo de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C.Camargo, Luiz Paulo Kowalski, ministrará palestra às 18h30 sobre prevenção, fatores de risco, diagnóstico precoce e medidas terapêuticas para o câncer de boca, doença – na maioria dos casos – relacionada com o tabagismo e consumo não moderado de álcool. “Sabemos que 9 a cada 10 pessoas com câncer de boca fumam cigarros, cachimbos, charutos ou mascam fumo, sendo que o risco de ser acometido com a doença e de 6 a 16 vezes maior do que os não-fumantes”, destaca Kowalski.

Ainda segundo o oncologista, cerca de 37% dos pacientes sem sinais da doença após o tratamento, mas que insistem no hábito de fumar, vão ter um segundo câncer de boca, garganta ou laringe comparados a apenas 6% para os que param de fumar após o diagnóstico. “Além disso, entre 75% e 80% dos pacientes com câncer de boca bebem grandes quantidades de álcool. A doença é duas vezes mais comum em homens”, observa o especialista.

Outros fatores de risco importantes são a infecção pelo palomavírus humano (HPV), imunossupressão (uso de drogas imunossupressoras, por exemplo, para evitar a rejeição em um transplante), radiação ultravioleta e antisépticos bucais com álcool. Recomenda-se não negligenciar possíveis irritações na mucosa e passar, periodicamente, por uma avaliação junto a um dentista.

Fonte:Hospital A.C.Camargo