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Campanha de Controle da Hanseníase

Publicada em : 09/10/2012

Objetivo da campanha, que vai até dia 16/10, é identificar casos e orientar população sobre a doença


A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA), da Secretaria Municipal da Saúde, promove até o próximo dia 16 mais uma Campanha Municipal de Controle da Hanseníase. A ação envolve todas as 441 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as 120 Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) do município de São Paulo, além das 33 unidades de referência especializadas na doença.

A campanha “Desconfie! Qualquer Mancha pelo Corpo Pode Ser Hanseníase”, visa ao treinamento e à sensibilização de todos os profissionais das UBS e AMAs para que estejam alertas, sempre desconfiem e questionem as pessoas atendidas sobre a existência de manchas na pele. Durante a campanha, são desenvolvidas atividades de busca ativa de casos suspeitos e ações educativas na comunidade. Mais de 15 mil profissionais de saúde estão sendo treinados. Em 2011, participaram da ação 17.147 pessoas.

As 33 Unidades de Referência, pelo menos uma por Subprefeitura, são responsáveis pela confirmação do diagnóstico e realização do tratamento.

“Você tem alguma mancha?”
Durante a campanha, essa é a pergunta que os mais de 15 mil profissionais estão fazendo às pessoas, tanto nas UBS quanto em comunidades, escolas e asilos próximos das unidades de saúde.

Em 2011, foram interrogadas 1.292.913 pessoas. Destas, 5.874 afirmaram ter manchas e foram avaliados na UBS mais próxima da residência, com 535 encaminhados para um especialista. Ao final das análises, 52 pessoas tiveram confirmado o diagnóstico de hanseníase. 

Para a dra. Patricia Carla Piragibe Ramos Burihan, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase (PMCH), do Centro de Controle de Doenças (CCD), na verdade a campanha dura o ano todo. “Neste período do ano existe uma intensificação das ações de hanseníase em toda a rede”, explica ela. “Há uma concentração maior no trabalho de suspeição e conseguimos intensificar a busca ativa.” São notificados, em média, 250 novos casos por ano na cidade.

A doença e seu tratamento
Há quatro formas clínicas de hanseníase: indeterminada, turbeculoide, dimorfa e virchowiana. As duas primeiras são classificadas como formas paucibacilares, ou seja, com poucos bacilos; e as outras duas são multibacilares, e, portanto, capazes de transmitir por via respiratória, em um contato íntimo e prolongado – morar junto, dormir no mesmo quarto, etc.

Convívios esporádicos têm pouca chance de contaminação. Além disso, 90% das pessoas dispõem de resistência natural aos bacilos da hanseníase, mesmo entrando em contato com eles. Dos 10% restantes, têm mais chances as pessoas que possuem convívio intenso e íntimo com as formas transmissíveis. Quando uma pessoa é diagnosticada com a doença, toda a família e as pessoas de seu convívio domiciliar devem ser investigadas.

As medidas de controle da doença visam à interrupção da cadeia de transmissão que ocorre por meio do tratamento dos pacientes acometidos e de exame e vacinação dos familiares com os quais mantiveram contato. Quanto mais precoce o diagnóstico, menor o risco de transmissão da doença e menores as complicações e sequelas provocadas pelo comprometimento dos nervos periféricos que caracterizam essa patologia.

O tratamento da hanseníase não requer internação. Ele é feito com a administração de remédios, via oral, por períodos que podem variar de seis a 12 meses, dependendo da forma clínica da doença. O tratamento de seis meses é para as duas primeiras formas da doença (as paucibacilares) e usa blisters (cartelas) padronizados, já com os comprimidos necessários, com duas drogas diferentes. No caso das duas formas multibacilares, os blisters padronizados possuem três drogas e o tratamento dura 12 meses. “Hoje, temos 359 casos em tratamento nas nossas 33 unidades de referência do município”, conclui dra.Patrícia.

Fonte:Secretaria Municipal da Saúde (SMS)