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Marcha pela conscientização

Publicada em : 20/09/2012


Doe orgãos, salve vidas. Talvez você já tenha ouvido esse apelo ou algo parecido. Talvez saiba de um caso ou outro de pessoas que doaram órgãos. O que pode ser desconhecido para você é como fazer isso: quem pode ser doador de órgãos? Como é o processo?

Para esclarecer as dúvidas que prevalecem quando o assunto é doação de órgãos e também para chamar a atenção das pessoas para este ato que pode ajudar a salvar vidas, a Fundação Amaral Carvalho (FAC), por meio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott), realiza no dia 29 de setembro a 1ª Marcha pela Conscientização da Doação de Órgãos - próximo ao Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos (27 de setembro).

Comandada pelos Remédicos do Riso, a marcha tem saída da entrada principal do Hospital Amaral Carvalho (HAC), às 8h30, e irá percorrer a Rua Major Prado até a Praça d a República (Jardim de Baixo), onde haverá um stand e uma equipe da instituição para orientar as pessoas sobre a importância da doação de orgãos, além da prevenção do câncer ginecológico.

Para participar do movimento, basta se inscrever gratuitamente pelo telefone (14) 3602- 1271, até o dia 26. Os 50 primeiros participantes ganharão uma camiseta da campanha de conscientização.

Índices
A Fundação Amaral Carvalho, além de ser referência em atendimento oncológico, mantém setores de captação e transplantes de orgãos e tecidos. Um deles, a Cihdott, foi implantado em 2008. Desde então, foram realizadas 89 captações de globo ocular em pacientes de câncer. De acordo com o médico responsável pelo setor, Eduardo Pracucho, em virtude do perfil oncológico do HAC e a baixa taxa de diagnóstico por morte encefálica, 100% das captações realizadas na instituição são de córneas.

A instituição é também referência nacional em transplantes de medula óssea. Um dos coordenadores do Serviço de Transplante de Medula Óssea do HAC, Mair Pedro de Souza, afirma que são feitos na unidade, em média, 200 transplantes por ano. "Em 16 anos de atuação, realizamos mais de 1.800 transplantes."

Conscientização
Pracucho explica que mais de 4 mil pacientes poderiam ter doado orgãos no primeiro semestre de 2012 no Brasil. No entanto, apenas 1.217 realmente doaram - o que corresponde a 29% dos potenciais doadores. "Essa porcentagem se mantém no país há 2 anos. Contudo, se avaliada a taxa nos últimos 10 anos, há um crescimento. Percebo que boa parte da população não possui informações quanto à doação de orgãos, especialmente nos Estados do Maranhão, Piauí, Sergipe, Alagoas e Mato Grosso, onde o números de doadores efetivos a cada 1 milhão de pessoas está entre 0,6 e 1,9", afirma.

O médico relata que no Estado paulista esse número é mais alto: 19,3 por milhão. "Um índice comparável aos de países desenvolvidos como Espanha e Canadá, que chegam a 20 por milhão."
A discrepância, conforme relata o médico, se deve também ao desenvolvimento incompleto das áreas com menores índices, com relação à falta de bancos de órgãos especializados e equipes treinadas. "O Brasil tem bons resultados em alguns Estados, mas há um longo caminho a ser percorrido", conclui.

SAIBA MAIS
Existem dois tipos de doação de órgãos:

A doação após o óbito, que deve ser realizada com a autorização da família, por escrito - por isso é importante comunicar, em vida, à família o desejo da doação de orgãos.
Nesse caso, a família do doador é entrevistada pela equipe da Ciddott e, após o consentimento familiar, o paciente passa pelo procedimento de captação de órgãos, que são encaminhados à Organização de Procura de Órgãos (OPO) regional. Essa organização entra em contato com a Coordenação Estadual de Transplantes que, por sua vez, entra em contato com a Coordenação Nacional de Transplantes.

Todos os dados dos órgãos captados, após processados pela OPO regional, são cadastrados no sistema informatizado da Central Nacional de Transplantes e de acordo com os dados compatíveis dos órgãos e a classificação dos pacientes na lista de espera, serão selecionados os receptores, iniciando-se assim o processo do transplante.

A doação em vida ocorre quando o indivíduo é um cidadão juridicamente capaz, que, nos termos da lei, possa doar órgão ou tecido sem comprometimento de sua saúde e aptidões vitais. Deve ter condições adequadas de saúde e ser avaliado por médico para realização de exames que afastem doenças que possam comprometer sua saúde, durante ou após a doação. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

Serviço
1ª Marcha pela Conscientização da Doação de Órgãos
Dia 29 de setembro
Saída do Hospital Amaral Carvalho, Rua Dona Silvéria, 150, às 8h30.
Inscrições e informações: (14) 3602-1271.

Fonte:Ariane Urbanetto