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Aumenta em 53% a procura por exames de HIV entre mulheres de 10 a 19 anos, revela pesquisa do Lavoisier

Publicada em : 27/07/2012

Levantamento considerou pacientes que frequentaram o laboratório de 2010 a 2011

Descoberto nos anos 80, o vírus HIV continua presente entre a população e pode estar atingindo, em maior escala, as mulheres entre 10 e 19 anos. É o que aponta um levantamento realizado pelo Lavoisier Medicina Diagnóstica que constatou um aumento de 53% na procura por exames para detecção do vírus entre mulheres nessa faixa etária. A análise completa também registrou um crescimento de 24,1% na busca por exames para detecção do vírus entre pacientes de 60 a 69 anos; 36,7% de 70 aos 79 e 37,6%, entre indivíduos de 80 a 89 anos.

A Dra. Maria Lavinea Novis de Figueiredo Valente, infectologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica, comenta que este aumento tem relação, principalmente, com o início da vida sexual cada vez mais cedo entre as mulheres e o uso do viagra entre os mais velhos. “A certeza de não engravidar na terceira idade faz com que, muitas vezes, as pessoas nessa faixa etária abandonem o uso de preservativos”, explica. A médica também ressalta que “na maioria dos casos, a partir do diagnóstico correto, o portador do vírus HIV tem a possibilidade de controlar a doença e ter uma sobrevida maior, superando, inclusive, as expectativas divulgadas há 15 anos”.

O HIV ataca o sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo de doenças. Dessa forma o portador não tem condições de se proteger de infecções. Os sintomas iniciais, em grande parte dos casos, podem ser confundidos com os de um mal-estar corriqueiro. Os mais comuns são febre constante, calafrios, dores de cabeça, dor de garganta, dor muscular e aumento de gânglios no pescoço – estes surgem de duas a quatro semanas após o indivíduo contrair o vírus.

O diagnóstico da doença é realizado por um exame de sangue, chamado de Elisa para HIV e, se positivo, na amostra de sangue é processado o teste Western-Blot que é o confirmatório. O ideal é que o paciente seja submetido a este teste de 20 a 30 dias após o contato de risco. O procedimento também deve ser incluído no check-up de rotina, além de exames pré-nupciais e para os casais que estão planejando uma gravidez. No Brasil, as gestantes realizam obrigatoriamente o teste de HIV durante o pré-natal e antes do parto. Atualmente a mulher infectada com o vírus pode dar a luz a um bebê saudável, caso faça uso correto da medicação contra o vírus indicada pelo médico durante a gestação.

As principais formas de transmissão do vírus, bem conhecidas pela população, envolvem as relações sexuais sem proteção, o compartilhamento de agulhas contaminadas e pode ocorrer de mãe para filho durante a gestação e amamentação. A Aids ainda não tem cura, mas atualmente o portador do vírus HIV pode conviver com a doença por longos anos. No final do ano de 1995, foi aprovado o coquetel de remédios que auxilia no controle da doença.
A melhor forma de combater a Aids é a prevenção com uso de preservativos.

Para mais informações acesse: www.lavoisier.com.br
 

Fonte:RMA Comunicação