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Casos de dengue em São Paulo despencam 76% em março

Publicada em : 21/05/2012

Foram confirmados na capital 216 casos da doença; no mesmo período de 2011 houve 891 registros

Os casos de dengue no Município de São Paulo registraram queda de 76% em março. Foram 216 ocorrências confirmadas, ante 891 anotadas no mesmo mês do ano passado. A quantidade de casos confirmados autóctones neste ano também caiu: de 2.181 em 2011 para 400 pessoas que contraíram a doença na cidade em 2012 - uma queda de 81,6%.

O resultado é fruto do trabalho desenvolvido pelo Município, que conta com 2,7 mil agentes de zoonoses e 6 mil agentes comunitários de saúde da Estratégia Saúde da Família (ESF) nas ações de prevenção e controle da dengue. Esse contingente trabalha de forma descentralizada, em todas as regiões da cidade, melhorando a adesão da população às ações de prevenção. Durante todo o ano, o agente é responsável pela mesma região. Assim, passa a conhecer os moradores e ser reconhecido por eles. Isso serve de estímulo ao que é mais importante no controle da doença: a adesão da população no controle diário e ininterrupto da doença.

Outros resultados
A última avaliação da densidade larvária (ADL), realizada em fevereiro pela Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA), órgão vinculado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), revelou que o índice na capital paulista é de 0,33. Isso significa que os agentes de zoonoses, empenhados nessa tarefa, encontraram focos do mosquito em três imóveis a cada mil visitados. Em relação a fevereiro do ano passado, quando o ADL era 0,85, a redução foi de 61%.

Em 84 dos 96 distritos administrativos da cidade, o índice encontrado foi satisfatório (Mapa). Mas, até nas regiões em que o ADL não foi satisfatório - Anhanguera, Perus, Pirituba, Casa Verde, Tucuruvi e Jaçanã, na zona norte; Vila Prudente, Vila Curuçá e Itaim Paulista, na zona leste; e Vila Andrade, Campo Limpo e Capão Redondo, na zona sul -, não há risco de surto. Nesses locais, as ações da COVISA foram intensificadas (Mapa).

Mesmo com esse cenário, a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Bronislawa de Castro, alerta: "Não podemos deixar de eliminar a água parada. A dengue é uma doença muito séria. Chamamos toda a população para que nos apoie e continue esse trabalho conjunto".

No ano de 2011, a incidência de dengue foi de 37,6 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, ou seja, menos da metade do que é classificado como baixa incidência (100 casos/100.000 habitantes) pelo Ministério da Saúde **. Esse índice é a relativização do número de casos ante o número de habitantes de uma cidade.

Ações e diferenciais de São Paulo na prevenção e no controle da dengue:
· Visitas de casa em casa;
· Visitas e tratamentos de pontos estratégicos e imóveis especiais;
· Descentralização dos agentes de prevenção e controle;
· Elaboração do mapa com as áreas com maior risco de transmissão;
· Labzoo (Laboratório próprio do CCZ) para diagnóstico específico de dengue, com liberação ágil de resultados de 48 a 72 horas;
· Bloqueios de transmissão (bloqueios de criadouros e nebulizações);
. Vedação de caixa d'água em situação irregular.

Hábitos simples que afastam o perigo da dengue podem ser encontrados no link http://www.prefeitura.sp.gov.br/dengue. 

Fonte:Secretaria Municipal da Saúde