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Índice de Consumo das Famílias

Publicada em : 03/11/2015

Completa um ano de quedas consecutivas

divulgação
 Em outubro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) completa um ano de quedas consecutivas e bate recorde negativo, com 68,1 pontos; e recuos de 2,5%, em relação a setembro, e de 38,2%, em relação ao mesmo período do ano passado - a maior queda anual já registrada em toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2010.

O índice é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e varia de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos significa insatisfação, ao passo que acima de cem pontos representa satisfação em relação às condições de consumo.

Pelo terceiro mês consecutivo, os sete itens que compõem o ICF ficaram com pontuação abaixo dos cem pontos, o que caracteriza insatisfação com emprego, renda e consumo. O destaque negativo foi o item Acesso a crédito, que recuou 5% em relação a setembro e atingiu 70,3 pontos. Já os itens Nível de consumo atual e Perspectiva de consumo tiveram quedas de 4,3% e de 3,2% na mesma base comparativa e atingiram pontuação de 44,4 e de 48,2 pontos, respectivamente.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, com o orçamento apertado, as famílias seguem priorizando o consumo de bens básicos e essenciais (como alimentação e higiene), e os produtos supérfluos de valor mais alto e que precisam de financiamento são colocados em segundo plano.

É o que mostra o item Momento para duráveis, que  apresentou queda de 2,6% em relação ao mês passado e atingiu 43,9 pontos. É a pontuação mais baixa entre todos os itens analisados e significa que 76% das famílias consideram um mau momento para aquisição de bens duráveis, como TV, som, eletrodomésticos etc.

Apesar de estarem no patamar de insatisfação (abaixo dos cem pontos), os itens relacionados ao emprego foram os mais bem avaliados em outubro. Emprego atual caiu 1,9% e chegou a 94,3 pontos. Já Perspectiva profissional teve leve alta de 0,8% e alcançou uma pontuação de 94,4 pontos.

Para a FecomercioSP, a expectativa é de uma continuidade de aumento de desemprego, inflação ainda mais pressionada e juros subindo, fatores que influenciam diretamente na decisão  de compra dos consumidores. Assim, mesmo pessoas empregadas e com salários garantidos têm receio de comprometer suas rendas.

Renda

O item Renda atual recuou 3% em outubro na comparação com setembro e atingiu 80,9 pontos. Em relação a 2014, a queda foi ainda mais expressiva: -34,4%. O fato de estar abaixo de cem pontos indica que as famílias consideram o seu nível de renda atual inferior ao do ano passado.

Na análise por faixa de renda, as famílias que recebem acima de dez salários mínimos estão mais insatisfeitas, visto que o ICF delas atingiu 65,4 pontos em outubro - queda de 4,3% em relação ao mês anterior. Já o índice das famílias que ganham até dez salários mínimos apresentou variação negativa de 1,8%, registrando 69 pontos.

De acordo com a Entidade, a expectativa é que o ICF encerre o ano com queda nos 12 meses. Para a Federação, o ponto essencial para sair da crise é a retomada de investimentos, e enquanto não houver estímulos produtivos para o empresário voltar a gerar emprego e renda, dificilmente as famílias sairão desse quadro de forte insatisfação com as suas condições econômicas.

Metodologia

O ICF é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego atual; Perspectiva profissional; Renda atual; Acesso ao crédito; Nível de consumo atual; Perspectiva de consumo; e Momento para duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório e acima de cem pontos é denotado como satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, com base no ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias e para as instituições financeiras.

Fonte:FecomercioSP