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Estado de SP

Publicada em : 03/08/2015

Tem queda de 15,5% nas vendas no varejo em maio

divulgação
O volume de vendas no varejo ampliado do Estado de São Paulo caiu 15,5% em maio de 2015 sobre o mesmo período de 2014. Em relação ao mês anterior, a retração foi bem menor (-1,8%). Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o comércio paulista já amargou retração de 7,7% nas vendas.  

 Os dados são do Boletim n.13 da pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O boletim também traz dados referentes a faturamento. E faz recortes por região e setor econômico.   

 De acordo com o presidente da ACSP, Alencar Burti, os resultados indicam que o varejo sofre cada vez mais com os ajustes macroeconômicos recentes. “Há, em São Paulo e em todo o país, uma conjuntura que tem afetado negativamente não apenas o poder de compra do consumidor, mas também sua intenção de comprar bens”, diz Burti, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Para ele, essa baixa disposição das pessoas em adquirir produtos e serviços deve se alongar pelos próximos meses, evitando uma recuperação mais rápida do setor.  

 Regiões no vermelho

Na cidade de São Paulo, os resultados também foram negativos: em maio, o volume de vendas no varejo ampliado apresentou retrações de 16,6% ante o mesmo mês de 2014, de 4,4% sobre abril/2015 e de 7,7% no acumulado de cinco meses.  

Os estabelecimentos comerciais das outras 17 regiões analisadas pela ACVarejo também fecharam maio no vermelho. As maiores reduções na comparação anual foram no Litoral (-22,5%) e nas regiões Metropolitana Oeste (-20%), São José do Rio Preto/Alta Noroeste (-19%) e Marília (-17,6%).

 Por outro lado, as menores quedas aconteceram nas regiões Metropolitana do Alto Tietê (-4,4%), Vale do Paraíba (-10,8%) e Sorocaba/Vale do Paranapanema (-12,3%).

Segmentos

No confronto com maio do ano passado, houve queda no volume de vendas de todos os nove setores considerados pela ACVarejo pesquisa, com destaque para concessionárias de veículos (-24,6%), lojas de departamento, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (-22,7%) e lojas de material de construção (-19%). São segmentos que representam itens de maior valor e mais dependentes de financiamento, o que explica essas maiores retrações.  

 Embora tenham apresentado quedas menores, os setores que comercializam itens de consumo essenciais não escapam da retração no comércio, o que reforça o aperto do consumidor. Nas farmácias e perfumarias, a diminuição no volume de vendas foi de 5,9% e, nos supermercados, de 6,9%.

A pesquisa ACVarejo é elaborada mensalmente pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, com base em informações enviadas pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. 


Fonte:Renato Santana de Jesus