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São Paulo e a Imigração Externa

Publicada em : 11/09/2013

uitos dos bairros paulistanos foram ocupados e transformados pela presença de diversos grupos de imigrantes

Divulgação

Durante boa parte do século XIX, a cidade de São Paulo ficou conhecida por diversos aspectos geográficos e costumes sociais, por ser uma cidade provinciana no interior do Brasil Império.  Ela era conhecida como a cidade dos diversos largos, e com eles, os conventos e as igrejas das diversas ordens religiosas. Era uma cidade com forte influencia rural – “despertava cedo com o canto do galo, e recolhia-se se junto com as galinhas, ao iniciar a noite”, não tinha vida noturna, apesar de ter uma das poucas faculdades de Direito no Brasil.. Até 1.860 não vivenciava os benefícios técnicos da modernidade industrial europeia.

Mas a partir desta data a expansão e os lucros da cafeicultura e os investimentos feitos pelos presidentes da província em melhoria urbana, começaram a transformar a vida da cidade provinciana, preparando-a para ser numa futura cidade cosmopolita, tendo Santos como principal porto de exportação de café, e de entrada dos imigrantes. 

A abolição da escravidão combinadas com a expansão da cafeicultura e das ferrovias impulsionaram a vinda dos imigrantes, primeiro para as lavouras localizadas no interior, pois a maioria destes eram agricultores sem terra em seus países de origem, e depois  destes e de outros países diretamente para a cidade que se industrializava entre as décadas finais do século XIX e iniciais do século XX.

Muitos dos bairros paulistanos foram ocupados e transformados pela presença de diversos grupos de imigrantes que se fixaram na cidade, e agruparam-se conforme a sua cultura regional. Ao longo do tempo houve um processo de sobreposição de ondas imigratórias, pois os imigrantes que conseguiram “fazer a América” deslocavam-se dos bairros que estavam domiciliados durante anos e décadas para outros, reforçando o status econômico-social conquistados na cidade, permitindo que os grupos humanos recém-chegados se instalassem naquelas antigas áreas, dando novas feições às localidades ocupadas por estes últimos.

São Paulo – a cidade cosmopolita que abrigou e abriga: alemães, armênios, chineses, coreanos, italianos, japoneses, judeus, latino-americanos, sírio-libaneses etc, agregou em seu interior a simbiose entre as etnias, as localidades e as memórias, construindo um vinculo duradouro entre eles por diversas áreas da cidade, como afirmou a profa. Rosa Esther Rossini, “a cosmopolização urbana contribuiu para construir a convivência entre os diversos grupos étnicos e suas gerações em São Paulo, produzindo o chamado mosaico étnico urbano”.

Fonte:Wilson F. Jecov – prof. de História\E.E.Stefan Zweig