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Ministério da Saúde amplia a vacinação contra a hepatite B

Publicada em : 17/07/2013

Silenciosa e de fácil transmissão, essa infecção no fígado pode tornar-se crônica e levar à cirrose e ao câncer


Num esforço para reduzir a incidência das hepatites virais no País, o Ministério da Saúde decidiu ampliar a vacinação contra a hepatite B para a faixa etária de 30 a 49 anos. A vacina estará disponível nas unidades do SUS - Sistema Único de Saúde. Causada por um vírus de 50 a 100 vezes mais contagioso que o HIV, essa infecção no fígado pode-se tornar crônica, levando à  cirrose e ao câncer.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2 bilhões de pessoas já tiveram contato com esse vírus, das quais 240 milhões tornaram-se portadoras crônicas. No Brasil, não existem números exatos dos portadores desta doença.

A hepatite B é considerada um mal silencioso, porque nem todos os que contraem a doença apresentam sintomas – mal-estar, febre, diarreia, vômito e icterícia (pele e olhos amarelados). A maioria das crianças infectadas é assintomática e até 50% dos adultos não apresentam sinais da doença, podendo  contagiar outras pessoas sem saber.

A transmissão ocorre por meio de fluídos e secreções corporais, principalmente através do contato sexual. Outras formas de contágio são o compartilhamento de material para uso de drogas, de higiene pessoal (como alicates de unha e lâminas de barbear), a confecção de tatuagem e a colocação de piercing e a transfusão de sangue contaminado. A mulher infectada pode contagiar o filho durante o parto.

A médica Lucia Bricks, diretora de Saúde Pública da Sanofi Pasteur, considera importante a ampliação da vacinação de adultos “Em pessoas que não fazem parte dos grupos de alto risco –  usuários de drogas, portadores do HIV, população carcerária e profissionais de saúde - , o contato sexual com portadores assintomáticos é o principal fator   para adquirir essa doença para a qual não existe tratamento adequado.”

O risco de a hepatite B se tornar crônica depende da idade na qual ocorre no ser humano. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%. Entre um e cinco anos, as chances variam entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%. Dos portadores crônicos adultos, 20% poderão desenvolver cirrose e 5% poderão evoluir para o câncer.

Fonte:Lu Fernandes Comunicação e Imprensa