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Número de empregados com carteira assinada no varejo paulistano cresce 1,8%

Publicada em : 17/07/2013

Aumento em relação ao ano passado deixa setor com 998.100 trabalhadores


O comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo registrou crescimento de 1,8% no seu número de empregados formais em abril deste ano em relação ao mesmo mês de 2012, chegando a 998.100 trabalhadores. O saldo final de funcionários teve acréscimo de 155 trabalhadores, com 49.125 admitidos e 48.970 demitidos no mês. O levantamento foi realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Analisando os dados do primeiro quadrimestre de 2013, observa-se que foram perdidas 9.007 vagas no comércio, levando-se em conta o saldo final de empregados. De acordo com a FecomercioSP, é natural que os empresários do setor mantenham-se mais cautelosos ao aumentar investimentos e equipe de funcionários diante de um cenário de baixo crescimento econômico, inflação, redução do nível de consumo das famílias e a perspectiva de aumento nas taxas de juros.

No primeiro quadrimestre do ano, quase todos os segmentos registraram retração na contratação de novos funcionários, com exceção de lojas de materiais de construção (1.284), farmácias/perfumarias (636) e lojas de autopeças e acessórios (190), que ajudaram a manter o crescimento no número de empregos formais.

Analisando-se somente o número de admitidos no comércio varejista, observa- -se que no primeiro quadrimestre deste ano foram contratados 184.018 trabalhadores contra 185.016 no mesmo período de 2012, uma queda de 0,5%. Por outro lado, observa-se um aumento no número de demitidos, com 193.025 desligados no primeiro quadrimestre de 2013 ante 186.203 em 2012, um acréscimo de 3,7% no comparativo.

Segundo a entidade, o emprego no comércio varejista continua crescendo na comparação interanual, porém, a taxas decrescentes. No entanto, a tendência deve se tornar negativa já a partir do segundo semestre. Os salários reais também crescem, porém cada vez menos, por conta de uma inflação mais alta que corrói uma parcela maior dos rendimentos. Isso é preocupante, pois gera inquietações por parte dos empresários e dos consumidores, ocasionando-se em uma queda na confiança de ambos.

Fonte:Fecomercio