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Tarifa de ônibus será mantida

Publicada em : 17/06/2013

Fernando Haddad afirmou que a tarifa de R$ 3,20 será mantida e que todos os esforços foram feitos para que o reajuste ficasse bem abaixo da inflação


O prefeito Fernando Haddad reiterou nesta quinta-feira (13), em coletiva de imprensa na sede da Prefeitura, que o reajuste da tarifa de ônibus de São Paulo não será revisto. “Vou repetir para deixar bastante claro: Não pretendo, porque o esforço que foi feito ao longo do ano para que o reajuste da tarifa fosse muito abaixo da inflação foi enorme. E ele (aumento) vai significar investir mais de R$ 600 milhões em subsídios”, disse o prefeito.

O prefeito afirmou que considera legítima toda e qualquer manifestação e expressão democrática. “O que a cidade repudia é a violência. São Paulo está acostumada às manifestações. O que a cidade não aceita é a forma violenta de se manifestar e se expressar. Com isso não compactuamos”, disse Haddad. “A renúncia à violência é o pressuposto de diálogo”.

Haddad disse que os compromissos firmados durante a campanha para o transporte público da capital estão sendo cumpridos nos primeiros meses de gestão. “O reajuste abaixo da inflação, o Bilhete Único Mensal (em fase de cadastramento) e corredores e faixas exclusivas de ônibus (46 km já foram implantados). É isso que está previsto no meu programa de governo e é isso que vai ser feito”.

O prefeito lembrou que, no início das manifestações, “deixou as portas abertas para o diálogo e foi recusado por parte dos manifestantes. Antes de qualquer violência ter acontecido na cidade. E depois, todos conhecem a história”.

Sobre a violência, Fernando Haddad disse que a prefeitura mantém diálogo permanente com a Secretaria de Segurança Pública do Estado e com o governador Geraldo Alckmin. “A Guarda Civil Metropolitana, a Polícia Militar e Polícia Civil estão desde o primeiro momento em contato permanente. Inclusive eu mesmo e o governador”.

O prefeito comentou ainda o fato de o próprio movimento afirmar que estaria sem liderança. “É o que eles próprios dizem. Que não se coordenam, que não há lideranças, não há responsáveis, ninguém se apresenta como responsável pelo que está acontecendo”.

Segundo Haddad, a Prefeitura de São Paulo está buscando novas formas de financiamento do transporte público. “A Prefeitura está aberta a qualquer tipo de debate, qualquer assunto desses, educação, saúde, transporte público... Sempre vai interessar aos administradores públicos e sobretudo aos prefeitos. O que todo prefeito quer é beneficiar, favorecer o transporte público. Mas nem sempre há meios disponíveis para isso. Então é buscar novas formas de financiamento, de investimentos. Isso é um debate que interessa a qualquer dirigente municipal”.

Reajuste
A tarifa de ônibus em São Paulo foi reajustada no último dia 2 de junho, passando de R$ 3 para R$ 3,20. O aumento de 6,67% ficou abaixo da inflação acumulada desde janeiro de 2011, quando passou a vigorar a tarifa anterior de R$ 3. De acordo com a inflação calculada pelo IPC/Fipe para o período (14,4%), o reajuste poderia chegar a mais de R$ 3,40. A Prefeitura subsidiará o sistema de ônibus em R$ 1,25 bilhão durante o ano de 2013.

Para reajustar a tarifa apenas no mês de junho e abaixo da inflação, a Prefeitura, ao lado do Governo do Estado, fez um esforço orçamentário e conseguiu junto ao Governo Federal uma desoneração de tributos.

A mudança da tarifa não altera o sistema de integração gratuita por três horas para o bilhete comum e de duas horas para os demais bilhetes. A integração dos ônibus com o metrô e os trens da CPTM passou a custar R$ 5. Para os estudantes, a cota de junho foi calculada com base no valor de R$ 1,60, metade da nova passagem.

Fonte:SECOM - Prefeitura de São Paulo