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Workshop “A Economia Subterrânea: Monitorando os Impactos mais Amplos do Metrô de São Paulo”

Publicada em : 07/06/2013

Conduzido pelo Prof. Eduardo Haddad, da FEA-USP, o estudo será apresentado no dia 07 de junho. na FEA


O que aconteceria com a economia brasileira, se o metrô na cidade de São Paulo não existisse? O país perderia R$ 19,3 bilhões por ano, o equivalente a 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto). A conclusão é do estudo “The Underground Economy: Tracking the Wider Impacts of the São Paulo Subway System”, conduzido pelo Prof. Eduardo A. Haddad, titular do Departamento de Economia da FEA/USP e diretor de pesquisas da FIPE, que será apresentado no dia 7 de junho, às 9 horas, durante o Workshop “A Economia Subterrânea: Impactos Socioeconômicos do Metrô de São Paulo”, a ser realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Promovido pelo Nereus (Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP), o Workshop reunirá, ao todo, cinco estudos mostrando os impactos do metrô não só do ponto de vista econômico, mas também em relação à saúde, poluição, acessibilidade, mobilidade urbana e impactos sociais. 

Utilizando uma metodologia baseada em modelos econômicos de grande escala, o Prof. Eduardo Haddad e sua equipe mapearam os fluxos de deslocamentos dos trabalhadores e as localizações dos demais agentes econômicos (consumidores, empresas) na cidade de São Paulo e região metropolitana. O estudo considerou a relação entre mobilidade, acessibilidade e produtividade do trabalho no contexto de um detalhado sistema metropolitano incorporado à economia nacional. Só para ter uma ideia, a cidade de São Paulo está diretamente envolvida em 14,1% de todos os fluxos de comércio do país, incluindo nessa estimativa os parceiros comerciais nacionais e internacionais.

Nesse cenário, a atual infraestrutura do metrô de São Paulo possibilita aos trabalhadores chegarem mais depressa ao trabalho. Com uma extensão de 74 quilômetros e 64 estações, o metrô paulistano transporta diariamente 4 milhões de passageiros e representa 20% das viagens em transportes públicos, melhorando a mobilidade e a produtividade dos trabalhadores. A grande maioria dos fluxos de deslocamentos pendulares ocorre de regiões periféricas da cidade e de municípios vizinhos para os centros comerciais da zona central e ocidental da cidade de São Paulo.

Mas ao simular os deslocamentos dos trabalhadores na região estudada, utilizando como hipótese a não existência da rede do metrô, o estudo comparou os dois cenários e concluiu que, quanto maior o tempo do deslocamento diário de casa para o trabalho, menos produtivo será o trabalhador, o que gerará efeitos sistêmicos na economia.  “Quando você retira o metrô, o tempo de deslocamento aumenta e a produtividade cai. O PIB da cidade de São Paulo e de outras regiões do país é afetado. O Brasil perde competitividade, a arrecadação do governo é reduzida, as famílias têm menos renda e, portanto, consomem menos”, analisa Haddad.

Em relação à economia nacional, o impacto do metrô é de R$ 19,3 bilhões ao ano, ou 0,6% do PIB brasileiro. De acordo com o Prof. Eduardo Haddad, esse valor equivale a aproximadamente 65% dos custos da construção de toda a rede do metrô. Ainda de acordo com o levantamento, somente a cidade de São Paulo deixaria de produzir R$ 6,15 bilhões, caso o metrô não existisse, representando 32% do total dos impactos econômicos avaliados. O restante da região metropolitana deixaria de contribuir com a economia em R$ 2,17 bilhões (11%). Os demais municípios do Estado de São Paulo perderiam R$ 2,29 bilhões (12%) e o restante do Brasil sofreria um impacto econômico negativo de R$ 8,7 bilhões (45%).

Serviço:
Local: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP
Prédio FEA 1 - Sala da Congregação
Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária - Butantã
Data: 07 de junho de 2013
Coordenação: Eduardo A. Haddad
Transmissão ao vivo: IPTV USP – www.iptv.usp.br

Fonte:Comunicação e Desenvolvimento – FEAUSP