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Brasil é o 78º país ideal para ser mãe

Publicada em : 10/05/2013

Fundação Abrinq divulga relatório anual que mostra em quais países é melhor ser mãe


Tendo em vista a comemoração do Dia das Mães, no próximo domingo, 12/5, a Fundação Abrinq – Save the Children, representante da Save the Children no Brasil, compartilha o 14º Relatório Anual State of the World’s Mothers 2013 da Save the Children, que compara o bem-estar de mães e crianças em 176 nações.

Todos os anos, quase 3 milhões de bebês morrem no primeiro mês de vida, a maioria por causas evitáveis (cerca de 75% das mortes neonatais poderiam não acontecer caso cuidados básicos tivessem sido realizados – falaremos abaixo no box) e, aquele que deveria ser um momento de admiração e comemoração, acaba tornando-se uma batalha pela vida.

Com o intuito de ajudar ainda mais as mulheres antes e durante o nascimento de um bebê, o balanço produzido pela Save the Children mostra quais os países estão fazendo o melhor - e os que estão fazendo o pior - na prevenção dessas mortes. Além disso, o documento que – não coleta dados originais, e, sim, usa dados de agências internacionais, entre eles, recursos e perícia para coletar, certificar e publicar dados nacionais sobre indicadores específicos – analisa a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde, treinar e equipar mais profissionais de saúde e disponibilizar soluções comprovadas e subutilizadas para todas as mães e recém-nascidos que precisam delas. Tais esforços podem ajudar a prevenir de 3 em cada 4 mortes neonatais.

É importante ressaltar que, pela primeira vez, o relatório anual compara em um único ranking os 176 países (logo mais abaixo, traremos os 10 melhores e 10 piores nações) mais seguros e mais perigosos para ter um bebê e tem como análise os dados sobre a saúde da mulher, saúde infantil, educação, bem-estar econômico e participação política feminina para classificar 176 países e mostrar onde as mães e as crianças têm melhores condições de sobrevivência e onde eles enfrentam as maiores dificuldades.

Mortes evitáveis e causas tratáveis
A boa notícia, também, é que quase todas as mortes de recém-nascidos provenientes de causas evitáveis e/ou tratáveis, 75% (distribuídas em quatro vertentes: 23% asfixia, 25% infecção, 35% nascimento prematuro e 17% outros) poderiam não acontecer caso tivessem usados os produtos abaixo durante o nascimento do bebê:

1. Corticoides
Quando os bebês nascem muito cedo, seus pulmões podem não ser totalmente desenvolvidos e, por isso, muitos não sobrevivem. Mas, uma mulher grávida, pode receber uma simples injeção de esteróides que pode diminuir esse ‘problema’.

2. Clorohexidina
       É difícil de acreditar, mas uma infecção no umbigo pode ser fatal para os recém-nascidos por conta da vulnerabilidade. Sendo assim, o uso do anti-séptico clorexidina pode salvar vidas quando usado para limpar cordões umbilicais e umbigos.

3. Antibióticos
       Um dos riscos comuns de nascimento é uma infecção de sangue chamada sepse. Porém, o uso de antibióticos injetáveis pode tratar a septicemia e outras infecções graves (por exemplo pneumonia).

4. Equipamento para ressuscitar
Alguns bebês precisam de ajuda na primeira respiração. Um dispositivo básico de reanimação tem ajudado milhões de bebês a chorar na hora do nascimento.

Os melhores/piores países e a situação do Brasil
         De acordo com o relatório, os dez melhores países para ser mãe são: Finlândia, Suécia, Noruega, Islândia, Holanda, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Alemanha e Austrália. Já, os últimos da lista geral, as piores nações, traz Costa do Marfim, Chade, Nigéria, Gâmbia, República Centroaficana, Níger, Mali, Serra Leoa, Somália e Congo.
       
Já, o Brasil que ocupa a 78ª posição, é uma das nações que tem reduzido em muito a taxa de mortalidade infantil desde 1990: 64%. É um dos poucos países que tem estreitado a lacuna de igualdade de serviços de saúde entre ricos e pobres.

Fonte:Fábrica de Palavras