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Acervo cartográfico

Publicada em : 26/02/2013

Todo material foi catalogado na sede da autarquia em Taubaté


O DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) inaugura na sexta-feira, 1/3, em seu escritório em Taubaté, um acervo cartográfico de obras da autarquia com 9.833 documentos entre mapas, plantas e organogramas.
O trabalho que teve início em setembro de 2012. Para organizar o espaço, o DAEE investiu na reforma de uma sala em parceria com a Sindareia, na triagem, organização, recuperação (artesanal) e catalogação dos documentos, sendo o mais antigo, um mapa do rio Paraíba, feito a mão em nanquim, datado de1863.
Antes desse resgate, o material se encontrava armazenado em duas salas, sem que seu rico conteúdo pudesse vir a conhecimento público. Uma das principais dificuldades encontradas pela equipe encabeçada pela professora Cristina Eulalio - especialista em gerenciamento de documentos -, para a recuperação do acervo foi justamente o tempo em que os mapas ficaram guardados. Alguns tiveram que ser montados como quebra-cabeças, devido à ação de fungos e traças.
O acervo possui valores técnico e histórico inestimáveis, pois além de ter mapeado boa parte do desenvolvimento hídrico local, também conta a história das regiões do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte. Dentre os assuntos encontrados nos materiais estão documentos da Usina Hidroelétrica de Caraguatatuba, Rio Paraíba, mapa da extração de areia em vários locais, os esboços para construção de ferramentas utilizadas nas obras, polderes, diques, mapas de desapropriação de terras, mapeamento das várzeas e prédios do DAEE. Além disso, mais de 1.191 mapas de outras regiões do estado de São Paulo que deverão ser entregues a seus respectivos municípios, a exemplo de um, datado de 1949, mostrando toda a cidade de São Vicente.
Para acomodação do material, foram construídos móveis com prateleiras e portas, as dobradiças são diferentes das convencionais, a fim de não prejudicar o material com o manuseio.
Até que tudo seja digitalizado, os materiais feitos em papel vegetal, lona ou offset, estarão apenas à disposição do governo para evitar a manipulação excessiva e assim sua degradação. Após sua digitalização, que deverá ser feita por meio de uma nova parceria, o acervo estará disponível para consulta pública na sala Engenheiro Agrônomo José Alfredo Lopes Vieira, na sede do DAEE em Taubaténa região.

Fonte:DAEE