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Varejo cresce 5,1% em maio

Publicada em : 10/07/2012

Em contrapartida, IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas) aponta crescimento tímido entre 0,05% e 2,51% no conceito de vendas nas mesmas lojas entre junho e agosto

O setor varejista apresentou alta de 5,1% em maio, em comparação com as vendas do mesmo período do ano passado, fundamentada, basicamente, pela expansão da rede de lojas, uma vez que o crescimento no conceito mesma loja foi negativo de 2,81%. Entre junho e agosto, este crescimento estaria entre tímidos 0,05% e 2,51%, segundo projeção do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).

Para junho, os associados do IDV também estimam alta nas vendas de 8,2%. Esta previsão aponta para números acima dos apresentados nos meses de março, abril e maio, e a expectativa é de que o volume de vendas chegue a 9,8% em julho e 10,8% em agosto.

“O crescimento das vendas do varejo no último mês sustentou-se, essencialmente, na expansão das redes de lojas e pela introdução de novos produtos. Portanto, reflete a perda de ritmo de crescimento da atividade econômica, já que desde o final do ano passado, o cenário econômico tem se mostrado inconstante. O panorama econômico foi bastante movimentado nas últimas semanas e confirmou a preocupação do governo com esta desaceleração da taxa de crescimento da economia, confirmada pelo anúncio do PIB, que mostrou uma alta tímida de apenas 0,2% no primeiro trimestre de 2012 sobre os três últimos meses de 2011”, analisa o presidente do IDV, Fernando de Castro.

Os resultados preliminares da economia brasileira em 2012 indicam que os agentes econômicos estão mais precavidos e aguardam maiores definições, principalmente no cenário externo. “Apesar dos resultados pouco animadores da economia, o varejo acredita no crescimento sustentável da economia brasileira e continua investindo na modernização de seus sistemas e logísticas, no atendimento e na expansão da rede de lojas, o que tem permitido aos associados do IDV um crescimento total estimado para julho e agosto da ordem de 9,8% e 10,8%, respectivamente. O governo federal, sensível a esta necessidade de uma taxa de crescimento maior da economia, reduziu o IPI para automóveis com motores entre 1.0 e 2.0 até 31 de agosto, que ficaram até 10% mais baratos, assim como havia feito anteriormente com os eletrodomésticos de linha branca. Além disso, os bancos se comprometeram a reduzir a entrada e os juros e a estender os prazos nos financiamentos, em contrapartida da liberação de R$ 18 bilhões em depósitos compulsórios, o que deverá liberar recursos para o financiamento aos consumidores. Em paralelo, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central confirmou a expectativa dos agentes econômicos, seguiu com a política de redução da taxa de juros e cortou a Selic em 0,5 ponto porcentual, que fixa a taxa em 8,5% ao ano, a menor taxa histórica já registrada”, conclui Castro.

A aceleração das vendas totais do varejo (incluídas as novas lojas) a partir de junho é observada em todos os segmentos, em especial nos de bens não duráveis e duráveis. A primeira categoria deve apresentar forte aceleração, com alta de 7,6% em junho. Da mesma forma, para os meses seguintes, observa-se que o segmento estima desempenho excepcional, com taxas na casa dos 15% para julho e agosto. Vale lembrar que este segmento tem o maior peso nas medições do IBGE e contribui com cerca de 40% no índice da Pesquisa Mensal do Comércio.

O varejo de bens-duráveis (como móveis, eletrodomésticos e material de construção) aponta alta de 9,7% para junho, enquanto para os meses subsequentes as taxas de crescimento devem ficar em 9,2% e 10,7% em julho e agosto, respectivamente, graças à contínua expansão da oferta de juros, somada às medidas de queda da taxa de juros ao consumidor pelos bancos, acompanhando o movimento dos bancos estatais.

Já o setor de bens semiduráveis (como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos) estima um desempenho mais comedido para os próximos meses. Devido à expectativa do Dias dos Namorados e, em menor escala, à chegada do outono/inverno, as vendas devem ter expansão entre 8,2% e 8,9% de julho a agosto. Em junho, o crescimento, segundo o IAV-IDV, deverá ser de 7,8%.

Fonte:Fonte Assessoria de Imprensa