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Produtos hortifrutigranjeiros apresentam queda

Publicada em : 27/06/2012

Pesquisa revela dados nos supermercados em maio

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS/APAS), calculado pela APAS/FIPE em maio, apontou que os produtos FLV – frutas, legumes e verduras – tiveram queda de 0,57%. As frutas, em especial, também tiveram queda maior (-6,14%); entre essas estão a laranja (-12,12%), banana (-0,30%), maçã (-5,93%) e mamão (-13,49%).

De modo geral, a proporção do número de variações negativas de preços referentes a maio foi de 39,09%, inferior à média, que é 44,11%. No mesmo período de 2011, o percentual foi de 38,5%.
No entanto, no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, a inflação nos supermercados foi de 1,44%. “Isso indica que os preços nos supermercados devem permanecer em ritmo de elevação moderada”, explica o diretor de Economia e Pesquisa da APAS, Martinho Paiva Moreira.

Até o fim do ano, estima Martinho, a alta deve ser inferior à verificada ao longo de 2011. Em 12 meses, a alta nos preços foi de 5,45%, influenciada de maneira direta pela elevação expressiva nos cereais (30,83%), principalmente pelo aumento do preço do feijão (86,23%).

Na avaliação da inflação desde o Plano Real, por mais um mês consecutivo, a diferença entre os índices aumenta. O IPS/APAS apresenta variação acumulada de 121%, enquanto o IPCA/IBGE, considerando apenas índices de Alimentos e Bebidas em São Paulo, teve alta de 256%. O IPC-FIPE teve aumento de 234% e o IPA-FGV teve variação de 443%. “A eficiência alcançada pelo setor supermercadista ao longo dos últimos anos, aliada à competitividade do setor, proporcionam maior estabilidade nos preços quando comparada aos demais setores de atividade econômica no Brasil”, avalia Martinho.

Semielaborados – Na categoria, que reúne carnes, cereais e leite, a elevação de 2,19% em maio foi influenciada pelo aumento em Carnes Bovinas (2,18%) e Cereais (5,74%). O aumento nos preços só não foi maior devido à queda nos preços de carnes suínas (-2,01%) e aves (-0,29%). Em 12 meses a alta foi de 7,51% nos preços e no acumulado do ano a queda foi de 0,10%. A elevação em 12 meses é influenciada de maneira direta pela elevação expressiva nos cereais (30,83%), principalmente, a elevação do preço do feijão (86,23%). Como destaque da queda no acumulado do ano, as carnes bovinas apresentaram retração de 13,89%, e de 4,37% em 12 meses.

Alimentos industrializados - Os preços dos alimentos industrializadosapresentaram alta de 0,74% em maio. As principais elevações foram verificadas em derivados de leite (0,26%), óleos (5,90%) e alimentos prontos (1,61%). Os produtos com destaque de alta foram: leite em pó (1,94%), leite condensado (2,38%), óleo de soja (7,36%), alimentos congelados (2,61%) e frango assado (2,11%). As elevações destas categorias estão relacionadas mais com o descompasso entre oferta e demanda destes produtos do que com fatores estruturais e, ainda, por reajustes pontuais em determinados preços industrializados. Nos últimos 12 meses a alta dos preços foi de 5,46% e no acumulado do ano o aumento chegou a 0,97%.

Bebidas - Os preços das bebidas alcoólicasapresentaram alta de 0,54%, diante da elevação no preço da cerveja (0,66%). Do mesmo modo as bebidas não alcoólicasregistram alta de 1,37%, diante da elevação em diversos produtos, entre eles, o refrigerante (1,61%) e bebida isotônica (0,55%). Neste início de ano, a indústria vem promovendo alguns reajustes com o repasse da inflação em 2011 e isso impactou nos preços em maio. Aliado a isto, novos reajustes devem ocorrer ao longo dos próximos meses, impactando nos preços destes itens. No acumulado de janeiro a maio o preço das bebidas alcoólicas aumentou em 3,41% e o preço das bebidas não alcoólicas aumentou 2,35%. Em 12 meses a alta é de 7,50% e 6,34%, respectivamente.

Produtos de limpeza - Os preços dos produtos de limpezaapresentaram elevação de 0,48% impactados pelo aumento em sabão em pó (0,45%) e detergente (0,92%). Em 12 meses a alta foi de 7,79% e no acumulado de janeiro a maio a elevação foi de 2,21%.

Higiene e beleza – Esses produtosapontaram alta de 0,65% impactados pela elevação do creme dental (1,72%) e da escova dental (2,06%). Ao longo dos últimos meses a indústria vem repassando reajustes devido ao aumento nos preços do petróleo e demais matérias-primas petroquímicas para fabricação dos produtos. Em 12 meses a alta é de 6,66% e no acumulado de janeiro a maio a elevação é de 3,69%.

 

Fonte:Approach/ Associação Paulista de Supermercados/ Phábrica de Ideias