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Presidente do Banco Central diz que atividade econômica brasileira irá acelerar no 2º semestre

Publicada em : 31/05/2012

Alexandre Tombini afirmou, durante evento do LIDE, que o País possui colchão de liquidez suficiente para enfrentar adversidades

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participou de Almoço-Debate promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, que reuniu cerca de 300 empresários, em São Paulo. Tombini abriu sua explanação afirmando que o Brasil possui robustez no colchão de liquidez em moeda estrangeira, sistema financeiro sólido, risco em queda e que haverá aceleração da economia a partir do segundo semestre do ano.

O presidente do BC lembrou que o Brasil possui US$ 374 bilhões em reservas internacionais e mais US$ 470 bilhões em compulsórios para tratar da liquidez do mercado. Outro positivo destacado foi que o déficit nominal do setor público está em 2,4% do PIB (Produto Interno Bruto). “Recentemente, o FMI afirmou que o Brasil possui sistema financeiro estável e sem riscos”, lembrou Tombini para quem isto representa uma ótima avaliação de um organismo isento. Outro dado importante mencionado é o fato de o Brasil, em 2011, ter atraído US$ 67 bilhões em investimentos externos. O segundo país da América Latina foi o México, com US$ 19 bilhões.

Questionado pelos empresários sobre porquê de os juros, na ponta, não caem na mesma velocidade que o governo quer, Tombini afirmou que desde agosto de 2011 tem havido redução da taxa básica da economia e que todas as taxas devem andar em linha. “Nas últimas semanas temos vendo movimento de redução das taxas ao consumidor e neste momento é importante ter concessão de crédito para diminuir o custo final”. Ele lembrou que é preciso melhorar a qualidade do crédito porque fará com que a concessão de crédito se dê em bases mais sólidas. “O crédito cresceu nos últimos anos, mas pode aumentar e com segurança, e estamos olhando esta questão com muito cuidado, pois é o ativo mais importante na economia e temos que ter segurança nisso”, afirmou. Neste mesmo tema, o presidente do Banco Central lembrou que 96% das operações já passam pelo Sistema Central de Crédito e a regulamentação do Cadastro Positivo deve ser concluída em breve.

Sobre o câmbio, Tombini garantiu que foram “tomadas as medidas para evitar que houvesse ingresso acelerado de moeda estrangeira que pudesse prejudicar a economia”. “O dólar se valoriza frente às demais moedas no cenário internacional, o que também acontece com o Real e o BC tem mecanismos para fazer com que o cambio funcione normalmente”, completou.

Para o presidente do BC, o cenário mostra que a economia global cresce menos do que esperado. “Precisamos ter segurança, tranquilidade e consciência da nossa capacidade de reação para conduzir o Brasil nesse momento. Temos produzido emprego, o sistema financeiro é estável”, afirmou.

Clima Empresarial – durante o evento, foi divulgado o índice LIDE-FGV de Clima Empresarial. O índice ficou em 5,6, apontando queda em relação ao mês anterior que foi de 6,3. Em relação a situação atual dos negócios, 36% dizem que está igual, 49% melhor e 15% pior. Em relação a empregos, 34% dizem que pretendem empregar, 51% manter e 15% demitir.

 

Fonte:CDN - Comunicação Corporativa