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E-book poderá custar mais caro que livro impresso

Publicada em : 21/05/2012

Diretor da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros explicou porque em evento promovido pela Câmara Brasileira do Livro

Em palestra apresentada durante o 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, no dia 10/05, o diretor da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (Apel), Henrique Mota, disse que o livro digital poderá ter seu preço de venda mais alto do que o praticado no mercado impresso. Em sua opinião, embora os custos de distribuição pesem bastante na composição do preço do impresso, as possibilidades tecnológicas oferecidas pelo e-book deverão encarecer o conteúdo nesta modalidade.

Mota, que também faz parte do Comitê Executivo da International Publishers Association (IPA), deu seu depoimento de editor, distribuidor e livreiro napalestra Política e Desenvolvimento Econômico do Livro Digital na Europa. “Imaginar que o livro digital seja apenas um texto é, na verdade, um desperdício tecnológico”, resumiu o diretor da Apel, em referência às muitas possibilidades abertas pelos novos formatos de publicação, que podem oferecer áudio, vídeos e aplicativos multimídia.

Outro fator de encarecimento do livro digital na Europa, segundo o editor, é a cobrança de um imposto de 23% sobre as vendas online naquele continente. Esta seria, na opinião de Mota, um dos motivos para a baixa penetração do e-book na Europa, na comparação com o mercado norte-americano. Enquanto nos Estados Unidos mais de 10% do mercado é de livros digitais, na Europa esse número não passa dos 2%. Os números são de pesquisa realizada em 2010.

Única exceção à regra, o Reino Unido apresenta números mais significativos no mercado de e-books. Em 2010, aproximadamente 8% das vendas do mercado britânico foram de livros digitais. A explicação para essa diferença, ainda segundo Mota, é a influência do mercado norte-americano sobre o britânico. Na opinião do diretor da Apel, entretanto, a penetração do livro digital na Europa deve dobrar nos próximos anos.

Para Mota, os desafios para editores, distribuidores e livreiros europeus ainda são altos. Em primeiro lugar, está a necessidade de entender o momento do livro no continente. “Ainda temos muitas dúvidas em relação a evolução desse mercado”, disse. Outro grande desafio é a questão dos direitos autorais. “O copyright ainda é o fator determinante para a manutenção da criatividade”, disse.

Fonte:Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação