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Bulevar São João abriga palco “30 anos sem Elis”, dedicado à Elis Regina

Publicada em : 26/04/2012

Palco recebe tributo aos 30 anos da morte de uma das maiores intérpretes e vozes da música brasileira

Uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, para muitos a maior, terá um palco inteiramente dedicado a ela no bulevar São João durante a 8ª edição da Virada Cultural. É lá que 13 cantoras e o cantor Jair Rodrigues irão homenageá-la, tocando 14 discos emblemáticos de diferentes momentos da carreira da Pimentinha, falecida há 30 anos.

MPB, samba, rock e jazz, foram muitos os ritmos pelos quais a cantora incursionou e gravou canções que fazem parte do repertório de todo cantor brasileiro. Essa diversidade estará representada em títulos tão distintos quanto “Elis & Tom” (1974), interpretado pela cantora Luciana Alves e o pianista Diogo Poças; “Em Pleno Verão” (1970), na voz da cantora Ully Costa (Sandália de Prata); “Elis Regina e Toots Thielemans – Aquarela do Brasil” (1969), interpretados pela voz de Joana Duah e Gabriel Grossi no harmônico, fazendo as vezes da gaita de Thielemans; entre outros.

Elis morreu com apenas 36 anos. Gaúcha, começou a cantar aos sete anos de idade no Clube do Guri. Foi uma presença marcante na era dos Festivais e responsável por dar projeção a importantes compositores da música brasileira como Belchior, João Bosco e Aldir Blanc, além de ter sido uma grande intérprete dos compositores do Clube da Esquina, projetando nacionalmente nomes como Lô e Márcio Borges, Ronaldo Bastos e Milton Nascimento.

Confira a seguir uma relação dos discos que serão interpretados e quem são seus intérpretes:

18h – SAMBA EU CANTO ASSIM (1965) – por Adylson Godoy e Adriana Godoy
Quinto álbum de estúdio da carreira de Elis, foi lançado em 1965 pela gravadora Philips. Nele, destacam-se obras de compositores de peso como o afro-samba “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Morais), “Reza” (Ruy Guerra e Edu Lobo) e “João Valentão” (Dorival Caymmi). Também está nesse disco “Sou Sem Paz”, do pianista, maestro e cantor convidado para o espetáculo Adylson Godoy e “Eternidade”, dele e de Luiz Chaves. 

Adylson Godoy (piano) – maestro, pianista, compositor e cantor, comandou o programa “Boa Tarde em Cartaz”, na TV Excelsior, e foi diretor musical dos programas “Fino da Bossa”, “Corte Rayol Show” e “Programa Hebe Camargo”. Assinou os arranjos do disco “Dois na Bossa Volume Dois”, de Elis Regina e Jair Rodrigues, e teve suas “Tristeza que Se foi” e “Santuário do Morro” registradas nele.

Adriana Godoy (voz) – lançou sua carreira como cantora em 1996 num show no Vou Vivendo Bar, com arranjos e direção musical de seu pai, Adylson Godoy. Sua família é repleta de músicos: a mãe é a cantora Silvia Maria, os tios, o pianista do Zimbo Trio Amilton Godoy e Amilson Godoy, maestro e produtor musical. Em seus 16 anos de carreira, Adriana já trabalhou com Carlos Lyra, Filó Machado, Joyce, João Donato, maestro Julio Medaglia, Marcos Valle, Miúcha, Renato Braz, Roberto Menescal e Rosa Passos.

19h30 – ELIS - ORIENTE (1973) – por Mairah Rocha
Ainda que o disco, quando lançado, tenha sofrido críticas por suposto excesso de técnica e falta de emoção, ficou marcado pelas grandes composições sobretudo de Gilberto Gil e da dupla João Bosco e Aldir Blanc. Da dupla, “Agnus Sei” trazia uma crítica à ditadura militar que o país vivia. Deles também Elis gravou no disco “Comadre” e “Cabaré”. É desse disco ainda a alegre “Ladeira da Preguiça”, a mística “Oriente” (ambas de Gilberto Gil), a nostálgica “Folhas Secas” (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito) e “É com Esse que eu Vou” (Pedro Caetano).

Mairah Rocha – cantora e percussionista, faz parte há dez anos do grupo de percussão corporal Barbatuques. Em 2005, passou a integrar os grupos COMADRE FULOZINHA, SEUS COMETAS e MENINAS DO VARAL, um quarteto vocal. Foi backing vocal por cinco anos da banda de reggae Afetos. Formada em Canto Popular na Faculdade Santa Marcelina, foi ainda vocalista e percussionista da banda CARDUME e participou dos grupos de percussão BAQUE BOLADO e OLHO DA RUA.

21h – ELIS, ESSA MULHER (1979) – por Giana Viscardi
“O Bêbado e o Equilibrista” (João Bosco e Aldir Blanc), que se tornaria o hino em favor da anistia, e “As Aparências Enganam” (Sérgio Natureza e Tunai) são as músicas mais conhecidas desse disco marcante. É dele também belos sambas como “Eu Hein, Rosa!” (Paulo César Pinheiro e João Nogueira) e “Basta de Clamares Inocência” (Cartola). Comparecem ainda compositores como Joyce, Sueli Costa, Guinga e Danilo Caymmi.

Giana Viscardi – a paulistana é cantora e compositora, com uma carreira internacional que inclui apresentações por Boston, Nova York, Munique, Viena, Tóquio e Bangkoc. Seu disco “4321” teve uma versão japonesa gravada em 2006. Giana tem muitas composições com o violonista austríaco Michael Ruzitschka.

22h30 – ELIS & TOM (1974) – por Luciana Alves e Diogo Poças. 
Álbum lançado pela gravadora Polygram, o disco é considerado pelo público brasileiro um dos mais importantes da história da MPB. Nele estão 14 composições de Tom Jobim e seus parceiros: o clássico dueto de Tom e Elis “Águas de Março”, “Pois É” (Chico Buarque e Tom Jobim), “Só Tinha de Ser com Você” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), “Modinha” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), “Triste”, “Corcovado” e “O que Tinha de Ser” (Tom e Vinícius de Moraes), “Retrato em Branco e Preto” (Chico Buarque e Tom Jobim), “Brigas Nunca Mais” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), “Por Toda a Minha Vida” (Tom e Vinicius), “Fotografia” (Tom Jobim), “Soneto da Separação” (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), “Chovendo na Roseira” (Tom Jobim) e “Inútil Paisagem” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira). Todas essas composições prometem um show inesquecível.

Luciana Alves – Cantora do grupo do violonista Chico Pinheiro, essa paulistana tem 27 anos de idade e nove de carreira. Filha de músico, freqüentou o meio artístico desde muito jovem e começou cantando em eventos esporádicos. Aos 18 anos assumiu a identidade de cantora e começou a se apresentar em bares e gravar jingles. Foi integrante do grupo Notícias dum Brasil, do compositor Eduardo Gudin, e já se apresentou ao lado de artistas como Guinga, Hermeto Paschoal, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Antonio Nóbrega. 

Diogo Poças – Diogo Poças, filho do maestro Edgar Poças e irmão da cantora Céu, por muitos anos se dedicou à criação de jingles. Em 2009, lançou seu primeiro disco autoral, “Tempo”, produzido por Pepe Cisneros, responsável também pelos arranjos. O disco foi gestado depois de um período “de molho” forçado por um acidente, que lhe rendeu férias temporárias do mundo publicitário. Sambas, bossas e um ar cool compõem o trabalho desse elegante intérprete e pianista. 

00h – EM PLENO VERÃO (1970) – por Ully Costa
Lançado em 1970 pela Philips, traz composições como “Vou Deitar e Rolar (Quaquaraquaquá)” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro), “As Curvas da Estrada de Santos” (Erasmo e Roberto Carlos) e o dueto especialíssimo com Tim Maia, na sua composição “These Are The Songs”. Jorge Ben (“Bicho do Mato”) e Caetano Veloso são outros dos compositores que aparecem no repertório do disco.

Ully Costa – Muito conhecida pela comunidade do samba-rock, Ully Costa é vocalista da banda Sandália de Prata e já fez parte do grupo vocal feminino Vozes Bugras. Ully compõe e se apresenta também em shows solo, com um repertório que inclui grandes nomes do samba e de suas vertentes, como o próprio Jorge Ben. Uma intérprete apropriada para esse disco com um suingue tão especial.

01h30 – ELIAS 1972 – Grazie Brasil
Primeiro álbum de Elis após sua separação de Ronaldo Bôscoli e primeiro após César Camargo Mariano ter saído da banda de Wilson Simonal e se tornado músico e arranjador da cantora. Nele estão sucessos inigualáveis como “Bala Com Bala” (João Bosco e Aldir Blanc), “Mucuripe” (Belchior), “Atrás da Porta” (Chico Buarque e Francis Hime), “Cais” (Milton Nascimento) e “Casa No Campo” (Tavito e Zé Rodrix)

03h – NA BATUCADA DA VIDA (1974) – por Mara Nascimento
Além da composição que dá título ao show, de autoria de Ary Barroso e Luiz Peixoto, neste álbum estão as belas “Travessia” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “Ponta de Areia” (Milton Nascimento), “O Mestre Sala dos Mares”, “Dois Para Lá, Dois Para Cá” e “Caça à Raposa”, as três últimas de autoria de Aldir Blanc e João Bosco.

Mara Nascimento – Mara é cantora de soul, jazz e MPB. Nascida em uma família religiosa diretamente ligada à música, filha de Léa Gomes, pianista, professora e dona de conservatório, e de Pedro do Nascimento, músico já falecido ligado ao samba de raiz. Seu irmão, Robson Nascimento, é um dos mais conhecidos cantores gospel e soul do país. Seu outro irmão, Rodney, é baterista.

04h30 – TRANSVERSAL DO TEMPO (1978) – por Thais Bonizzi
O disco tem como destaques "Deus Lhe Pague" (Chico Buarque), "Sinal Fechado" (Paulinho Da Viola), "Cartomante" (Ivan Lins e Vitor Martins) e “Saudosa Maloca” (Adoniran Barbosa). Tom Jobim, Cacaso, Paulo César Pinheiro e Aldir Blanc são outros dos compositores que aparecem nesse álbum.

Thaís Bonizzi - Nascida em 1989, a cantora paulistana de 22 anos começou a cantar aos 12, quando freqüentava a Igreja Batista. Em 2011, foi convidada por Roberto Talma para participar da trilha sonora da minissérie “O Profeta” e, posteriormente, para interpretar uma cantora do rádio na mesma série na TV. Na cena, Thaís interpretou “A Flor”, versão de “Too Young”, de Nat King Cole. Viveu a cantora do Rádio Marlene em um DVD e seguiu cantando em bares como Villagio Café, Ao Vivo Music e Café Piu Piu. Ficou entre os 12 finalistas do programa “Ídolos”, da Rede Record.

06h – ELIS (1980) - por Bruna Moraes
“Rebento” (Gilberto Gil), “O Trem Azul” (Lô Borges e Ronaldo Bastos), “Vento de Maio” (Telo Borges e Márcio Borges), com participação de Lô Borges, são os destaques deste álbum. 

Bruna Moraes – A primeira composição de Bruna foi escrita aos 11 anos. Aos 14, ela estreou no Memorial da América Latina, cantando ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Guinga, Roberto Sion e Orquestra Jovem Tom Jobim. Hoje, aos 18 anos, Bruna segue cantando na noite um repertório que inclui clássicos de Elis Regina. 

07h30 - ELIS (1966) – por Flavia Bittencourt
Lançado pela gravadora Philips, foi aclamado pela crítica e pelo público pela interpretação de obras como “Samba em Paz” (Caetano Veloso), “Lunik 9” (Gilberto Gil), “Canção do Sal” (Milton Nascimento), “Roda” (João Augusto e Gilberto Gil), “Tem Mais Samba”(Chico Buarque) e “Veleiro” (Edu Lobo e Torquato Neto).

Flávia Bittencourt - Seu primeiro trabalho, intitulado “Sentido”, foi distribuído pela Som Livre. Nele, mescla a cultura popular, o pop, músicas nordestinas e composições próprias. O disco foi pré-selecionado para o Grammy Latino e para o Prêmio TIM de música. Nascida em São Luís do Maranhão, Flávia Bittencourt costuma interpretar, em seu repertório, canções de seus conterrâneos, de sua autoria e também dos grandes mestres brasileiros.

09h – ELIS REGINA & TOOTS THIELEMANS – AQUARELA DO BRASIL (1969) – por Joana Duah + Gabriel Grossi
Elis e o consagrado gaitista interpretam nesse disco pérolas da MPB, como "A Volta" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), "Corrida De Jangada" (Capinan e Edu Lobo) e "O Sonho" (Egberto Gismonti).

Gabriel Grossi - É tido hoje como um dos maiores representantes da harmônica no mundo. Tem sido bastante solicitado para gravações e shows no Brasil e no exterior ao lado de músicos como Chico Buarque, Ivan Lins, Leila Pinheiro, João Donato, Dave Matthews, Guinga, Lenine, Djavan, Milton Nascimento, Dominguinhos, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, além de Hermeto Pascoal, uma de suas grandes influências. Tem cinco discos lançados, um deles, o álbum “Afinidade” (Biscoito Fino), em duo como o grande violonista Marco Pereira.

Joana Duah - nascida e criada em Brasília, viveu cinco anos em Nova York, onde se graduou. Foi integrante do grupo pop Maskavo Roots (1994 -1998) e atualmente se apresenta com o grupo Afro-Brasileiro BATACOTÔ. Em 2007 gravou um duo com o multi-instrumentista paulistano Arismar do Espírito Santo, além de participar dos shows de Guinga e Simone Guimarães.

10h30 - ELA (1971) – por Graça Cunha
Neste disco estão muitos dos maiores sucessos da carreira da cantora, como "Madalena" (Ivan Lins), "Black Is Beautiful" (Marcos & Paulo Sérgio Valle), "Golden Slumbers" (Paul McCartney e John Lennon), "Falei e Disse" e "Aviso Aos Navegantes" (ambas de Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro), "Estrada do Sol" (Tom Jobim e Dolores Duran), "Mundo Deserto", de (Erasmo e Roberto Carlos), "Cinema Olympia" (Caetano Veloso) e "Ela", que dá nome ao disco, de César Costa Filho e Aldir Blanc.

Graça Cunha - iniciou sua carreira em 1993 como solista no musical “Noturno”, de Oswaldo Montenegro, na Oficina dos Menestréis. Tem mais de dois mil trabalhos entre jingles e locuções em TV, rádio e cinema que foram ao ar, além de participações nos CDs de Rita Lee, Jota Quest, Skank, Paulo Miklos e Nereu (Trio Mocotó), entre outros.

12h – FALSO BRILHANTE (1976) – por Tati Parra
O álbum possui interpretações clássicas como “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais” (ambas de Belchior), Fascinação (Feraudy e Marchetti) e “Tatuagem” (Chico Buarque). São dele ainda “Los Hermanos” (Atahualpa Yupanqui), “Um Por Todos”, “Jardim de Infância” (ambas de Aldir Blanc e João Bosco) e “Gracias a La Vida” (Violeta Parra).

Tatiana Parra – A cantora já participou dos shows de diversos artistas como Ivan Lins, Omara Portuondo, Chico Pinheiro, Sandy & Junior, André Mehmari e Dante Ozetti. Começou sua carreira cantando jingles e CDs infantis com Hélio Ziskind. Concomitantemente, estudava piano erudito. Em 2003, passou a integrar o grupo do violonista e compositor Chico Pinheiro. Já gravou com nomes como Theo de Barros e Carlos Careqa, além de ter feito projetos fonográficos como “Sobras Repletas”, em homenagem a Maurício Tapajós, e “Manuscrito Sonoro”, de Hermínio Bello de Carvalho. 

13h30 – ELIS REGINA IN LONDON (1969) – por Larissa Cavalcanti
Gravado em estúdio, em Londres, o álbum trazia canções como “Corrida de Jangada” (Capinan e Edu Lobo), “Se Você Pensa” (Erasmo e Roberto Carlos), “Zazueira” (Jorge Ben), “Upa Neguinho” (Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo) e as bossas-novas em inglês de Tom Jobim “Wave” e “How Insensitive”, entre outras.

Larisssa Cavalcanti – Nascida na cidade paulista de Mairinque, a cantora durante dez anos se apresentou em bares na cidade de Ilhabela. Já se apresentou em diversos bares paulistanos, como o Ton Ton, e em um concurso no Domingão do Faustão, ficou entre os seis primeiros de 30 mil inscritos. Seu repertório habitual inclui diversas cantoras, entre elass Elis.

15h – O TREM AZUL (1982) – por Pedrão Baldanza, Leyla Monjardim e Luciana Pires
Há exatos 30 anos, Elis Regina subia ao palco pela última vez. Foi com o show “O Trem Azul”, dirigido por Fernando Faro. Na apresentação, momentos mais introspectivos, como em “Se eu quiser falar com Deus”, eram alternados com descontraídos pout-pourris de vinhetas de programas televisivos. “Aprendendo a Jogar” (Guilherme Arantes), “Alô Alô Marciano” (Roberto de Carvalho e Rita Lee), “O Trem Azul” (Lô Borges e Ronaldo Bastos), “Começar de Novo” (Vitor Martins e Ivan Lins) e “Maria Maria” (Milton Nascimento e Fernando Brant) são algumas das músicas do repertório deste disco duplo.

Pedrão Baldanza – o contrabaixista brasileiro, que participou na ocasião da gravação como integrante da banda de Elis, tem hoje um trabalho autoral bastante divulgado no exterior.

Leyla Monjardim – Cantora desde os anos 90, traz em seu repertório músicas do repertório de Elis Regina. Sua música “Ilha de Mel” fez parte da trilha sonora da novela “A Viagem”, da Rede Globo. 

Luciana Pires - Nascida em Bauru, no interior de São Paulo, em 1990, começou a estudar violão com oito anos. Gravou seu primeiro disco independente aos 18 anos. Além de suas composições, traz em seus discos e shows músicas de artistas como Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Paulo Cesar Pinheiro, Rita Lee, Taiguara e, claro, Elis Regina.

16h30 – SAUDADE DO BRASIL (1980) – por Veronica Ferriani
"Saudade do Brasil" nasceu do sucesso do espetáculo homônimo, realizado no final da década de 70. "As Aparências Enganam" (Sergio Natureza e Tunai), “Aos Nossos Filhos” (Vitor Martins - Ivan Lins), “Sabiá” (Chico Buarque e Tom Jobim) e "Marambaia" (Rubens Campos e Henricão) são algumas das canções presentes nesse que é um dos maiores discos de Elis Regina.

Verônica Ferriani - Nascida em Ribeirão Preto (SP), aos oito anos ganhou seu primeiro violão. Subiu ao palco pela primeira vez a convite do violonista e compositor Chico Saraiva, vencedor do Prêmio Visa 2003. Com ele se apresentou por dois anos pelo Brasil. Paralelamente, se apresentou seis meses no bar de samba Traço de União (SP, 2004), abriu shows de artistas da Velha Guarda, como Monarco, Nelson Sargento, Riachão, Tia Surica, Tia Doca, Noca da Portela, Seu Jair do Cavaco, Walter Alfaiate, Wilson Moreira, Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila, Wilson das Neves e Billy Blanco. Tocou ainda em casas como Ó do Borogodó (Vila Madalena – SP), Carioca da Gema (Lapa – RJ) e com a Gafieira São Paulo no Tom Jazz (SP). Já dividiu o palco com artistas como Beth Carvalho, Ivan Lins, Spokfrevo Orquestra, Toquinho, Mart’nália, Francis Hime, Marcelo D2, Jair Rodrigues, Tom Zé, Paulinho Moska e Martinho da Vila.

18h – DOIS NA BOSSA (1965) – Jair Rodrigues
“Dois na Bossa” foi o primeiro de uma série de três álbuns lançados por Elis Regina e Jair Rodrigues entre 1965 e 1967. Gravado ao vivo, durante um programa de TV, o projeto alavancou a carreira dos dois jovens artistas. “O Morro não Tem vez”, ”A Felicidade” (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), “O Sol Nascerá (ASorrir)” (Cartola e Elton Medeiros) e “Acender as Velas” (Zé Kéti) abrem o disco num pout-pourri histórico, que é seguido por um repertório inesquecível que inclui “Menino das Laranjas” (Theo de Barros) e “Arrastão” (Edu Lobo e Vinicius de Moraes) 

Jair Rodrigues - paulista de Igarapava, nascido em 1939, iniciou sua carreira em 1957, atuando como crooner em casas noturnas do interior de São Paulo. A partir de 1960, passou a cantar na capital. Lançou compactos e o LP "O Samba Como Ele É", que tinha a faixa "O Morro Não Tem Vez", de Tom e Vinicius, primeiro sucesso lançado pelo cantor. Seu nome passou a ser mais conhecido a partir de 1964, quando gravou o sucesso "Deixa Isso pra Lá" (Alberto Paz/ Edson Menezes), considerado uma espécie de precursor do rap. Em 1965 conheceu Elis Regina e gravou com ela três LPs ao vivo, "Dois na Bossa", volumes 1, 2 e 3. 

O sucesso foi tanto que Elis e Jair passaram a comandar um programa da TV Record, “O Fino da Bossa”, um dos mais importantes musicais da televisão brasileira. Participou também de festivais, dividindo em 1966 o primeiro lugar no Festival da Record. Sua interpretação de "Disparada" (G. Vandré/ T. Barros) empatou com "A Banda" de Chico Buarque. Outros de seus sucessos são: "Triste Madrugada" (Jorge Costa), "Casa de Bamba" (Martinho da Vila), "Tengo-Tengo (Mangueira, Minha Querida Madrinha)" (Zuzuca) e "Vai, Meu Samba" (Ari do Cavaco/ Otacílio de Souza).

 

Fonte:Foco Jornalístico