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Material escolar fica 10%

Publicada em : 23/10/2015

Mais caro nos últimos 12 meses

divulgação
Está cada vez mais caro manter os filhos na escola. Um dos nove grupos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – a inflação da educação – teve alta de 9,1% nos últimos 12 meses, maior taxa para o período desde janeiro de 2005.

Somente o preço do material escolar, nos últimos 12 meses, teve um aumento de 10%, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE). “Por conta do aumento no valor dos insumos, cotados em dólar no mercado internacional; e da elevada carga tributária que inside sobre este tipo de produto, os artigos de papelaria estão cada vez mais caros”, explica Rubens Passos, presidente da ABFIAE.

O presidente ainda diz que os produtos fabricados no país, como caneta, borracha e massa escolar, podem ter um aumento de até 11% e que os produtos importados, como mochilas, lancheiras e estojos terão aumento entre 25% e 35%. “ Nossa dica é que os pais antecipem a compra de materiais e façam pesquisas de preços”, finaliza Passos.

Carga Tributária

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou alguns artigos escolares são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Itens como apontador e a borracha escolar têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%.

A fim de solucionar este grande problema, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) lembra que, no Brasil, há o Projeto de Lei 6705/2009, que tramita há mais de cinco anos na Câmara Federal e que dispõe sobre a isenção do IPI e alíquota zero de PIS/ Pasep/Cofins para materiais escolares.

“Em um país onde os governantes cansam de afirmar que educação é prioridade, é uma vergonha convivermos com uma carga tributária superior a 40% que incide sobre canetas, borrachas, lápis, apontadores  e outros materiais básicos. Ainda nos dias de hoje 25% dos estudantes não completam o ensino básico! Continua-se a construir um Brasil desigual, pois famílias de menor renda têm dificuldades em formar seus filhos. A aprovação do PL no. 6.705 seria uma forma de demonstrar que nossos parlamentares e governantes realmente levam a sério o tema da educação”, explica Rubens Passos, presidente ABFIAE.

Fonte:Assessoria de Imprensa: Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação