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Estudantes brasileiros na mira do Canadá

Publicada em : 11/02/2014

O país do hemisfério norte quer duplicar o número de alunos estrangeiros até 2022


O Ministro do Comércio Internacional do Canadá, Ed Fast, anunciou neste mês uma nova Estratégia Internacional de Educação projetada para manter e melhorar a posição global do Canadá no ensino superior. O plano, que estabelece metas abrangentes para atrair mais pesquisadores internacionais e estudantes para o Canadá, tem o Brasil como um dos principais focos, reforçando a parceria de longa data entre os dois países. Além disso, a ação irá aprofundar os vínculos de pesquisa entre instituições de ensino canadenses e estrangeiras e estabelecer uma parceria com províncias e territórios do Canadá e todos os principais parceiros do setor de educação, incluindo o setor privado. A ação é o resultado de uma ampla iniciativa que compõe o Plano de Ação para o Mercado Global anunciada recentemente pelo Governo do Canadá.

O plano contará com um fundo de investimento contínuo de 5 milhões de dólares canadenses por ano, e será dedicado a apoiar os objetivos da Estratégia de Educação Internacional. Este investimento será direcionado principalmente para a promoção do Canadá como o principal destino de educação para estudantes em seis mercados prioritários, sendo eles Brasil, China, Índia, México, Vietnã e Norte da África e o Oriente Médio, incluindo a Turquia.

O projeto irá fornecer ainda, 13 milhões de dólares canadenses ao longo de dois anos para o programa Globalink da MITACS, uma organização nacional sem fins lucrativos que promove a inovação através de programas de pesquisa e treinamento. O programa Globalink facilita a mobilidade de estudantes canadenses e estrangeiros. Em 2013, cerca de 30 estudantes brasileiros participaram do programa.

O intuito é dobrar até 2022, o número de estudantes internacionais que escolhem o Canadá como destino para estudos e pesquisas. No ano passado, o Canadá recebeu mais de 265,000 estudantes internacionais . Outro objetivo da ação é melhorar a articulação e colaboração entre as instituições de ensino canadenses e internacionais e institutos de pesquisa.

De mãos dadas

O Canadá considera o Brasil um parceiro prioritário na área de educação, principalmente nos setores de ciência, tecnologia e inovação e nos últimos anos tem investido em ações para fortalecer as parcerias bilateriais nestas áreas. Desde o começo da vigência em 2010 do Acordo-Quadro para Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação  - que busca promover uma maior colaboração em pesquisa e desenvolvimento em áreas de interesse mútuo entre ambos os países -, foi registrado um salto no número de projetos bilaterais, muitos guiados pelo Plano de Ação Conjunta em Ciência e Tecnologia da Comissão Mista. Este plano se concentra na pesquisa, desenvolvimento e comercialização de projetos conjuntos em áreas estratégicas (biotecnologia e ciências da vida, tecnologia oceanográfica, tecnologia da informação e de comunicações, energia limpa, tecnologias verdes e nanotecnologia). O plano ambicioso, têm acelerado a colaboração entre as comunidades científicas e tecnológicas e entre as instituições de educação nos dois países. Um exemplo disso é a ISTPCanada (International Science and Technology Partnerships Program) do lado canadense em parceria com as instituições FAPESP, FAPEMIG, FACEPE e CNPq do lado brasileiro. Até 2015, o órgão canadense investirá cerca de $5 milhões de dólares em projetos de pesquisa bilateriais com as instituções brasileiras .

"O Canadá está muito interessado em ver brasileiros e canadenses estabelecerem relações em longo prazo, nas áreas de inovação, ciência e tecnologia e educação, tanto aqui no Brasil quanto no Canadá.  Quando brasileiros talentosos que estudam no Canadá retornarem ao Brasil, eles serão vínculos entre os nossos dois países, tanto na área acadêmica quanto na econômica. Este efeito é ainda mais forte quando empresas canadenses também proporcionam estágios para estes estudantes, que, ao retornarem ao Brasil, tornam-se fonte de conhecimento local e potenciais trabalhadores para empresas canadenses que tenham interesse em investir no Brasil,” afirma Jamal Khokhar, o embaixador do Canadá no Brasil.

O Canadá e o Brasil também estão investindo em iniciativas de intercâmbio entre os dois países. Com a criação do programa do governo federal, Ciências Sem Fronteiras, que oferecerá 100.000 bolsas de estudo no exterior até o ano 2015, por exemplo, o Canadá garantiu 12 mil vagas para estudantes brasileiros do programa,   um dos maiores número s  oferecidos  por um país. Até agora, mais de 4,7 mil brasileiros já passaram pelas universidades e institutos tecnológicos superioreres canadenses.

Impulsionadas por essas parcerias, AUCC (Associação de Universidades e Faculdades do Canadá), ACCC (Associação das Escolas e Institutos Técnicos do Canadá), CALDO (Consórcio das Universidades de Alberta, Laval, Dalhousie e Ottawa) e CBIE (Escritório Canadense para Educação Internacional), também contabilizam ações e projetos em conjunto com instituições e agências de ensino brasileiras. Além delas, a Languages Canada, organização que representa o setor de ensino de idiomas no Canadá, também realizou visitas ao país e estabeleceu parcerias locais. 

O Governo do Canadá também conta com um programa ativo de bolsas de estudos para graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado que permitem que estudantes brasileiros desenvolvam projetos de grande potencial nas universidades canadenses, como as bolsas Vanier para doutorado,  Bantting para pós-doutorado e o programa ELAP – Futúros Líderes da América, que contempla bolsas de curta duração (4-6 meses) para estudantes de graduação, mestrado e doutorado que tenham interesse em estudar ou realizar sua pesquisa no Canadá.

No ano passado mais de 26   mil estudantes brasileiros embarcaram para o Canadá em busca de cursos de excelência. Exemplo do sucesso e da qualidade dos programas apresentados em todo o país, nos últimos sete anos o Canadá foi considerado o destino número um dos brasileiros para cursos de idioma. De acordo com o estudo de mercado da Belta ( Brazilian Education and Language Travel Association), lançado em 2013, o Canadá manteve o favoritismo entre os brasileiros para cursos de curta duração (idiomas e high-school). Em relação ao ensino superior, o Canadá ficou em segundo lugar.

Fonte:Consulado Geral do Canadá em São Paulo