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Curso de capacitação profissional gera emprego e renda aos jovens

Publicada em : 28/05/2013

Levantamento do Formare mostra que 80% de seus ex-alunos estão empregados e com renda média de R$ 1,2 mil


A maioria dos jovens que passaram por cursos de qualificação profissional conquistaram uma oportunidade no mercado de trabalho e tiveram seus rendimentos ampliados em relação ao primeiro emprego. É o que revela recente levantamento realizado pelo Formare,projeto social desenvolvido pela Fundação Iochpe para capacitar e qualificar jovens de baixa renda em parceria com a iniciativa privada.

A pesquisa foi realizada em março deste ano com 531 ex-alunos do Formare em todo o Brasil com idade mínima de 19 anos. O estudo mostra que 80% da amostra de ex-alunos estão empregados e com renda média de R$ 1,2 mil. Ainda de acordo com a pesquisa, a maior parte dos estudantes que frequentou os cursos Formare tem renda superior à verificada no primeiro emprego. Para 57,2% da base consultada, os rendimentos do trabalho atual variam de R$ 700 a R$ 1999. No primeiro emprego, 52,3% declararam que os rendimentos não ultrapassavam R$ 699.

“O Formare é um projeto vencedor. Essa parceria com a iniciativa privada, que já dura cerca de três décadas, comprova que qualificar e capacitar jovens traz resultados efetivos. Esses números mostram que investir na base é fazer parte da transformação social do País”, explica Beth Callia, coordenadora do Formare.

O estudo procurou identificar o nível de escolaridade dos ex-alunos do Formare. Na pesquisa, 11,5% informaram que estão frequentando um curso técnico e 22,4% disseram que concluíram esse tipo de curso. No caso do ensino superior, 32% revelaram estar em algum curso dessa categoria enquanto 12,8% já finalizaram o bacharelado.

Conhecer a atual situação profissional dos estudantes que passaram pelo Formare foi outra questão avaliada no levantamento. Há 60,8% trabalhando com carteira assinada e 8,4% empregados sem registro profissional. Os que estão fazendo estágio somam 8,1% e 19,4% informaram que estão procurando emprego. Os que não responderam a essa questão são 3,2%.

A ocupação profissional dos ex-alunos também pode estar relacionada ao curso realizado no Formare. Para 52,9%, sua ocupação atual tem relação com o projeto enquanto 33,3% estão em um setor ou área diferente do capacitado pelo Formare. Declararam desempregados 10,1% e 3,5% não responderam.

O salário do primeiro emprego foi outro tópico analisado no estudo. Somaram 28% aqueles que tinham remuneração de até R$ 510. Os que tinham ganhos de R$ 511 a R$ 699 eram 24,2%. Contabilizavam 15,2% aqueles com rendimentos de R$ 700 a R$ 899. Salários de R$ 900 a R$ 1199 eram realidade para 12%. Para 5,2%, os vencimentos variavam de R$ 1200 a R$ 1499. Apenas 1,6% conquistou renda de R$ 1500 a R$ 1999 e 0,9% teve ganho de R$ 2 mil a R$ 2999. Os que nunca trabalharam chegaram a 8,6% e 3,7% não responderam.

O levantamento procurou entender a remuneração atual dos ex-alunos. De acordo com o estudo, 3,7% ganham até R$ 510. Os que têm ganhos de R$ 511 a R$ 699 são 9,2%. Contabilizam 15,4% aqueles com rendimentos de R$ 700 a R$ 899. Salários de R$ 900 a R$ 1199 são realidade para 16,3%. Para 14,1%, os vencimentos variavam de R$ 1200 a R$ 1499. Chegam a 11,3% quem apresenta renda de R$ 1500 a R$ 1999 e 4,5% têm ganhos de R$ 2 mil a R$ 2999. Rendimentos de R$ 3 mil ou mais fazem parte da realidade de 4,7%. Os que preferiram não declarar seus rendimentos somaram 20,5%.

Além de gerar emprego e renda, a pesquisa quis conhecer quais as principais contribuições que o Formare teve na vida desses jovens. Entre os destaques aparecem aquisição de conhecimentos, prática profissional, planejamento do futuro e confiança na própria capacidade. “Essas informações revelam que o jovem valoriza o aprendizado e sua aplicação além de prosseguir com os estudos, o que é uma ótima notícia. Outro aspecto importante para ele é se preparar para os desafios profissionais e ter a confiança de que poderá superá-los”, conclui Beth.

Os cursos são realizados em período integral dentro das empresas por funcionários que se dispõem, como voluntários, a ministrar as aulas.

Os cursos, com duração de, no mínimo, 800 horas/aula, são desenvolvidos pela equipe pedagógica do Formare de acordo com as características de cada empresa e a realidade do mercado de trabalho local. Eles são certificados por instituição federal de ensino vinculada ao MEC --a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)--, que mantém convênio com a Fundação Iochpe desde 1995.

Fonte:Formare