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Criação de jogos cooperativos

Publicada em : 16/01/2013

Curso tem por objetivo refletir sobre as possibilidades de utilização do Jogo Cooperativo em organizações de todos os tipos e para as mais diversas finalidades


Mais do que uma simples atividade de entretenimento, o jogo é uma das muitas formas que a humanidade encontrou para transmitir seus conhecimentos, valores e ética. O aspecto lúdico e divertido do jogo facilita a “conexão” entre as pessoas, estimula o desenvolvimento intra e interpessoal e abrevia a construção do conhecimento conjunto.

O jogo tem sido cada vez mais utilizado como instrumento gerador de relações mais produtivas e saudáveis em diversos tipos de ambiente (empresarial, comunitário, escolar, familiar, etc.), propiciando uma maior integração, estabelecendo uma comunicação focada no entendimento da necessidade do outro, facilitando processos de aprendizagem e estimulando práticas inclusivas. Ao envolver as pessoas e propiciar uma experiência direta de aprendizado, o conhecimento prático adquirido na vivência do jogo chega à consciência e é incorporado à realidade cotidiana dos participantes.

A palavra jogo de imediato traz à mente a questão da competição e da existência de apenas um vencedor, fortalecendo conceitos de valorização do mais forte e de exclusão do perdedor, com sérios reflexos na auto-estima do que sai derrotado. Todavia, a idéia da complexidade na criação e manutenção da vida é explicada muito mais pela cooperação e interdependência do que pela competição.

Desse contraste de idéias surge uma questão: é possível um jogo em que todos possam vencer e em que os participantes se sintam motivados a superar o desafio?
Para responder a esta questão surgiu o Jogo Cooperativo, fruto da preocupação com a crença generalizada de que o ser humano é competitivo por natureza e que, em decorrência disso, todas as relações que permeiam a sociedade e as interações entre as pessoas se baseiam na filosofia da competição. Se, por um lado, existem os defensores de que a busca do sucesso a qualquer custo justifica comportamentos predatórios, também é inegável que a consciência da cooperação foi e continua sendo fundamental para a preservação da espécie e seu contínuo e permanente desenvolvimento – quer seja através dos cuidados com a prole, quer seja através da transmissão de valores e conhecimentos de geração para geração.

Esses são os dois eixos básicos sobre os quais se fundamenta este curso: de um lado, a crescente importância dos jogos na vida familiar, no entretenimento, nas organizações de todos os tipos com as mais diversas finalidades e, por outro, a crença de que jogar cooperativamente facilita a realização dos objetivos comuns e representa mais um passo em busca da sustentabilidade.

São objetivos do curso oferecido pela PUC-SP, por intermédio de sua Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (COGEAE): refletir sobre as possibilidades de utilização do Jogo Cooperativo em organizações de todos os tipos e para as mais diversas finalidades, fornecendo subsídios conceituais e práticos para criar instrumentos lúdicos adequados a cada situação específica, com foco no segmento de jogos destinados a jovens e adultos.

Dirigido a profissionais graduados nas áreas de Administração, Ciências Sociais, Economia, Educação, Psicologia, Serviço Social e áreas afins, que tenham interesse em criar Jogos Cooperativos para utilização como ferramenta de integração e aprendizagem, bem como no desenvolvimento de pessoas, comunidades e organizações, além de gestores e agentes de organizações do terceiro setor, o curso tem início em 23 de Fevereiro e aulas sempre aos sábados, das 8h30 às 12h30, na Unidade COGEAE Consolação, que fica na Rua da Consolação, 881 - Consolação - São Paulo.

Mais informações e inscrições: (11) 3124-9600, www.pucsp.br/cogeae e infocogeae@pucsp.br

Fonte:Priscila Lacerda