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Grade curricular da Escola Santa Marina

Publicada em : 06/12/2012

A ENEF ( Estratégia Nacional de Educação Financeira) será inclusa nos currículos das escolas públicas a partir do ano que vem


Escolas particulares do ensino fundamental adotaram práticas de educação financeira há pelo menos uma década. Entre elas, estão debates sobre mesada, simulação de transações bancárias, visitas a supermercados, orçamentos e simulados de investimento em Bolsa.

Após dois anos de projeto piloto da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), lançada pelo governo em 2009 para elevar o nível da educação financeira brasileira, concluiu-se que ela é transformadora para a vida dos alunos e da família. Isso motivou a inclusão da disciplina nos currículos das escolas públicas estaduais e municipais, a partir de 2013.

A Escola Santa Marina, oferece um ensino de qualidade que educa pessoas a participarem, discernirem e ampliarem seus conceitos sobre educação financeira desde 2011, que segundo a coordenadora Pedagógica Elaine Cristina Lopes, tudo isso vem sendo desenvolvido sob a perspectiva metodológica da DSOP (D= diagnosticar, S= sonhar, O= orçar e P= poupar), que faz parte das aulas curriculares feitas com os alunos do maternal ao 5º ano.

A escola incentiva seus alunos a diagnosticarem o comportamento da sua família analisando a quantidade de pessoas que moram em casa, o gasto com água, luz e telefone, os sonhos da família a curto, médio e longo prazo. Com essas informações, os alunos aprendem que o ato de poupar pode realizar sonhos da família, desejo pessoal e que tudo isso contribui ainda para a construção de um planeta sustentável.

O tema é desenvolvido de acordo com a faixa etária de cada criança. Durante esse ano, os alunos dos 1º anos: confeccionaram cofrinhos, com o objetivo de poupar para comprar o presente do dia das crianças e com isso fazerem um “Amigo secreto” e  a Feira da barganha, onde realizaram trocas de brinquedos.

A proposta da escola Santa Marina é proporcionar ao aluno a construção do conhecimento para que atuem na sociedade como agente  transformador, sendo um cidadão que reflita antes de agir. A educação financeira além de ensinar o não consumismo, contribui para a formação do caráter do cidadão em um mundo globalizado e imediatista.

A educação financeira com adolescentes tem se mostrado eficaz para formar adultos profissionais poupadores, mostra a pesquisa do Banco Mundial para avaliar o programa piloto de educação financeira nas escolas de Ensino Médio no Brasil. Entre os estudantes que tiveram as aulas, ministradas entre agosto de 2010 e dezembro de 2011, 63% poupam pelo menos uma parte da renda, em comparação com 59% dos alunos que não tiveram as aulas.

A escola Santa Marina, insere em sua grade curricular a disciplina de OPEE (Orientação Profissional Empregabilidade e Empreendedorismo), que também fala sobre educação financeira e trabalha com os alunos da faixa etária entre 11 a 15 anos, inscrita na matriz curricular do curso de Ensino Fundamental do 6° ao 9° ano, passível de notas e avaliações e constam no boletim.

Segundo a metodologia OPEE, educadores de diversas áreas do conhecimento podem ministrar as aulas, uma vez que estas se assentam no autoconhecimento e na pesquisa crítica da realidade. É o próprio jovem que desenha seu projeto de vida com o auxílio de um professor-tutor.

De acordo com o professor Rógers Descotte Ribas, da escola Santa Marina, que dá aulas de geografia, atualidades e  OPEE, inúmeras são as possibilidades de  trabalho com esta disciplina, desde o material didático, o livro de OPEE de autoria do Leo Fraiman, aulas expositivas e dinâmicas de grupo até a finalização de tarefas para fixar e colocar em prática o que foi estudado. As aulas são totalmente diferentes das disciplinas tradicionais, porque se trabalha itens como: autoconhecimento, maturidade, autoestima, liderança, educação financeira e outros quesitos fundamentais para um futuro empreendedor. As atividades contemplam propostas do livro da OPEE e trabalhos idealizados pelo professor e realizados geralmente em grupos pelos alunos, para que desenvolvam o senso de equipe.

“Futuramente queremos colocar em prática ciclo de palestras e visitas em empresas e faculdades. É importante ressaltar que por mais que planejemos tais aulas, elas acabam se tornando imprevisíveis, pois as contribuições dadas pelos alunos acabam fazendo com que as práticas tomem rumos fantásticos e que a construção mental e as projeções futuras a todo o momento são lapidadas nas cabeças das crianças por elas mesmas, sendo o professor apenas um mediador e não um formador de opinião” diz Rógers Descotte Ribas.

Fonte:SUPRIR Comunicação Interativa