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Robótica atrai estudantes e jovens programadores

Publicada em : 13/08/2012

O País está em 3º lugar no ranking mundial entre os que mais têm dificuldade de obter colaboradores para determinadas funções


O Brasil apresenta índices alarmantes de falta de mão de obra qualificada, com destaque para profissionais de nível técnico e engenheiros. Segundo a ManPower, empresa de RH, o País está em 3º lugar no ranking mundial entre os que mais têm dificuldade de obter colaboradores para determinadas funções. Por outro lado, de acordo com uma pesquisa recente da agência WMcCann, a inclusão digital cada vez mais faz parte do cotidiano dos brasileiros da nova classe média, que já somam quase a metade do número de internautas no Brasil. Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados acessam a internet com o intuito de obter renda e 58% deles para progresso social.

Tendo em vista a falta de mão de obra especializada no mercado brasileiro em contraste com o acesso cada vez maior à tecnologia, a Globalcode, rede de ensino especializada em soluções educacionais de TI, vem promovendo cursos de capacitação em eletrônica, robótica e automação residencial para públicos jovens. Com uma abordagem lúdica, a iniciativa Elétron Livre já esteve presente em instituições de ensino, como nos Colégios Dante Aliguieri, de São Paulo, Fernão Gaivota, de Alphaville, e na Escola Municipal Tancredo Neves, de Ubatuba.

Robôs que se movimentam, e até voam, e bússolas digitais para exercícios de seno e coseno, são alguns dos exemplos trabalhados em sala de aula. Para Vinicius Senger, diretor de inovação da Globalcode e idealizador do programa, a motivação para a criação do projeto, em 2009, veio da constatação de que a maioria dos jovens começa a aprender informática já em casa. “Devemos orientar e fornecer informações para que saibam otimizar o uso das tecnologias a favor da sua carreira”, argumenta.

Os cursos foram criados por especialistas em programação, eletrônica e engenharia. Focam desde conhecimentos básicos e chegam a conteúdos mais avançados, que abrangem todos os fundamentos e teorias necessárias para desenvolvimento de software. A didática é promovida por meio de disciplinas que auxiliam o aluno a destrinchar o funcionamento de um computador.

Diferente da maioria das abordagens de ensino tradicionais em robótica, a Globalcode adota apenas tecnologias abertas, livres de patentes. Isso significa que a empresa produz kits próprios, com plataformas que podem ser modificadas e manipuladas livremente, sem que o estudante dependa de uma marca de componentes específica. Um dos principais é o Arduino, uma placa eletrônica de baixo custo, capaz de interagir com dispositivos eletrônicos, como lâmpadas, sensores e motores, e programar seu funcionamento via software.

A Globalcode desenvolveu algumas plataformas de estudo, como o robô BR1, que pode ser programado para várias atividades como desviar de objetos, seguir pessoas, fazer medições etc. Foi com este robô que o colégio Dante Alighieri participou da Olimpíada Brasileira de Robótica e recebeu premiações internacionais. Já o jHome é uma plataforma completa para automação residencial livre, com ele é possível controlar tomadas e luzes, monitorar sensores de presença, abrir e fechar portões elétricos etc. “Um dos módulos permite controlar uma casa por notas musicais. Eu, por exemplo, uso em palestras um violino para acender e apagar luzes”, explica Vinícius. Com base em eletrônica, lógica e programação, o Elétron Livre permite a criação e programação dessas ou demais plataformas, cujo controle pode ser feito por meio de internet, telefone, celular, redes sociais, Twitter etc.

Fonte:RMA Comunicação