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Supercomputador em construção

Publicada em : 08/12/2011

O equipamento será o mais potente do mundo na área, com 20 teraflops de processamento

O Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP), maior centro de pesquisas brasileiro na área, acaba de investir mais de R$ 1,3 milhão na compra e instalação de seu novo supercomputador. A máquina tem cerca de 2.300 núcleos e potencial de 20 teraflops de processamento. Trata-se do mais potente equipamento utilizado por um instituto de astronomia no mundo. Além da AMD, a SGI também foi vencedora da licitação para fornecer os itens necessários para a construção do supercomputador.

O projeto traz uma evolução significativa para o trabalho de cientistas e pesquisadores. “Agora, o departamento não precisará mais utilizar computadores de parceiros. Temos recursos para atender nossa demanda e até capacidade de auxiliar com cálculos de outras instituições”, afirma Alex Carciofi, professor de Astrofísica da USP e responsável pelo projeto.

No Departamento de Astronomia da USP, os professores trabalham com pesquisas de ponta em simulações nos campos mais avançados da astrofísica. Para isso, realizam os famosos number crunching - cálculos numéricos massivos -, a fim de alcançar modelos reais de fenômenos nas áreas de astrofísica, cosmologia e astronomia galáctica.

Ronaldo Miranda, vice-presidente da AMD para América Latina e gerente-geral da fabricante no Brasil, ressalta que o projeto desse supercomputador representa um marco importante, ao incentivar áreas pouco exploradas nos cursos de física do Brasil. “A AMD tem como meta o investimento e a parceria em projetos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Existe um grande potencial a estimular no Brasil”, afirma o executivo.

No primeiro momento, cerca de 150 usuários serão atendidos pelo novo equipamento, que vai incrementar e acelerar os complexos sistemas matemáticos produzidos no Departamento de Astronomia da USP. A máquina será baseada em uma plataforma blade Altix ICE 8400 com um processador AMD Opteron 6172, com 4,6 TB de memória e cerca de 2.300 núcleos, o cluster da AMD tem potencial de 20 teraflops de processamento.

O equipamento será completamente integrado à infraestrutura da USP, até o final de dezembro de 2011, e permitirá ao Departamento de Astronomia da universidade chegar a novas fronteiras, como a astrofísica computacional, que une a ciência da computação à física. “A instalação deste cluster será um marco na sociedade astronômica brasileira”, conclui Carciofi.

Fonte:Agência Ideal