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Educação Inclusiva

Publicada em : 17/11/2011

O prefeito de São Paulo aprovou o decreto que cria as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS)

O decreto transforma as seis Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs) da rede municipal em EMEBS, unidades onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) será a primeira língua. Com a mudança, os estudantes surdos terão toda a estrutura necessária para o aprendizado adequado, até mesmo com material pedagógico específico. A língua portuguesa será ensinada como segunda língua, na modalidade escrita.

"A Secretaria de Educação vai formar em Libras o vigilante, o agente de apoio e até o diretor da escola, desde o ensino infantil até os demais níveis. Nós acreditamos que para incluir é preciso apoio e estrutura para a escola, formação para o professor e entender quais são as reais necessidades dos nossos alunos", explicou o secretário municipal de Educação.

Para atuar nas novas escolas bilíngues, já foram qualificados 100 professores especialistas. Ainda este ano, mais 150 profissionais iniciarão pós-graduação com ênfase em surdez. As unidades contarão também com instrutores de Libras, responsáveis pelo ensino da língua de sinais para alunos, professores, pais e comunidade; e intérpretes e guias-intérprete de Libras, que mediarão a comunicação.

Como a educação bilíngue é baseada também na pedagogia visual, a Prefeitura investiu na aquisição de recursos que favorecem a visualização das atividades, como câmeras de filmagem e aparelhos multimídia e de projeção.

Os estudantes matriculados nas EMEBS são crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez e outras deficiências associadas à surdocegueira. A família tem a opção de escolher entre matricular o aluno em uma Escola Bilíngue, uma Escola-Pólo e uma escola regular. As Escolas-Pólo são unidades regulares bilíngues com características inclusivas, que contarão com estrutura para o aprendizado do surdo, atendendo também alunos ouvintes.

A Secretaria Municipal de Educação começou a planejar em 2007 a reestruturação das EMEEs, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngue, com produção de material pedagógico específico - como as Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa para Pessoa Surda - e formação dos profissionais e definição de novos critérios de avaliação. A mudança faz parte das ações do Programa Inclui, lançado em setembro de 2010.

Fonte:Secretaria Executiva de Comunicação - Secom