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O Pai

Publicada em : 13/09/2016

Premiado texto do francês Florian Zeller ganha primeira montagem brasileira

Joao Caldas
El Padre, Le Père, The Father, O Pai, de Florian Zeller, é um texto de grande sucesso mundial e já foi montado na França, Inglaterra e EUA.
Na França ganhou os Prêmios Molière, o mais importante do teatro francês, de melhor peça, ator e atriz principal em 2014. Segundo a imprensa francesa, “a melhor peça em cartaz em Paris em 2012”, “Magistral” segundo Le Point, “Inesquecível” segundo La Croix, “Emocionante” segundo Le Nouvel Observateur. Segundo France Inter, “Um tesouro nacional, não deixem de assistir se vocês estiverem em Paris, se vocês gostam de teatro, se vocês gostam das emoções, se vocês gostam dos risos que se dissolvem em lágrimas, se vocês gostam das lágrimas que se transformam em risos, se a humanidade significa algo para vocês...”.
Na Inglaterra, foi eleita “a melhor peça do ano” pelo The Guardian.
Atualmente, está em cartaz na Argentina e estreou também nos cinemas com o nome Floride 2015.

O espetáculo retrata com requintado humor as vidas de um pai e de uma filha. As transformações trazidas pelo tempo, pela idade e pela convivência familiar. Como interferem no que os cercam? É possível sorrir diante de quadros já tão delicados como a idade avançada, dúvidas, doenças, decisões familiares? Tudo tratado de maneira poética, lúdica, romântica. O PAI é uma obra que transforma lágrimas em risos. E risos em lágrimas.

O texto mergulha no universo provável de um homem saudável cuja memória vacila. Nós mesmos sentimos as contradições dos fatos, a necessidade das repetições, a perda da lógica comum e as incompreensões e nossa razão fica também perdida. Pouco a pouco, ninguém consegue distinguir o real da ficção, o verdadeiro do falso, o importante e o superficial e então nós mesmos nos encontramos nesse vazio mental sem nenhum ponto de apoio, sem nenhuma possibilidade de evitar esse movimento inexorável em direção à alienação.
O norte da encenação é identificar a poesia de uma relação tão desgastada a partir de um problema aparentemente sem solução.

Com produção de Selma Morente e Célia Forte, a primeira encenação brasileira traz Fulvio Stefanini no papel título, comemorando 60 anos de carreira. Completam o elenco Carolina Gonzalez, Lara Córdulla, Carol Mariottini, Paulo Emílio Lisboa e Wilson Gomes. A montagem conta com uma equipe de grande qualidade com André Cortez nos cenários, Letícia Barbieri nos figurinos, Wagner Antônio na iluminação e Léo Stefanini, que vem despontando na cena teatral, dirigindo seu pai justamente em uma peça que fala sobre a relação entre pais e filhos.

Uma obra que trata a relação humana de forma sutil e delicada. Abordar a “reta final” de uma trajetória desta maneira é fundamental para nossa própria compreensão. As dúvidas da filha, as confusões do pai, o envolvimento de terceiros. Tudo tão corriqueiro, tão próximo de todos nós. O que fazer? O PAI não responde. Apenas comove...


O PAI
Auditório MASP Unilever (374 lugares)
Avenida Paulista, 1578
Informações: (11) 3149 5959
Bilheteria: Terça a domingo: das 10h às 17h30. Quinta-feira: das 10h às 19h30. Em dias de espetáculo nos Auditórios, a bilheteria funcionará até o horário de início da apresentação. Aceita dinheiro, débito e crédito a vista. Estacionamento Conveniado: PROGRESS PARK Avenida Paulista, 1636 / CAR PARK Alameda Casa Branca, 41
Vendas: www.masp.org.br e www.ingressorapido.com.br

Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 19h30

Ingressos:

R$ 60 sexta | R$ 80 sábado e domingo

Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos

Estreou dia 12 de Agosto de 2016
Temporada: até 30 de Outubro

Fonte:Morente Forte