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Terreiro Urbano

Publicada em : 14/04/2015

Z’Africa Brasil e Adriana Moreira são os convidados especiais. Espetáculo também será apresentado no Teatro Martins Penna

Divulgação
O grupo Treme Terra iniciou no último dia 10 de abril uma série de shows, que além da Capital Paulista também passará pela Grande São Paulo. Com as participações de Adriana Moreira e também do Grupo Z’Africa Brasil, o grupo apresenta o espetáculo Terreiro Urbano, uma obra coletiva inspirada na mitologia dos Orixás. Em São Paulo os teatros que receberão o grupo são: Cacilda Becker, de 17 a 19 de abril e Martins Penna, dias 22 e 23 de abril. Todas as apresentações serão gratuitas e de classificação livre. 

Sobre Terreiro Urbano:
Uma criação coletiva do grupo TREME TERRA inspirada na mitologia dos orixás, composta por coreografias e músicas que dialogam com este universo e formam fotografias da diáspora africana e suas influências sobre as outras culturas existentes na grande metrópole. TERREIRO URBANO está baseado na representação simbólica de um xirê (cerimônia tradicional de saudação e exaltação a todos os orixás, sequência de danças do candomblé, que começa com Exu e finaliza com Oxalá). A ideia não é representar o terreiro tradicional no palco da forma como ele é feito em seus rituais sacros, mas sim, criar uma releitura contemporânea desta manifestação, um caleidoscópio da cultura afro-brasileira a partir da mitologia dos orixás, seus cantos e movimentações. Na crença yorubá, os orixás representam as forças da natureza e recebem a incumbência de criar e governar a terra, ficando cada entidade responsável pelas dimensões emocionais, sociais e culturais da sociedade. As danças legitimam o sagrado e principalmente comunicam, trazem antigas memórias, ancestralidade, mitos fundadores e também a estética ritualizada do orixá.

Com o intuito de investigar o terreiro tradicional em seu contexto urbano, as músicas caminham nessa mesma perspectiva: canções brasileiras algumas cantadas em dialeto yorubá são acompanhadas dos toques tradicionais específicos dos orixás (ijexá, congo, barra-vento, alujá, batá, ilú, adarrun e outros), formando trilhas autorais que são executadas em tambores tradicionais (atabaque, agogô, xequerê, adjá, berimbaus e surdos), tambores de sucatas (tonéis de lata, conduítes, ferros e garrafas), instrumentos convencionais (flauta, guitarra e contrabaixo) e instrumentos eletrônicos (processadores digitais), formando arranjos peculiares contemporâneos que misturam elementos da música tradicional dos terreiros e da música moderna urbana. A música assume papel essencial para a construção desta narrativa, um fio condutor que permeia cada cena, que interliga cada coreografia e contribui para a composição das fotografias que representam os arquétipos de cada orixá cultuado no Brasil. A pesquisa do projeto  Terreiro Urbano iniciou-se em fevereiro de 2011 e foi patrocinada pelo ProAC (edital 18/2011) e Petrobras (Governo Federal).

A direção geral e musical é de João Nascimento e a coreografia fica sob a  responsabilidade de Firmino Pitanga. Os materiais cênicos foram produzidos por Júlio Dojcsar e o figurino por Vana Marcondes.

Sobre o grupo Treme Terra: 
Em 2008, com o propósito de valorizar, pesquisar e difundir a Cultura Negra, surge a Cia Treme Terra, fruto das atividades de formação artística sócio- culturais promovidas no Morro do Querosene, zona oeste da cidade de São Paulo, contribuindo para a descentralização da produção de dança contemporânea na cidade. Em 2009, a Cia se muda para o bairro do Rio Pequeno e cria o Afrobase, sede da Cia e núcleo de formação nas linguagens de dança e música, buscando promover a transdisciplinaridade e constituir um espaço de discussão, troca e pesquisa acerca da Cultura Negra em diálogo com a comunidade do entorno. Neste mesmo ano, a Cia cria sua primeira obra chamada Cultura de Resistência, espetáculo que aponta o início da pesquisa em Dança Negra Contemporânea, tendo como centro a promoção do diálogo da linguagem da música com a dança. O trabalho contou com a direção geral, artística e musical de João Nascimento e direção de coreográfica de Kelliy Anjos. Cultura de Resistência é uma obra que aborda o processo da diáspora negra e sua contribuição para a formação da Cultura Negra no Brasil, auxiliando na discussão acerca do conceito de “Quilombo Urbano”, como espaço simbólico de resistência cultural que se aloja na cidade e mantém valores herdados pela Cultura Negra diante de um contexto atual e urbano. Esse projeto também resultou na criação de um álbum musical com as trilhas criadas para o espetáculo e um vídeo-documental com performances de dança em espaço público e depoimentos de importantes artistas que contribuíram para processo de montagem desta obra.

O espetáculo estreou na Galeria Olido, palco da Sala Olido, e circulou por importantes palcos da cidade de São Paulo, tais como SESC Vila Mariana, SESC Ipiranga, SESC Santo André, Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude, Museu Afro Brasil, Universidade Anhembi Morumbi, Museu da Imagem e do Som, Espaço Cachoeira, Secretaria Municipal de Osasco e Espaço do Movimento Negro da Universidade de São Paulo. A Cia também foi convidada para integrar a programação de alguns festivais, tais como Festival Planeta no Parque (2011- 2012), Festival Black na Cena (2911), Festa de Bumba-meu- boi no Morro do Querosene e São Paulo Fashion Week (2009). Em 2009, a Cia convida o coreógrafo Firmino Pitanga para dar início ao novo projeto de pesquisa intitulado Terreiro Urbano, estreado em 2012, no Grande Auditório do Masp. Utilizando- se do vocabulário da Dança Negra, a Cia desenvolveu uma pesquisa sobre as danças dos orixás em contexto urbano. Baseado na representação simbólica de um xirê, a Cia pontua esta manifestação, trazendo-a  para o contexto urbano. O espetáculo contou com a apresentação nos seguintes espaços: Auditório do Ibirapuera, Sala Paissandu (Galeria Olido), Fabrica de Cultura Jardim São Luiz, SESC Pompéia, SESC Taubaté, Teatro da UMES, entre outros. No ano de 2013, a Cia foi convidada para representar o Brasil com o espetáculo Terreiro Urbano no programa de circulação da Europa Kinder Kultur Karawane, contando com cerca de 20 apresentações na Alemanha e Bulgária e cerca de 15 workshops de Dança Negra e Música Afro- brasileira.


Serviços:

Treme Terra – Terreiro Urbano: 90 min – Classificação livre



Teatro Cacilda Becker 
17 a 19 de Abril (Sex e Sab às 20h e Dom às 19h)
Rua Tito, 295 – Vila Romana
Fone: (011) 3864-4513
198 lugares
Ingressos: Gratuito - Retirar uma hora antes do espetáculo

Teatro Martins Penna
Endereço: Centro Cultural da penha - Largo do Rosário, 20 - Penha de Franca, São Paulo - SP, 03634-020
Fone: (11) 2295-0401
198 lugares
22 e 23 de Abril (Qua às 20h e Qui às 20h)
Ingressos: Gratuito - Retirar uma hora antes do espetáculo

Fonte:Imprensa: Iara Filardi