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Arte na Rua

Publicada em : 10/04/2014

Evento transforma Paulista em um grande festival de música ao ar livre

Breno Rotatori
Entre 13 e 27 de abril, iniciativa da Globo promove mais de 30 apresentações musicais em diversos pontos da avenida

Conhecida como cenário de constantes e criativas intervenções artísticas, a avenida Paulista terá suas calçadas transformadas em pequenos palcos a céu aberto. O festival Arte na Rua, promovido pela Globo, com apoio da Subprefeitura Sé, irá consolidar o cartão postal da cidade como local de acesso gratuito à cultura ao reunir mais de 150 artistas que, entre 13 e 27 de abril, vão ocupar diversos pontos da avenida. Serão mais de 30 apresentações musicais, dos mais diversos estilos - como MPB, forró, música clássica, rock, blues e jazz - que acontecerão durante a semana, no horário do almoço e no final do expediente, e aos finais de semana em diversos horários.

A abertura do festival ficará por conta da Orquestra na Rua, organizada por quatro músicos. A apresentação, que tem uma formação diferente a cada edição, será realizada dia 13, domingo, às 16h, na avenida Paulista esquina com alameda Ministro Rocha Azevedo, e deve reunir 100 jovens músicos que tocarão juntos pela primeira vez.

Com o objetivo de estar presente em diversos pontos, o Festival Arte na Rua realizará as apresentações por meio de uma estrutura portátil, em forma de baú, que permite transformar em poucos minutos uma esquina em um palco. Segundo o gerente de comunicação regional da Globo em São Paulo, Eduardo Brandini, a mobilidade é uma característica importante do projeto, buscando mostrar que o momento de alegria e descontração cabe em qualquer lugar e todos os momentos do dia. "O projeto pretende fomentar o movimento de tirar a arte de espaços fechados para torná-la mais acessível e próxima ao paulistano", afirma.

Sobre a Globo - A Globo Projetos Especiais em São Paulo atua em 32 municípios da região metropolitana, promovendo e apoiando iniciativas culturais, esportivas e de cidadania. Com o objetivo de impactar de maneira relevante o dia a dia dos mais de 18 milhões de paulistanos que vivem na área, a emissora norteia sua atividade por meio de cinco eixos estratégicos: mobilidade, esporte, cultura, gastronomia e sustentabilidade. A emissora prevê a realização de dezenas de ações em 2014 como shows, oficinas de esporte, atividades culturais e de lazer em diversas regiões da capital paulista.

SERVIÇO

Datas: 13, 14, 16, 17, 19, 21, 23, 25, 26 e 27 de abril
Local: pontos variados da avenida
Classificação etária: Livre

PROGRAMAÇÃO 
De 13 a 17 de abril

*Em caso de chuva, a programação está sujeita à alteração.

Dia 13 de abril
16h - Abertura: Orquestra de Rua
Local: Paulista x Al. Ministro Rocha Azevedo

Dia 14 de abril
12h - Márcio Aguiar - cover Elvis Presley
Local: em frente ao Casarão da Paulista

13h - Leandro Street Blues
Local: em frente ao Casarão da Paulista

18h - Emerson Pinzindin
Local: Paulista x Al. Ministro Rocha Azevedo

19h - Cabaré Três Vinténs
Local: Paulista x Al. Ministro Rocha Azevedo

Dia 16 de abril

12h - Teko Porã
Local: Paulista x R. Haddock Lobo

13h - Rafael Pio
Local: Paulista x R. Augusta

17h - Ó do Forró
Local: Paulista x Al. Campinas

18h - Chaiss na Mala
Local: Paulista x Al. Campinas

Dia 17 de abril

12h - Mustache e Os Apaches
Local: em frente parque Trianon

13h - Rodolfo Ceregatti
Local: vão livre do MASP

17h - DOUNUOUTRO & NUNQUEROTROCO
Local: Praça Oswaldo Cruz

18h - Pena Branca e Verde Lins
Local: Praça Oswaldo Cruz

SOBRE OS ARTISTAS

Cabaré Três Vinténs - Formado pelos artistas Bruno Torrano (contra-baixo), Gabriela Cardoso (vocais e percussão), Henrique Mendonça (violão, voz e trompete), Leandro Kanke (piano e acordeon), Narayan Pinduca (percussão e artes circenses) e Wolfgang Santos (clarinete), o projeto busca resgatar as tradições dos cabarés de variedades que proliferaram pelo mundo a partir da década de 1930, trazendo à tona uma inesperada fusão entre Swing Jazz e a música brasileira em suas diversas manifestações. A partir desse viés, o grupo desenvolve seu espetáculo híbrido, que pode ser realizado tanto em espaços improvisados (rua, praça, espaços fechados) como em uma estrutura de palco profissional. Elementos da cultura circense também estão presentes no espetáculo.

Chaiss na Mala - O Chaiss não é uma banda com músicos, composição e repertório fixos. O projeto nasceu e é sustentado pela parceria entre Fábio de Albuquerque e Robson Ashtoffen, mas frequentemente integra outros músicos e muda completamente o set de apresentação. O projeto já ocupou diversas ruas e estações de metrô da cidade, somando-se aos trabalhos dos demais artistas de rua.

Doununoutro e Nunquerotroco - Eder "O" Rocha, do grupo Mestre Ambrósio, e JR Caboclo, da banda de pífanos de Caruarú, apresentam um repertório das conhecidas bandas de pífanos, cabaçais, esquenta muiê e zabumbas do nordeste do Brasil.

Emerson Pinzindim - O saxofonista Emerson Pinzindim é um ícone da arte de rua na avenida Paulista, onde há quase 25 anos toca todos os dias. Executa com muita habilidade clássicos nacionais e internacionais, além de composições de sua autoria.

Irmãos Jackson - Vestidos com luvas, roupas e chapéus característicos do rei do pop, os irmãos Matheus, de 17 anos, Felipe, 16, e Davi Gomes de Luca, nove, reproduzem fielmente trejeitos e coreografias que aprenderam assistindo a shows em DVD. Os jovens têm, inclusive, fãs próprias.

Leandro Street Blues - Leandro Oliveira começou como baterista e, nos anos 1990, apaixonou-se pelo blues ao ouvir o som da gaita e nunca mais largou o estilo. Atualmente participa de diversas bandas tocando gaita, bateria e cantando. O apelido Leandro Street Blues já anuncia: lugar de blues é na rua, onde Leandro toca sozinho como "one man band" ou acompanhado do guitarrista Daniel Marques.

Márcio Aguiar, Cover Elvis Presley - Márcio Henrique Aguiar, 40, ou "Elvis Presley" da Paulista, encarna o rei do rock na avenida desde 2011, quando correu uma São Silvestre caracterizado. Desde então, ele manda beijinho, dá autógrafos, posa para fotos com o público e canta como se tivesse Presley no gogó. É o resultado de horas a fio de estudo, ouvindo gravações antigas e conferindo vídeos do ídolo. Além do rei do rock, ele encarna outros 20 personagens em shows e eventos.

Mustache e Os Apaches - A banda Mustache & Os Apaches nasceu da simbiose criativa de cinco excêntricos músicos que também atuam em vários campos da arte como o circo, artes plásticas, cinema e literatura. Inspirados inicialmente pelas jug bands norte americanas e pelos espetáculos do Circo Vaudeville, iniciaram seu projeto apresentando-se nas ruas de São Paulo e logo se destacaram por serem capazes de transformar qualquer lugar da cidade em um espaço para shows.

Ó do Forró - Formada por Adan Oliveira, Sivaldo Fernando, Alvaro Oliveira e Jorge Silva, a banda Ó do Forró nasceu no Capão Redondo há sete anos. Após consolidar-se no cenário do forró paulistano, o grupo descobriu os encantos da rua em 2012, ao promover shows diários na avenida Paulista no mês do centenário de Luiz Gonzaga. Desde então, mantém o hábito de levar sua música para fora dos palcos, promovendo verdadeiros bailes a céu aberto.

Orquestra de Rua - Iniciativa do violoncelista e arranjador Matheus Bellini e o violinista Caio Forster, o evento reúne instrumentistas eruditos para formação e apresentação de uma orquestra em local público. É possível acreditar que, em pleno século XXI, ainda existem pessoas que nunca viram um violoncelo de perto? E que, com mais de 500 anos nas costas, a viola-erudita ainda é confundida com o violino? Pode parecer estranho, mas estas são pessoas com as quais todo músico de orquestra já se deparou em algum momento de sua carreira. São muitos os motivos que impossibilitam estas pessoas de irem aos teatros para conhecer e apreciar o universo fascinante da música erudita, mas o principal deles ainda é o próprio desconhecimento do repertório e instrumentos de orquestra. É necessário um primeiro-contato impactante, que estimule estas pessoas a escutar música clássica e desperte o interesse em assistir concertos ao vivo. Pensando nisso, os organizaodres decidiram fazer o caminho inverso: tirar a orquestra do teatro e levá-la até o público.

Rafael Pio - Em 1995 começou a tocar guitarra nas ruas do centro de São Paulo e na Paulista com um miniamplificador portátil, atividade que realiza até hoje. Trabalhou como acrobata e músico de 1998 a 2009, em circos como Circo Garcia, Circo Espacial e Circo Stankowich. Com essas companhias se apresentou em países do Oriente Médio e Europa. No circo, assistindo aos números de palhaço, teve a ideia de misturar o que já fazia nas ruas com a guitarra e a comicidade dos palhaços, criando o personagem Palhaço Guitarrista e se apresentando nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Rodolfo Ceregatti - Rodolfo Ceregatti é multi-instrumentista. Como muitos outros artistas de rua, largou emprego e faculdade para fazer o que mais ama: ser músico. Sentado em cima de um papelão e de pernas cruzadas, ele se apresenta nas ruas do mundo todo.

Teko Porã - A expressão Teko Porã, que em guarani significa "a boa maneira de ser e viver", mais que uma ideia abstrata, diz respeito a uma profunda experiência de vida compartilhada. Daí a livre apropriação do nome pelos cinco músicos de rua que vivem juntos e vem desenvolvendo, desde 2012, um trabalho colaborativo e autoral, apresentado cotidianamente em espaços públicos - como praças, avenidas, metrôs e festivais gratuitos.

Verde Lins e Pena Branca - Ezequiel Pedro da Silva, Verde Lins, nasceu em Usina de Barreiros, PE, onde morou até os 30 anos. Nessa época, depois de anos trabalhados na roça e na indústria, resolveu dedicar-se à sua grande paixão, o coco de embolada. Em São Paulo conheceu José Rodrigo da Silva, Pena Branca, também nascido em Usina de Barreiros, PE. Ele também passou a infância na roça, mas foi para Recife com 13 anos para tocar na praça Diário de Pernambuco. Desde que se conheceram, colecionam sucessos e muitas histórias. Em seu repertório, além das emboladas criadas de improviso, cantam músicas de seus discos, músicas populares e do folclore nordestino. Foram a primeira dupla de embolada a gravar um disco deste estilo em São Paulo em 1994.

Fonte:APPROACH COMUNICAÇÃO INTEGRADA