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Coriolano

Publicada em : 26/08/2013

Peça de Willian Shakespeare estreia dia 6 de setembro no Sesc Bom Retiro com Esther Góes e grande elenco

Divulgação

A plebe enfurecida nas ruas de Roma exige preços baratos para o trigo, o fim das leis de agiotagem e terras para  cultivar. Seu ódio se volta especialmente contra Caio Márcio, patrício e militar que se opõe às suas reivindicações. A plebe obtém representantes no Senado, os tribunos do povo.

Os volscos atacam Roma. Caio Márcio se distingue na campanha, sitiando e tomando Coríolos, a principal cidade volsca. Retorna a Roma como herói de guerra, agora amado pelo povo, recebendo a coroa de ramos de carvalho e sendo denominado Coriolano por seus feitos. Os patrícios, instados por Volumnia, mãe de Coriolano, conduzem-no  ao Senado para elegê-lo cônsul.

Os tribunos do povo insuflam a plebe e criam episódios de provocação nas ruas de Roma, para que Coriolano, fiel a suas ideias, reaja atacando os tribunos e a própria plebe.

Aproveitando o destempero das palavras ditas por Coriolano em praça pública contra a distribuição do trigo e a eleição dos tribunos, estes o denunciam e exigem sua condenação à morte na rocha Tarpéia, penhasco de onde se atiravam  os condenados.

Em retumbante decisão no Fórum, com ampla participação popular, mas totalmente dirigida pelos tribunos e por seus asseclas, Coriolano é condenado ao exílio e banido de Roma. Os patrícios pouco podem fazer para impedi-lo e têm que se submeter.

Coriolano sai de Roma humilhado e vai para Âncio procurar Aufídio, seu principal rival na guerra contra os volscos, que já preparava outro exército para atacar Roma. Num episódio  inesperado os dois se unem, e Aufídio transfere para Coriolano o domínio do ataque. O objetivo agora é não só tomar como também incendiar Roma, destruindo-a.

Os cidadãos romanos são surpreendidos com o ataque violento e eficaz dos volscos comandos por Coriolano e Aufídio e entram em desespero. O general Comínio e depois o patrício Menênio Agripa vão à procura de Coriolano, no acampamento volsco, para implorar por misericórdia. Coriolano, transfigurado  e irreconhecível, apenas impõe impossíveis condições a Roma.

Finalmente, a mãe e a mulher de Coriolano o procuram  para suplicar. Uma Volumnia  reduzida a si mesma, sem a arrogância e a ilusão do poder patrício, se arrasta junto com Virgília diante de Coriolano e logra convencê-lo. Coriolano propõe a paz entre as duas nações.

Aufídio, sentindo-se  aviltado diante de seus exércitos, denuncia Coriolano como traidor aos senadores volscos. Envolve-o em uma cilada e o faz ser morto diante deles.

O olhar dele não poupa ninguém:
A questão social é uma balbúrdia impossível de ordenar. Estão em conflito classes e pessoas.
O estado sofre o impacto dos sentimentos e das traições mais previsíveis.
Os representantes da plebe de hoje serão os novos imperadores do futuro.
Possíveis cumplicidades ocorrem frequentemente dentro da mesma classe social.
A permanente sensação de insegurança  de todos com todos percorre a atmosfera da cidade...
Este é o cenário de... Roma, no V século AC. Carência alimentar, irracionalidade, corrupção de alto a baixo, estruturas de poder em crise, mas inabaláveis. O presente e o futuro seguindo a mesma linha de contradições e acordos impensáveis.
A narração de Plutarco e o texto de William Shakespeare assumem o mesmo grau de impotência diante de acontecimentos incontroláveis, cujo futuro não se consegue determinar.
Não há heróis neste espetáculo. Humanos nada mais que humanos. E a impressão de que William não quer mentir na sua décima e última tragédia.
No interior da personalidade do personagem Coriolano as contradições sociais e morais  do seu tempo assumem a dimensão de um conflito avassalador. A relação com a mãe, Volumnia, faz de ambos um binômio indivisível, cujos fundamentos precisarão ser rompidos para  quebrar a repetição. O custo é a própria vida. Nesse momento Coriolano se renova, quando transcende as ilusões de poder do universo conhecido. Esse retrato cru da relação de mãe e filho, e seu reencontro na situação de crise, é o único ponto de partida promissor: o recomeço a partir de um marco zero  em que ambos se veem humanos.
Reconheçamos nesta corajosa e desiludida peça um presente e um futuro que se espelham no passado que repetimos, repetimos sempre, crise após crise, dia após dia. A coragem de se perceber como ator deste momento tanto quanto  milhões de outros frágeis e impotentes seres diante da História, pode ser um acontecimento promissor...

Ficha Técnica
De Willian Shakespeare
Tradução: Fernando Nuno
Adaptação: Esther Góes e Ariel Borghi
Direção: Esther Góes
Elenco:
Ariel Borghi - CORIOLANO
Esther Góes - VOLUMNIA
Carlos Meceni - MENÊNIO AGRIPA
Joca Andreazza - GENERAL COMÍNIO
Carlos Morelli - SICÍNIO VELUTO
Ale Pessôa - JUNIO BRUTO
Pérsio Plensack - AUFÍDIO
Cacá Toledo e Josué Torres - Exército romano e plebe romana
Amanda Vides Veras - VIRGÍLIA
Jean Dandrah e Pedro Paulo Fermer - Exército volsco e cidadãos volscos
Iluminação: Domingos Quintiliano
Música Original: Miguel Briamonte
Cenografia: Fernando Brettas
Construção do cenário: Ono-Zone Estudio
Figurinos e Adereços: Márcio Vinicius
Visagismo: Kene Heuser
Coreografia de lutas cênicas: Nícolas Trevijano
Fotos e designer gráfico: Rafael Stedille
Assessoria de Imprensa: Paulo de Simone
Realização: Cia. Ensaio Geral Produções
Produção Executiva: Andreia Porto
Assistentes de Produção: Rafaela Andrade e Felipe Miranda

Serviço
ESTREIA 6 DE SETEMBRO - Sexta Feira
TEATRO DO SESC BOM RETIRO - 261 lugares
Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos
Sextas Feiras - 20 hs, Sábados - 19 hs, Domingos - 18 hs
Preços: R$ 24,00 (inteira) - R$ 12,00 ( meia) e R$ 4,80 (matriculados SESC)
Informações : 3332.3600
Formas de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito (Diners, Elo, Hipercard, MasterCard e Visa).
Faixa etária - 14 anos | duração - 100 minutos

Estacionamento:
Matriculados: R$ 4,00 [primeira hora], R$ 1,00 [adicional por hora]
Não Matriculados: R$ 8,00 [primeira hora], R$ 2,00 [adicional por hora]

Bilheteria: terça a quinta: 9h às 20h30 | sábados, domingos e feriados: 10h até o início do espetáculo.

Fonte:Paulo De Simone