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Cândida

Publicada em : 13/05/2013

“Todo o amor que há no mundo esta esperando para falar, mas não se atreve porque é tímido, tímido, tímido. Essa é a tragédia do mundo.” Bernard Shaw


Após carreira de sucesso iniciada em 2008, com temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro e turnê por várias cidades do Brasil, a montagem do Núcleo Experimental volta para nova temporada. A peça, de 1895, é do grande dramaturgo irlandês Bernard Shaw, pouco montado no Brasil.

Amor, casamento e identidade masculina são os temas centrais do texto. Escrita em 1895 e uma das mais populares de Shaw, a peça ameaça colocar em cena um adultério, a ser praticado por Cândida, a devotada esposa do reverendo Morell, pastor anglicano de ideologia socialista e integralmente dedicado à sua causa político-religiosa. Ao conhecer o jovem Marchbanks, poeta e aristocrata, ela acaba por se encantar por ele. O embate entre esses homens conduz a história, e a peça tem um final surpreendente, quando Cândida dá provas de ser fiel – a si mesma. A natureza da fé religiosa, o embate Socialismo versus Capitalismo, a decadência da nobreza e a Londres da era vitoriana também estão presentes na obra.

Ironia e irreverência marcam as personagens centrais, incutindo ao enredo um tom de inteligência e alta teatralidade. Além dos três personagens que formam o triângulo amoroso central, completam a história o pai de Cândida, o capitalista insaciável Sr. Burgess; a secretária do reverendo Morell, Srta. Prosérpina; e o assistente do pastor, reverendo Lexy Mill.

Cândida traz Patricia Pichamone no papel-título e tem preparação de atores de Inês Aranha. O cenário e os figurinos, assinados pelo diretor, são pautados pela sobriedade: no palco, somente os elementos necessários e essencialmente simbólicos do universo da peça. Há uma predominância de cores escuras, que acentuam a sisudez desse lar londrino da era vitoriana e funcionam como tela de fundo para a ação dos personagens. Nos figurinos, as modelagens, os tecidos e as padronagens são típicos do período retratado. A cenografia é enxuta e funcional.

“Há um foco altamente dirigido para o trabalho de interpretação dos atores e para a descoberta de uma linguagem cênica que ‘revele’ o espírito de Shaw, um autor com carpintaria teatral impecável e sofisticação de pensamento. O ator, nesse sentido, é a peça fundamental”, aponta o diretor.

A trilha original, composta pela diretora musical Fernanda Maia, apresenta um quarteto formado por piano, violoncelo, violino e clarineta, acompanhados por uma solista feminina – Norma Gabriel –, que sonoriza, por meio de leitmotifs, as entradas em cena dos personagens e pontua passagens de tempo dentro da peça.

A iluminação, de Fran Barros, evidencia a passagem do tempo (a peça se passa em um só dia, da manhã à noite), e também cria símbolos que contribuem para a construção da narrativa.

FICHA TÉCNICA
Tradução, direção, cenografia e figurinos: Zé Henrique de Paula
ELENCO: Patricia Pichamone (Cândida), Sergio Mastropasqua (Morell), Thiago Carreira (Marchbanks), Gerson Steves (Burgess), Fernanda Maia (Prosérpina) e Thiago Ledier (Lexy Mill)
Direção musical e trilha original: Fernanda Maia
Preparação de atores: Inês Aranha
Assistência de figurinos: Cy Teixeira
Iluminação: Fran Barros
Visagismo: Fabio Petri
Direção de produção: Sergio Mastropasqua
Produção executiva: Claudia Miranda
Crédito das fotos: Bibi Piragibe

Serviço
Cândida
Comédia dramática
Em cartaz às 21h (sextas e sábados) e às 19h (domingos).
Temporada até 02 de junho
Teatro do Núcleo Experimental – Rua Barra Funda, 637 - Tel: 3259-0898 - Bilheteria abre 1 hora antes de cada espetáculo.
Duração: 100 minutos / Lotação: 65 lugares / Censura: 12 anos

Ingressos:
Sextas e domingos - R$ 40,00: inteira / R$ 20,00: meia/ R$ 10,00: cadastrados
Sábados - R$ 50,00: inteira / R$ 25,00: meia/ R$ 10,00: cadastrados
Site - www.compreingressos.com – Tel: 2122-4070
Ar condicionado e acesso para deficientes
Estacionamento conveniado em frente: R$ 10,00

Fonte:Patricia Pichamone