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O Homem, A Besta e A Virtude

Publicada em : 10/04/2013

A atriz Débora Duboc, idealizadora do projeto, faz o mesmo papel vivido por Fernanda Montenegro na única montagem anterior da peça no Brasil, em 1962, pelo Teatro dos Sete



Sucesso de público e crítica por palcos brasileiros, desde a estreia em novembro de 2007, a montagem “O Homem, A Besta e A Virtude” – comédia de Luigi Pirandello (1867–1936), com direção e encenação de Débora Duboc e Marcelo Lazzaratto – volta em cartaz em São Paulo, para curta temporada, desta vez no Memorial da América Latina. As sessões acontecem nos dias 26, 27, 28 e 30 de abril e 01 e 02 de maio, com entrada gratuita.

Com tradução do ator, diretor e dramaturgo Marcus Caruso, a comédia que faz rir e diverte toda a família, traz no elenco Débora Duboc, Gabriel Miziara, Fernando Fecchio e Thiago Adorno.

Educação e Arte – Por conta do patrocínio da PIRELLI, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a essa curta temporada terá uma novidade: o programa Escola Em Cena, da FDE, que destina em algumas sessões ingressos grátis para professores e estudantes da rede pública. “Sou filha de uma educadora e queria muito apresentar este espetáculo para professores e alunos da rede pública. Sinto que a educação tem que estar apoiada na arte. É a arte que abre um ‘portal’, o universo pra gente. A educação sem a arte pode formar seres humanos tacanhos, pequenos’”, diz Débora Duboc.

Nesses cinco anos, “O Homem, A Besta e a Virtude” já passou por palcos do Rio de Janeiro, principais capitais brasileiras, além de cidades da Grande São Paulo e interior do estado, sempre com sessões lotadas.

Sinopse - “O Homem, A Besta E A Virtude” conta a história da Senhora Perella, mulher virtuosa de um capitão de navio (a Besta), que está sempre viajando e que, por isso, há muito o casal não tem relações ‘maritais’. Perella tem um caso com o professor (o Homem) do filho e na véspera de uma esporádica visita do Capitão, ela conta ao Professor que está grávida.

A partir daí, os dois amantes se desdobram em um plano maluco para fazer com que o Capitão tenha relação com a esposa e pense que o filho que ela espera é dele, pois em sua próxima visita a mulher já estará com a barriga muito grande. A tentativa de esconder o adultério e a gravidez gera uma espiral de cenas hilariantes, nas quais a hipocrisia da moral burguesa é desmascarada.

Montagem - São onze personagens em cena, três femininos interpretados por Débora Duboc e os masculinos divididos entre os atores. “Pirandello não tem pudor. Em O Homem, a Besta e a Virtude entramos num mundo completamente erudito e ao mesmo tempo popular”, diz Débora Duboc. “Os quatro atores representam diversos papéis e criam um divertido jogo cênico para o público. O mesmo intérprete da personagem que elabora o plano faz depois a personagem que sofre o plano”, detalha a atriz.

Marcos Caruso, tradutor da peça, analisa o enredo: “A hipocrisia e a educação são questões que pontuam o desenrolar da história. Esse texto prima pela comunicação ao trazer em sua estrutura uma forte presença e releitura da comédia Dell’ Arte. É popular e ao discutir o tema da hipocrisia, contemporâneo.”. Débora Duboc completa: “Queria um texto popular, queria uma comédia que fizesse rir e também pensar. Encontrei-me com esta obra única e passei imediatamente a conceber o espetáculo, buscando refletir sobre a questão pirandelliana da autenticidade”.

Os figurinos são compostos por sobreposições de peças que se transformam quando os atores, em cena, trocam de personagens. Na abertura do espetáculo, o elenco aparece usando máscaras criadas pelo diretor de arte da montagem Chico Spinosa, a partir de um estudo na obra de Picasso, em clara referência à frase de Pirandello, na qual o dramaturgo afirma que a vida é uma grande mascarada: “Todos nós, por alguma razão, mentimos, não por dever ou por profissão, sobre um palco, mas na vida”, dizia o dramaturgo. “No cenário, Chico Spinosa trouxe a própria questão da relatividade da verdade, com muita beleza e exuberância carnavalesca”, diz Débora. Spinosa tem em seu currículo vários títulos do Carnaval São Paulo, contribuindo na montagem com seu ‘olhar popular’.

A trilha sonora é assinada por Gustavo Kurlat e Ruben Feffer, dupla conhecida por suas músicas para cinema e teatro, e traz o chorinho genuinamente brasileiro, que se apresenta no espetáculo miscigenado ao tango e ao blues.

Virtude - Uma curiosidade é que peça só foi montada no Brasil anteriormente uma única vez, em 1962, pelo Teatro dos Sete, grupo formado por Fernanda Montenegro – que interpretava Virtude, mesmo papel de Débora Duboc – ítalo Rossi, Gianni Ratto e Sérgio Britto. “Quando estava gravando a novela “Passione”, na Rede Globo, fazia parte do núcleo da Fernanda Montenegro, com quem pude trocar muitas informações sobre a peça. Quem assistiu aquela montagem pode perceber que nossa concepção é bem diferente”, relembra Débora Duboc.

FICHA TÉCNICA
Texto: Luigi Pirandello
Direção e Encenação: Marcello Lazzaratto e Débora Duboc
Elenco: Débora Duboc, Gabriel Miziara, Fernando Fecchio e Thiago
Tradução: Marcos Caruso
Direção de Arte: Chico Spinosa
Música Original: Gustavo Kurlat e Ruben Feffer
Patrocínio principal: Pirelli
Produção: Toni Venturi e Débora Duboc / Olhar Imaginário – Núcleo Teatro
Produtora Associada: Palipalan Arte e Cultura
Apoio Institucional: ProAC – Lei de Incentivo à Cultura

SERVIÇO
Dias: 26/04 (20h30), 27/04 (20h30), 28/04 (19h), 30/04 (20h30), 01/05 (17h) e 02/05 (20h30)
Local: Memorial da América Latina - Auditório
Capacidade: 876 lugares
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos
Ingressos: Grátis – retirada na bilheteria com 2 horas de antecedência
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Telefone para informações: (11) 3823-4600

Fonte:Sylvio Novelli - Assessoria em Comunicação