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O Fantasma do Som

Publicada em : 18/02/2013

No palco, os 11 artistas tocam, cantam e interpretam para recriar o universo das radionovelas


No estúdio da emissora de rádio, a mesa com papéis e a máquina de escrever. Atrás, o quadro da moça de cabelos cacheados tocando baixo acústico. À direita, equipamentos de gravação, dois rolos de fitas, botões e manivelas. Ao fundo, a bancada dos radioatores, material de sonoplastia e um microfone divertido, reluzente. Esta é a atmosfera do espetáculo O Fantasma do Som, um musical radiofônico para crianças e adultos. 

Para celebrar os 90 anos da primeira transmissão radiofônica (ocorrida em 7 de setembro de 1922), a trama se passa no estúdio de uma rádio. Faz referência às antigas radionovelas e recria o ambiente da década de 40, hoje desconhecido do público infantil. Com agilidade, a trupe se desdobra para tocar, cantar, interpretar e recriar elementos sonoros característicos de um programa de rádio como vinhetas, locuções e propagandas.

Costurada por 12 canções e repleta de possibilidades sonoras, a peça trata de temas como a memória, a perda de pessoas queridas, a ausência, a superação, a aceitação e o embate entre o antigo e o novo.

Sinopse
Pino Azambuja (Alexandre Faria) e Mercedes Azambuja (Foquinha) são donos da pequena e pobre Rádio Azambuja, que está prestes a abrir falência desde que a filha única do casal, a jovem Janete Azambuja (Lelena Anhaia), morreu. Para salvar a audiência, resolvem gravar uma radionovela como uma novidade na programação. 

Com deficiência visual, Pino Azambuja é responsável por escrever e roteirizar a história e escala radioatores consagrados, como o casal Suzete Rupião (Claudia Missura) e Cid Farnel (Olívio Filho), descolados na arte de interpretar. A confusão começa com a chegada da sobrinha dos donos da rádio, a deslumbrada Mary Lee (Nô Stopa), completamente inapta para questões artísticas, mas que ganhou o papel principal na radionovela.

Para atriz Claudia Missura a peça levanta essa questão do antigo com o novo. Suzete Rupião, a estrela das radionovelas, tem que rebolar para consertar os desastres da garota. Um embate se estabelece. “A Suzete faz um contraponto da infância com a velhice, ela representa um pouco essa questão da passagem do tempo. É veterana no rádio, mas, ao mesmo tempo, é “pra frentex”, é antenada nos eletrônicos. Passa por uma transformação em cena nessa relação com a Mary Lee, que representa o novo”, comenta. A força da união e a aceitação coletiva são soluções para superar um problema.

A sucessão dos acontecimentos da novela radiofônica mistura-se com a realidade dos atores no estúdio frequentado pelo fantasma de Janete. O encontro do real e do ficcional é um dos pilares da dramaturgia.

Ficha Técnica:
Texto e Direção: Marcelo Romagnoli. Elenco: Alexandre Faria, Claudia Missura, Edu Mantovani, Foquinha, Lelena Anhaia, Nina Blauth, Nô Stopa, Olívio Filho, Rubi, Simone Julian e Tata Fernandes.  Participação Especial: Giovanni Venturini. Iluminação e Cenário: Marisa Bentivegna. Figurino: Fábio Namatame. Direção Musical: Tata Fernandes. Som: Maria Rosa Lopes. Apoio Técnico: Luiz Cláudio Fumaça. Produção: Andrea Pedro.

Serviço
O FANTASMA DO SOM - Estreia dia 2 de março na sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo. Temporada: Quinta e sexta às 14h30, sábados e domingos às 16 horas. Até 31 de março. Ingressos - Gratuito. Capacidade: 321 lugares. Classificação a partir de 5 anos. Duração: 60 minutos

Sessões de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos
Dias 8 e 22 de março - apresentações na linguagem de libras, a linguagem de sinais dos surdos.
Dias 15 e 23 de março - apresentações com audiodescrição.
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade. Próximo à estação de metrô Vergueiro. Telefone – (11) 3383-3402. Acesso para deficientes físicos. Ar condicionado.

Fonte:ARTEPLURAL – Assessoria de imprensa