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Infância Perdida

Publicada em : 24/01/2013

Home & Health: Infância Perdida investiga consequências da falta do brincar


Quem nasceu antes dos anos 1980, provavelmente teve uma infância bem diferente dessa que as crianças levam hoje em dia. Antigamente e, durante gerações, as crianças brincavam na rua. Vielas, terrenos baldios, parques e outras áreas abertas eram locais de diversão da garotada, que ficava fora de casa até o anoitecer ou até a exaustão.

Hoje em dia, a brincadeira livre, sem regras e sem a intervenção de adultos, é praticamente inexistente. O especial INFÂNCIA PERDIDA (LOST ADVENTURES OF CHILDHOOD), que estreia domingo, 27 de janeiro, às 23 horas, no Discovery Home & Health.

O documentário aborda a importância da brincadeira na vida das crianças e investiga como a falta da espontaneidade na diversão afeta a infância. Um dos motivos dessa mudança é a questão da violência. Os pais temem pela segurança de seus filhos a ponto de instalar localizadores nas mochilas das crianças e adotar programas de espionagem em acampamentos de férias. Alguns pais vão mais longe e simplesmente não suportam a ideia de que seus filhos passem as férias brincando em acampamentos, enquanto outras crianças se preparam para o futuro em cursos de verão com jogos supervisionados por professores e voltados ao “aprendizado”.

Além de tudo isso, outro problema é o aumento massivo da cultura do videogame, que faz com que as crianças passem ainda mais tempo dentro de casa. Quando saem, essas crianças geralmente são submetidas a atividades coordenadas por adultos, o que inibe a possibilidade de jogo livre. Essas crianças representam a primeira geração de pessoas que têm a brincadeira como uma atividade construída, supervisionada e dirigida por adultos, em vez de ser algo escolhido de maneira livre que nasce de forma espontânea e individual.

Até bem recentemente, os médicos e educadores acreditavam que a consequência dessa nova infância era apenas a obesidade por falta de exercícios físicos. Atualmente, no entanto, pesquisas comprovam que há uma ligação entre a falta de brincadeiras espontâneas e a ansiedade, a depressão e a baixa auto-estima das crianças. Isso afeta no desempenho escolar, na linguagem, na habilidade de tomas decisões e no desenvolvimento do lóbulo frontal do cérebro.

Fonte:Etienne Jacintho