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Pinóquio no Sesc Belenzinho

Publicada em : 20/07/2012

Um percurso de onze instalações artísticas desenvolvidas com a participação de artistas nacionais e internacionais


Idealizada pela artista ítalo-brasileira Vera Uberti, esta mostra de arte contemporânea faz homenagem à obra literária do italiano Carlo Collodi, As Aventuras de Pinóquio, um clássico da literatura infantil. A programação inclui espetáculos de teatro, contação de histórias, oficinas e atividades lúdicas.

Um percurso de onze instalações artísticas desenvolvidas com a participação de artistas nacionais e internacionais – Katia Meneghini/Thanos Zakopoulos, Zaven Paré, Studio Magenta, Luciana Magno, Graffiti Research Lab, Vera Uberti, Martí Guixé, Studio Azzurro, Maurizio Zelada e Ultrassom Music Ideas – dialogam entre si, constituindo uma nova narrativa para a história de Collodi e estabelecem um percurso artístico interativo no qual o público é convidado a participar.

A mostra, dividida em dois espaços, tem como objetivo principal aproximar as crianças do universo da arte contemporânea de modo lúdico e interativo. O contato ‘corpo a corpo’ com as obras propicia uma maior intimidade com o vocabulário artístico, ampliando o conhecimento e colaborando com a formação de uma nova geração capaz de se colocar em jogo com espírito crítico e sensibilidade artística.

Pinóquio recebe o público
Auto-Pinóquio - Autor: Maurizio Zelada

Um Pinóquio de grandes dimensões, colocado na entrada da unidade, convida o público a viver suas aventuras sentindo as próprias emoções. Ao propor um Pinóquio que é ao mesmo tempo marionete e ventríloquo, o artista evidencia o conflito existencial da personagem: se deixar manipular pelos outros ou tomar as rédeas da vida nas próprias mãos? Eis a questão!

No Galpão Cultural
No Galpão Cultural cada instalação revela um dos nove estágios que representam momentos significativos da transformação do boneco em menino, pelas mãos do carpinteiro Geppetto. Uma trajetória interior, na qual o confronto entre a emoção (Pinóquio) e a razão (Grilo Falante) criam a tensão necessária para o desenvolvimento do percurso, introduz o público em uma nova dimensão / instalação:

Floresta Suspensa – Autor: Studio CTRLZAK – Núcleo O Carpinteiro – o público interage com troncos de lenha suspensos que iluminam textos contendo trechos das histórias vividas pelo personagem. A madeira significa o momento de origem do Pinóquio.

Memória, Entendimento e Vontade das Marionetes – Autor: Zaven Paré - Núcleo Teatro das Marionetes – uma projeção com bonecos robôs remete ao momento em que Pinóquio foge de casa, curioso para conhecer o mundo, e encontra o Teatro de Marionetes.

Sonho Dourado – Autor: Studio Magenta (Paola Serboli e Stefano Ceresara) – Núcleo Campo dos Milagres – balões de ar criam um ambiente onírico que representa o Campo dos Milagres. Pinóquio acredita que é possível semear e colher dinheiro nos campos e fantasia possuir uma grande quantidade de moedas de ouro. Assim, sonhando de olhos abertos, ele atravessa o campo envolvido de ouro por todos os lados, que não passam de ar!

MetaAmorPhosis – Autora: Luciana Magno – Núcleo O Voo do Pombo – vídeo-instalação com cenas do céu que leva o público para o capítulo em que Pinóquio voa e tem uma visão do mundo ampliada, o que o leva a um novo estado mental e de conscientização que permite uma transformação, motivada pela busca da essência da vida: o amor, o verdadeiro gerador da metamorfose humana.

Castelo de Açúcar – Autor: o público participante – Núcleo Ilha das Abelhas Operárias – Retrata o momento da descoberta do trabalho e da maturidade, da necessidade de colaborar como ouro para construir algo em comum. O visitante pode interagir com colmeias feitas de cubos de espumas que sugerem o cenário da Ilha das Abelhas Operárias.

Paredes Avessas – Autor: GRL-Brasil/Gambiologia - Núcleo País da Folia – o público pode “brincar” de grafite virtual com uma ferramenta que projeta desenhos de luz. Pinóquio vivencia uma alegria violenta, sem repressão nem censura. Uma transgressão que ultrapassa a ideia de liberdade, por gerar confusão e desordem quando vivida sem controle. Pode ser comparado à sensação de “encantamento explosivo” vivido pelo ser humano com o despertar da paixão e da sexualidade.

Obra O Mar – Autora: Vera Uberti – Núcleo O Mar – sala com projeção de espelhos que mostra o mergulho no mar do personagem como ato de purificação interior. Passagem de um estado inconsciente para atingir uma consciência superior. Um “batismo” que permite o ingresso à vida adulta, exigindo empenho, determinação e esforço físico para ultrapassar obstáculos e chegar do lado de lá.

O Peixe Gigante – Autor: Martí Guixé – Núcleo Monstro Marinho – as crianças entram em uma baleia gigante assim como o fez Pinóquio em sua história. Momento do confronto, corpo a corpo, com nossos “monstros” interiores. A necessidade de conhecê-los internamente e dominá-los para que possamos nos libertar das garras que nos aprisionam e nos impedem de ver a luz natural.

Sombras de Passagem – Autor: Studio Azzurro – Núcleo Transformação de Pinóquio – por meio de projeção e jogo de luz, o público vivencia a transformação do boneco em gente.

O Som da História
Autor: Ultrassom Music Ideas (Melissa Garcia e Ruben Feffer)

Acompanhando todo o percurso da mostra, a instalação sonora O Som da História atua como fil rouge, conectando a fábula à arte contemporânea. Aparecem as vozes das personagens que, reproduzindo diálogos do livro, conduzem o público de uma instalação a outra, criando a tensão necessária para o desenvolvimento do discurso artístico-literário.

Na Área de Exposições
Na Área de Exposições, o público encontra o Ateliê de Pinóquio, um espaço interativo com nove estações, que também representam os capítulos da história. Aqui, crianças e adultos têm a oportunidade de participar de atividades com marionetes, jogos, brincadeiras e área de leitura. Livros raros e peças de coleção estarão expostos. Neste espaço o SESC Belenzinho conta com a parceria da Pinacoteca Internacional de Jovens e Adolescentes - Fundação PINAC, no desenvolvimento das estações do Ateliê.

Fonte:Verbena Comunicação