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A Contemporaneidade de Aklander

Publicada em : 12/06/2012

Com um acervo de 120 quadros de pintores nacionais e internacionais, a galeria conta com estilos desde acadêmicos, modernistas, concretistas até os abstratos


Pertencente à geração que ultrapassou os limites do conceitual e do novo realismo no Brasil, a artista plástica Ruth Palatnik Aklander ganha exposição de suas icônicas obras na Proarte Galeria em São Paulo. A individual, que conta com trabalhos em materiais que consolidaram a criação de um estilo de vanguarda e autoral - notadamente o acrílico - propõe a reflexão da contemporaneidade e a contribuição da artista para o fortalecimento da busca de novos caminhos de comunicação nas artes.

Com curadoria de Monica Felmanas, a escolha visou evidenciar sua trajetória, não apenas por alusões históricas às décadas de 60 a 90, mas mostrando a evolução de um trabalho contado pelas escolhas de plataformas artísticas e uso de matérias-primas que marcaram os anseios de uma geração. Na entrada, o convite para este recorte temporal imagético: a obra “Vôo” - nas cores fluorescentes amarelo, laranja e rosa – materializa a atitude e o desejo primário em dialogar a arte e a ficção com a realidade.

Ironicamente, ao retratar a situação existencial da década de 60 - com seus conflitos libertários, políticos e sociais - Aklander sugere o contexto da época com a utilização do estanho. O material, que não oxida facilmente com exposição ao ar e resistente à corrosão, discursa visualmente com as ideias do painel de 06 obras intituladas “DNA” e com os conceituais “A longa luta” e “Gerações em conflito”. Prevalece o aspecto denso próprio do material, sua cor e textura, que se opõem ao lirismo e à explosão de cores da década seguinte.

Do lugar habitual das obras de arte - a parede - a segunda fase, na década de 70, desloca no espaço da Proarte Galeria a leitura do objeto artístico para o teto e pedestais, expondo a inovadora atitude lúdica, uma nova dimensão de comunicação artística, que passa a incentivar a participação do público a interagir e, mesmo, modificar a obra. A utilização do acrílico denuncia o período em que as cores e as formas harmonizavam novas possibilidades para a criação artística. Compõem esta fase, as obras que indagam o aspecto natural, artificial e metafísico da vida, como germinação, geração, infinito (Ciclo da Vida Vegetal), mundos distantes (Mundi) e referências à censura (Dizer).

A fase seguinte, que culmina na década de 80, revela o anseio de uma artista pela tradição, mas também, pelo progresso. Em serigrafia, uma arte mais democrática, tem grande parte das obras criadas a partir da transmutação dos motivos dos trabalhos em acrílico, como a série Cromo motivada pela cromoterapia.

A série Brasil composta por duas obras “Rio, Carnaval M” e “Rio, Carnaval S” sugere uma brasilidade nada efêmera e literária. As cores se condensam no rosa, vermelho e prata, e sugerem a capacidade da arte em poetizar o indizível de uma época.

A última fase, já na década de 90, caracteriza-se pelas pinturas - em tinta enviada especialmente para a artista após exposição no Havaí - como “Portal 11:11 e em tinta acrílica as obras “Éter”, “Meta/forma”, “Nuclear” e os “Fragmentos H`” (rolo / símbolo / pergaminho / mapa / sarça / ruína), que insinuam a procura da religiosidade, símbolos e raízes judaicas de Aklander.

A Contemporaneidade de Aklander tem abertura prevista 21 de junho na Proarte Galeria, que fica na Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1644 em São Paulo.

Serviço:
A Contemporaneidade de Aklander (Exposição individual de Ruth Palatnik Aklander)
De 21 de junho (quinta-feira) a 9 de julho (segunda-feira)
Galeria Proarte
Curadoria: Monica Felmanas
Previsão de Abertura: Final de Maio
Entrada Gratuita
Funcionamento: Segunda à quinta-feira, das 10-20hs. Sexta-feira das 10 às 19hs. Sábado das 10 às 14hs
Endereço: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1644, Jardim Paulistano, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3085-7488
Estacionamento no local.
www.proartegaleria.com.br

Fonte:Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo