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L´lllustre Molière

Publicada em : 01/06/2012

Usando a metalinguagem, a diretora coloca o público como observador do processo de construção de um espetáculo


No palco desta encenação, Molière – que, ao lado de outros nove atores, fundou em 1643 a companhia de teatro L'Illustre Théâtre – faz uma viagem sem escalas com seu grupo do século 17 ao 21 para nos mostrar que uma boa comédia nunca sai de moda. Às voltas com seus novos textos, busca inspiração na sociedade para criar suas personagens e devolvê-las como um reflexo crítico do comportamento humano.

O cenário e figurinos, concebidos por José Henrique de Paula, propõem ao espectador uma viagem ao século 17, com uma ambientação em tons pastéis inspirada na obra de Rembrandt. O cenário recria o palco barroco tradicional com a cena em perspectiva, o procênio iluminado pela ribalta, e o telão ao fundo, adaptado da obra de Sebastiano Cerlio (1475-1557), um dos maiores cenógrafos do período.

“Começamos a trabalhar com as vozes, instrumentos e a experimentar alguns madrigais dos séculos 16 e 17. O resultado foi tão inesperado que a experiência foi para a peça”, conta a diretora musical Fernanda Maia. “Mesclamos as músicas ao estilo barroco, compostas para a peça, com canções vocais populares renascentistas.” A música ilustra a leveza dos diálogos do dramaturgo, como completa Fernanda Maia.

Sandra Corveloni, ao dirigir um espetáculo sobre Molière, sua companhia e suas peças, sente-se lisongeada. “Pois é como se ele participasse dos ensaios, contribuindo conosco o tempo inteiro através de suas obras. Ao mesmo tempo, tenho a grande e difícil responsabilidade de recriar um pedacinho da vida de tão ilustre artista.”

Os figurinos de época mostram a roupa básica utilizada pelos atores da trupe de Molière durante os ensaios, complementados com vestimentas e adereços elaborados para caracterizar as personagens vividas nas diferentes peças do autor. A iluminação sugere o clima antigo de velas e tochas. A direção musical de Fernanda Maia traz canções vocais populares renascentistas executadas ao vivo pelos atores, que fazem um contraponto com a leveza dos diálogos do dramaturgo.

“Essa capacidade de colocar uma lente de aumento na hipocrisia, no exagero e na ingenuidade humana nos seduziu completamente e eu fico honrada em orquestrar, junto com Molière, esse concerto para fazer rir e pensar”, escreve Sandra Corveloni no programa da peça.

Para roteiro:

Direção: Sandra Corveloni. Elenco: Guilherme Sant’Anna; Paulo Marcos; Amanda Acosta; Angela Fernandes; Caio Salay; Lara Hassum; Mateus Monteiro. Direção musical: Fernanda Maia. Preparação corporal: Inês Aranha. Cenografia e figurino: Zé Henrique de Paula. Assistente de figurino: Cy Teixeira. Produção: Corveloni De Simone Produções Artísticas Ltda. Diretor de produção: Maurizio De Simone. Illuminador: Nelson Ferreira. Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez. Classificação: 12 anos. Duração: 90 minutos. Gênero: Comédia. Ingressos: R$ 30,00 inteira, R$ 15,00 meia e R$ 10,00 alunos e funcionários da Aliança Francesa. Temporada: quintas, sextas e sábados às 20 horas. Até 30 de junho.

Teatro Aliança Francesa - Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque. Tel.: (11) 3017-5699/ 2371-7460. Horário de funcionamento: Teatro: Quinta-feira, sexta-feira e sábado, das 16h às 22h. Café: Quinta-feira, sexta-feira e sábado, das 16h às 20h. Ingressos Tel.: (11) 4003.2330 e www.ingressorapido.com.br. Bilheteria Horário de funcionamento: De quinta-feira a sábado, das 16h às 20h. Lugares: 210 + 4 para portadores de necessidades físicas. Acesso a portadores de necessidades físicas. Ar condicionado. Wi-fi grátis. Estacionamento conveniado em frente ao teatro: R$15,00 (por 4h)

Fonte:Arteplural Comunicação