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Pai e filho dividem o mesmo palco

Publicada em : 16/03/2012

Premiadíssimo na Broadway (seis Tonys na temporada 2010), Vermelho é uma co-produção de Antonio Fagundes e Jorge Takla


Em seu ateliê em Nova York, em 1958 o já consagrado artista Mark Rothko recebe pela primeira vez seu novo assistente, Ken. “O que você vê?”, pergunta, apontando para uma das pinturas em que trabalhava. A partir daí, uma bela relação desenvolve-se diante da platéia; um encontro cheio de nuances, em que ambos se permitem indagar e refletir, questionar e ouvir. É esse o ponto de partida do espetáculo Vermelho, dirigido por Jorge Takla, e estrelado por Antonio Fagundes, como Rothko, ao lado de seu filho Bruno Fagundes, que interpreta o jovem aspirante a artista.

Escrita pelo dramaturgo e roteirista John Logan e traduzida por Rachel Ripani, com figurinos de Fabio Namatame, a peça se passa no período entre 1958-1959, quando o pintor russo naturalizado norte-americano – que ganhou notoriedade ao encabeçar o Expressionismo Abstrato -, trabalha em uma série de murais para o sofisticado restaurante Four Seasons, no Edifício Seagram, na Park Avenue, encomendados a ele por uma quantia recorde à época.

Vermelho é um olhar carinhoso sobre um grande artista consagrado passando o bastão para uma nova geração de novos artistas inquietos, provocadores e talentosos a peça é também um panorama da arte moderna da New York dos anos 50, quando mestres consagrados como Rothko, de Kooning e Pollock conviviam com artistas jovens e arrogantes (que não eram muito levados a serio) como Andy Warhol e Liechtenstein.

Um dos pontos primordiais do texto é a sua universalidade, como aponta o diretor Jorge Takla: “enquanto acompanhamos o processo de criação desse grande artista, percebemos um conflito comum a todos nós, criadores: o dilema entre o artístico e o comercial. A relação que existe no palco entre Rothko e Ken observa, de forma carinhosa, a troca entre um artista consagrado que passa o bastão a uma nova geração provocadora que está por vir. Vermelho é uma obra exigente que, como Rothko, nos leva a criar um clima de luzes delicadas, um ambiente suave para valorizar as obras e deixá-las pulsantes e vivas. Aliás, a luz foi um dos desafios da montagem, pois Rothko dizia que uma obra vive por simbiose, ela precisa do olhar empático do observador, e por isso ele tinha que protegê-la, controlando a luz, a altura em que ela está exposta, a distância do observador; senão a obra poderia morrer desprotegida.”

O texto vai muito além de uma biografia de Rothko. “Se deixarmos o artista falar de sua necessidade de comunicação com a platéia e de sua vontade de descobrir a pureza de sua arte, conseguimos ampliar o alcance do texto mais do que se nos limitássemos a imitar o Rothko”, comenta Fagundes. Bruno completa: “É interessante como as discussões podem ser lidas de vários pontos de vista, e tocam em outros âmbitos; é uma troca constante e quase inevitável, como se fosse uma necessidade deles, e isso vai revelando as diversas camadas dos personagens aos poucos.”

A troca de conhecimentos, no entanto, não se dá apenas na ficção. Pela primeira vez, Antonio Fagundes contracena com seu filho, Bruno. No palco, os atores mostram, também, a intimidade construída no processo de criação de um artista. Preparam e misturam a tinta, esticam a tela, debatem a iluminação ideal para, nas palavras do artista, proteger sua obra de arte. Com muita segurança, Rothko conduz Ken - e a platéia - por um caminho teórico cheio de referências e, ao mesmo tempo, extremamente sensível.

Para aproveitar o rico material que o espetáculo apresenta, uma exposição será montada no lobby do teatro GEO, com a intenção de mostrar ao público o trabalho de Mark Rothko. Além das reproduções de pinturas do artista, também estarão expostas obras e informações sobre as personalidades e as correntes artísticas citadas no palco.

VERMELHO – SERVIÇO
Estréia: 30 de março, às 21h30
Local: Teatro GEO - Rua Coropés, 88 – tel. 3728.4930 - (próximo ao metro Faria Lima) – www.teatrogeo.com.br
Horários: quinta e sábado, às 21h; Sexta, às 21h30 e Domingos, às 18h.
Preços: Platéia R$ 120,00 e Balcão R$ 100,00
Duração: 80 minutos
Lotação: 627 lugares
Classificação Etária: 12 anos
Estacionamento: Valet c/ manobrista = R$ 25,00
Horário de funcionamento da bilheteria: terça, quarta e domingo das 12 às 20h; quinta, sexta e sábado das 12 às 21h. As vendas para o espetáculo do dia serão encerradas 15 minutos antes do inicio do espetáculo.

Como Comprar:
ShowCard – www.showcard.com.br
Pessoalmente - Bilheteria do Teatro GEO
Venda efetuada com cartões de crédito (Visa, MasterCard, Diners Club), cartões de débito (Visa Electron e Redeshop) ou dinheiro.
VENDA PARA GRUPOS - grupos@takla.com.br - Tel. (11) 7571.3537

Fonte:Quatro Elementos Comunicação & MKT. Cultural