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Africanofagias Paulistanas

Publicada em : 09/11/2011

A programação trará debates com especialistas, visitas temáticas acompanhadas de oficinas poéticas e apresentações de artes cênicas e de música

Para celebrar o mês da Consciência Negra, no Ano Internacional dos Afrodescentes, a Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta Africanofagias Paulistanas, uma programação temática que acontecerá durante todo o mês de novembro. Africanofagias Paulistanas proporcionará ao público um conjunto de atividades que destaca a presença africana na história da cidade de São Paulo. A experiência social de africanos e afrodescendentes faz parte da dinâmica da vida paulistana, misturada às heranças indígenas e européias e está presente em espaços históricos importantes, na linguagem cotidiana, nos símbolos que portamos e exibimos, nas artes. Africanofagias Paulistanas é um projeto inspirado na antropofagia de Oswald de Andrade, que ao ver o Brasil como uma espécie de boca que tudo come lançou as bases para entendermos nossa cultura tão peculiar.

A programação trará debates com especialistas, visitas temáticas acompanhadas de oficinas poéticas e apresentações musicais e de artes cênicas. Veja programação completa no site da Pinacoteca. Além da Pinacoteca do Estado de São Paulo, outras duas instituições parceiras, o Museu de Arte Sacra e Museu da Língua Portuguesa, também participam. As visitas temáticas com oficinas poéticas serão oferecidas em cada um destes museus. No acervo da Pinacoteca do Estado algumas obras que remetem à temática afro-brasileira estarão identificadas com o logotipo do Africanofagias Paulistanas. Estas obras estarão sinalizadas com o objetivo de relacioná-las à temática desta programação.

Programação

Mesas Redondas
Participação condicionada à ordem de chegada e à capacidade de 150 lugares.
No auditório da Pinacoteca do Estado, aos sábados, das 10h às 13h.

05 de novembro:
Tema: Os africanos nas terras paulistanas.
Apresentação e discussão de pesquisas histórico-antropológicas relacionadas à presença africana na cidade com os palestrantes: Dra. Regiane Augusto de Mattos, Doutorando Milton Silva dos Santos e Professora Dra.Vanicléia Silva Santos enfatizando essa presença histórica que se transforma e se atualiza em discussões como a importância dos babalorixás (pais de santo) na manutenção do candomblé urbano. O conhecimento dos feitiços e das mandingas aclimatados no Brasil e os sentidos que o termo mandinga assume no presente. A mediação é do cientista social, curador e mestrando em Antropologia Social Alexandre Araújo Bispo.

12 de novembro:
Tema: Negro paulistano me tornei, na metrópole que adotei.
Apresentação das trajetórias de personalidades negras que migraram para São Paulo, e que aqui constituíram as suas biografias. Os palestrantes são: Professora Dra. Ligia Ferreira (UNIFESP) que falará sobre o jornalista e advogado Luiz Gama; Dra. Flávia Rios que abordará a obra da escritora Carolina Maria de Jesus; Professor Dr. Nelson Inocêncio (UNB) que abordará a biografia do artista plástico Emanoel Araújo. A mediação é da Professora Dra. Maria Aparecida Lopes (UFT).

19 de novembro:
Tema: Africanizando o cotidiano paulistano.
Tratará da presença africana nas ações do dia a dia, desde os modos de expressão oral às práticas populares religiosas e festivas a partir das pesquisas do escritor e jornalista Oswaldo de Camargo; da artista plástica, folclorista e escritora Raquel Trindade; e do escritor, poeta e Dr. Luiz Silva ou Cuti. Mediação do escritor, historiador e Mestre em Educação Allan da Rosa.

26 de novembro
As vertentes das expressões artísticas afro-brasileiras na cidade: continuidades. Conversa com representantes dos coletivos de teatro e grupos musicais, com foco sobre os processos de criação cênica e musical que se referem às tradições africanas e afro-brasileiras como fonte de pesquisas e as trazem para o espaço urbanidade. Mediação do jornalista e idealizador da revista de cultura urbana “O Menelick 2.Ato: Afrobrasilidades e afins” José Nabor Júnior.

Apresentações de artes cênicas e de música
No espaço Octógono, aos sábados, 16h às 18h.

05 de novembro
O canto das lavadeiras e rezadeiras que se faz presente com o requinte da batucada de terreiro no samba do Curimba, núcleo formado por pastoras do Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo Diá Piratininga para difundir o samba paulista e seus mestres.

12 de novembro
O som que integra a vitalidade percussiva das festas de Maracatu com o improviso dos Mcs do rap do grupo Zinho Trindade e o Legado de Solano.

19 de novembro
Companhia de Arte Negra As Capulanas. Nesta apresentação elas mostram o trabalho "Quando as palavras sopram os olhos... Respiro!", inspirado no livro “Cartas para minha mãe”, de Teresa Cárdenas.

26 de novembro
Grupo Clariô de Teatro apresenta a peça “Urubu come carniça e voa”, montagem inspirada nos textos de João Flávio Cordeiro, o Miró de Muribeca, poeta negro pernambucano que faz da poesia a maneira mais concreta de responder a violência sofrida e observada por ele cotidianamente.

Neste mesmo sábado, das 14h às 15h30, será promovida uma mesa redonda sob o tema As vertentes das expressões artísticas afro-brasileiras na cidade: continuidades a partir de uma breve conversa com representantes dos coletivos de teatro e dos grupos musicais, com foco em um diálogo sobre estes e os processos de criação cênica e musical que se referem às tradições africanas e afro-brasileiras como fonte de pesquisas e as trazem para a contemporaneidade e para urbanidade. A mediação será do jornalista e idealizador da revista de cultura urbana “O Menelick 2.Ato: Afrobrasilidades e afins” José Nabor Júnior.

Fonte:Pinacoteca do Estado