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Carlos Scliar, da reflexão a criação

Publicada em : 07/11/2011

Com curadoria de Marcus de Lontra Costa, a mostra conta com o patrocínio integral da Caixa


 

Carlos Scliar (1920-2001) deixou para o Brasil um extraordinário patrimônio cultural composto por suas gravuras, desenhos e pinturas. Talvez nenhum outro artista sintetize de maneira mais evidente os desafios, os desejos e os dilemas da ação e da estratégia modernista no nosso país. Filho de imigrantes, desde cedo o nacionalismo é elemento que estrutura a identidade de Scliar.

A sua sólida formação cultural e sua precoce sintonia com os anseios e as expectativas do mundo surgido após a revolução socialista de 1917 garantiram para o jovem Scliar destaque na imprensa e na vida intelectual da capital gaúcha. Diferentemente de outros artistas brasileiros, que tinham na França a sua referência, Scliar compreendeu o espaço de construção artística moderna através dos filmes e gravuras expressionistas alemães.

“Em qualquer técnica, em qualquer período de sua vida, Carlos Scliar é o artista do método e da métrica. A linha é o elemento que organiza a sua aventura artística; a partir dela, de seus vetores, ele constrói formas, acrescenta cores, desenvolve a sua poética particular. Para ele, o Brasil é assunto permanente: em busca das névoas do passado encontrou-as (e se encontrou) entre as montanhas”, explica o curador Marcus Lontra.

A exposição tem por objetivo principal permitir o reencontro do público de São Paulo com um dos grandes mestres da arte brasileira. A curadoria selecionou imagens, em consonância com o espírito de Scliar, sintetizando uma vida inteira dedicada à construção de uma iconografia nacional. As obras expostas integram, num mesmo espaço, participação política e social coletiva em defesa dos verdadeiros ideais democráticos com a pureza e o encantamento das pequenas histórias, da beleza imanente contida nas coisas simples, nos objetos e vivências cotidianas do ser humano: bules, lamparinas, velas, frutos e flores, documentos, bilhetes, lembranças, saudades, desejos, memórias, resíduos, ruídos, sussurros, silêncios.

Os trabalhos expostos vão das primeiras gravuras dos anos de 1940, passando pelos Cadernos de Guerra, pelas gravuras gaúchas dos anos de 1950, pelos telhados de Ouro Preto, pelas serigrafias e litografias realizadas ao longo de mais de três décadas. A mostra inclui pela série “Território Ocupado” no qual uma gravura produzida nos anos de 1950 se faz presente ao longo de várias outras obras, até chegarmos ao impressionante álbum sobre o Descobrimento do Brasil, obra final e definitiva de Carlos Scliar.

A produção da mostra está a cargo de Anderson Eleotério e Izabel Ferreira - ADUPLA Produção Cultural - que tem como missão o resgate da memória artística nacional e possuem no seu currículo mostras de importantes artistas e personalidades, como: Raymundo Colares, Bandeira de Mello, Goeldi, Debret, Betinho, Rubem Valentim, Zaluar, Madeleine Colaço, etc.

SERVIÇO:
CARLOS SCLIAR, DA REFLEXÃO A CRIAÇÃO
Abertura para convidados e imprensa (visita guiada com o curador): 08 de novembro de 2011, às 19 horas (Visita guiada com o curador)
Visitação: de 09 de novembro a 08 de janeiro de 2012
Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h às 21h.
Local: CAIXA CULTURAL São Paulo (Paulista) - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Fonte:Assessoria de Imprensa Cultural - Regional Paulista